ENTRETENIMENTO
Relembre Luis Gustavo em papéis que marcaram sua carreira
Ator Luis Gustavo morreu neste domingo (19), aos 87 anos, em Itatiba (SP), vítima de câncer no intestino
O ator Luis Gustavo morreu neste domingo (19), aos 87 anos, em Itatiba (SP), vítima de câncer no intestino. O ator era casado com Cris Botelho e deixou dois filhos e uma neta. Ele tratava o câncer desde 2018.
Após a divulgação de sua morte, famosos lamentaram sua partida e prestaram homenagens ao ator.
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Luis Gustavo em “Anjo Mau”, de 1976
Crédito: Divulgação/Globo
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Antes de interpretar personagens como “Beto Rockfeller” ou “tio Vavá”, Luis Gustavo trabalhou durante cinco anos atrás das câmeras: foi contrarregra, auxiliar de iluminação e cinegrafista.
Ele ganhou seu primeiro papel como ator na peça de teatro “Mas Não se Matam Cavalos”, no teleteatro TV de Vanguarda.
Depois disso, o “Tatá”, como era conhecido pelos mais íntimos, viveu diversos papéis na televisão e marcou gerações.
Entre os personagens mais famosos estão o Beto Rockfeller, de 1968, sucesso da extinta TV Tupi, e Victor Valentim, da novela “Ti-Ti-Ti”, de 1985. O ator também viveu o Mário Fofoca, um detetive cômico criado na novela “Elas por Elas”, de 1982, e o tio Vavá, no programa de humor da TV Globo “Sai de Baixo”.
Luis Gustavo também participou de “Anjo Mau” e “Duas Vidas”, em 1976, “Te Contei?”, em 1978, “Elas por Elas”, em 1982, “Ti-Ti-Ti”, em 1985, “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Mico Preto”, em 1990, “O Mapa da Mina”, em 1993, “O Beijo do Vampiro”, em 2002, seguido de “Começar de Novo”, em 2004, “O Profeta”, em 2006, “Três Irmãs”, em 2008″, “Cama de Gato”, em 2009, “A vida da gente”, em 2011, “Joia Rara”, em 2013, e “Êta Mundo Bom!”, em 2016.
ENTRETENIMENTO
Emissoras públicas buscam novos formatos para fortalecer parcerias
TV Brasil é apontada como janela importante para produções regionais
Encontrar uma voz feminina para a locução do São João de Caruaru, em Pernambuco, era a missão do reality A Voz Dela. O programa, da televisão pública da cidade, a PrefTV, mobilizou Caruaru, que acompanhou 11 mulheres disputando a chance de apresentar uma das festas mais tradicionais do país.

A competição, que incluiu testes de improvisação, conquistou fãs e foi apresentada no encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), nesta terça-feira (19), no Rio de Janeiro.
“Em um dos palcos principais do São João de Caruaru, a gente não tinha presença feminina, como locutora, anunciando atrações, dando avisos e fazendo as promoções”, contou a apresentadora do A Voz Dela, a jornalista Rebeca Nunes.
“Tivemos essa ideia em conjunto, para trazer mulheres que não são, necessariamente, da comunicação, são mulheres comuns, mas que têm uma boa desenvoltura e o sonho de estar ali, naquele palco, que fala para milhares de pessoas”, complementou sobre o programa, que em 2026 fez a segunda edição ao vivo, na TV e internet.
Mais tempo na tela da TV Brasil para esse tipo de produção é uma das propostas da cadeia de emissoras de rádio e TV da RNCP, que é coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e formada por uma maioria de emissoras não comerciais. A possibilidade de veicular ou exibir conteúdo regional está entre as principais razões de adesão à cadeia do Sistema Público, explicou Welder Alves, Gerente de Rádio, Projetos Especiais e Mídia Digitais do Sistema Encontro das Águas (antiga TV Cultura do Amazonas).
Ao entrar para a RNCP, a TV Encontro das Águas já teve vários programas e reportagens exibidos pela TV Brasil e pela Rádio MEC, como o Festival de Óperas e a cobertura da COP-30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), realizada em 2025, no Pará. Mesmo assim, as afiliadas veem espaço para mais.
“A rede tem, entre suas várias demandas, uma que se sobressai, que é a ampliação da presença de produções regionais na programação”, afirmou Welder.
Ele citou um cálculo com dados da EBC constatando que os programas das parceiras ocupam 11,3% da grade da TV Brasil, entre 6h e meia-noite, o que considerou importante.
Para desenvolver novas estratégias para veiculação nacional, a RNCP pretende fazer discussões em câmaras, com o fim do encontro, nesta terça.
A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, ex-diretora de Conteúdo e Programação da empresa, disse que a EBC está em um novo momento, no qual as transformações tecnológicas, como a chegada da TV 3.0, que pretende integrar televisão e internet, exigirão que todos estejam no mesmo patamar.
“Nós somos um campo [o campo público]”, disse Pellegrino. “Cabe a cada emissora fazer a sua programação, criar o seu conteúdo, trazer a sua linguagem e se colocar na mesma prateleira, juntos, subvertendo hierarquias.”
O diretor-geral da EBC, David Butter, reconheceu que a rede da EBC não “tem que se prender a modelos” existentes.
“Nós podemos ter soluções próprias”, afirmou. Segundo ele, o papel da EBC é de ser facilitadora da relação, “mais do que uma cabeça de rede alimentada por afiliadas”.
“Não precisa ser assim”, disse. “Cabe à EBC ver oportunidades e compartilhar com suas emissoras parceiras”, completou.
As parcerias têm o apoio dos trabalhadores da EBC e da sociedade civil. Integrante do Comitê de Participação, Diversidade e Inclusão, instaurado ano passado, a jornalista Cibele Tenório defende que as afiliadas busquem uma relação horizontal com a EBC.
“Não podemos, como rede, repetir o modelo de rede comercial”, destacou Cibele. “A TV só pode ser chamada Brasil, se ela tiver o Brasil na tela, se os sotaques estiverem na tela e as pessoas se virem nessa tela.”
Cibele também elogiou experiências como os programas independentes contratados pela Rádio Educadora da Bahia, gerida pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. A contratação dos conteúdos se deu por edital afirmativo e escolheu programas sobre diversos gêneros musicais, como música baiana, africana, rap e trap, que o Iderb ofereceu para veiculação por emissoras que integram a RNCP, gratuitamente.
Carta do Rio
Ao final do encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, foi apresentado um rascunho da Carta do Rio, com resumo das reivindicações e análises das afiliadas sobre o cenário da comunicação pública no país.
No documento, gestores da rede reforçam o pedido por repartição de recursos federais oriundos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP). Segundo o site da Anatel, em 2025, a EBC recebeu R$ 3,8 milhões da CFRP.
“O foco da carta é a defesa da sustentabilidade financeira das emissoras e formas de financiamento, não dá para ser uma única [fonte]”, analisou o diretor-geral da Fundação Carmélia Maria de Souza, Igor Pontini.
Ele é responsável pela gestão do Sistema de Rádio e Televisão do Espírito Santo e defende a criação de uma instituição, nos moldes de uma associação, para reunir as emissoras públicas de TV.
A Carta do Rio, acrescentou Pontini, também reconhece importantes iniciativas da EBC, como a criação de uma política de inovação e o apoio às novas afiliadas.
O documento será enviado a órgãos de governo como a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência e ministérios.
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