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ECONOMIA

Com R$ 609,7 milhões, BNDES amplia aprovações de crédito para o Mato Grosso do Sul

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  • No 1º trimestre de 2026, aumento foi de 120% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 470,6 milhões do total de crédito aprovado, valor 125,1% superior a 2025 (R$ 209,1 milhões).
  • Desde 2023, volume aprovado para o estado foi de R$ 20,50 bilhões, crescimento de 207,4% na comparação com o período entre 2019 e 2022.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Mato Grosso do Sul no 1º trimestre de 2026, alcançando R$ 609,7 milhões. O valor aprovado para o estado foi 120% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 277,1 milhões).

Os recursos aprovados beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 353,3 milhões), comércio e serviços (R$ 47,8 milhões), indústria (R$ 71,3 milhões) e infraestrutura (R$ 137,3 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 470,6 milhões do total de crédito aprovado, valor 125,1% superior a 2025 (R$ 209,1 milhões).

No primeiro trimestre de 2026, o volume de recursos desembolsados pelo banco para o estado foi de R$ 1,05 bilhão, aumento de 346,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do resultado do 1º trimestre do BNDES, divulgados nesta terça-feira (12).

Desde 2023, o BNDES aprovou para o Mato Grosso do Sul um total de R$ 20,50 bilhões. O volume é 207,4% superior ao aprovado entre 2019 e 2022 (R$ 6,67 bilhões).

Também houve crescimento no volume de desembolso (105,1%) no período, que chegou a R$ 12,88 bilhões, desde 2023, ante R$ 6,28 bilhões, entre 2019 e 2022.

“Os números mostram que o BNDES, sob a orientação do presidente Lula, retomou seu papel de parceiro estratégico do desenvolvimento. O BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação, impulsionando o pequeno empreendedor, a agropecuária e a indústria. No Mato Grosso do Sul, o BNDES está apoiando projetos estruturantes, como a modernização dos aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá e a implantação de melhorias e ampliação de capacidade nas rodovias MS-112, BR-158 e BR-436”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Centro-Oeste – As aprovações de crédito para a Região Centro-Oeste alcançaram R$ 6,85 bilhões no 1º trimestre de 2026, valor 70% superior ao realizado no mesmo período de 2025. Os valores aprovados neste trimestre atenderam diferentes setores, como indústria (R$ 2,31 bilhões), agropecuária (R$ 2,18 bilhões), infraestrutura (R$ 1,56 bilhão) e comércio e serviços (R$ 797,2 milhões). Do total das aprovações, R$ 3,42 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas.

Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 85,69 bilhões, valor 113,9% superior ao registrado entre 2019 e 2022 (R$ 40,06 bilhões).

Nacional – O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% sobre o resultado de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente, de R$ 15,6 bilhões, foi o maior da história, alta de 22% em relação a 2022 (R$ 12,5 bilhões). Nos primeiros meses de 2026, os ativos totais se aproximam de R$ 1 trilhão, atingindo R$ 995 bilhões, maior valor nominal da história, crescendo mais de 45% desde 2022, e a carteira de crédito alcançou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% em relação a 2025 e maior patamar desde 2016.

O resultado operacional da instituição também manteve a trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2026, com aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 254% sobre 2022.

Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões no trimestre, aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2025 e de 145% frente ao primeiro trimestre de 2022, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. Destaque para os setores da indústria, com alta de 67% (R$ 8 bilhões) frente a 2025, infraestrutura, crescimento de 51% (R$ 13,4 bilhões) e agropecuária, com 40% (R$ 9,1 bilhões).

No período, as consultas somaram R$ 84,4 bilhões, crescimento de 65% sobre 2025 e de 490% sobre 2022.

Considerando somente operações para entes públicos, principalmente estados e municípios, entre janeiro de 2023 e março de 2026 foram aprovados R$ 41 bilhões em novas operações, montante que representa 7,3 vezes as operações realizadas entre 2019 e 2022. Os recursos se destinaram, principalmente, a projetos de impacto social e climático, como mobilidade urbana, infraestrutura logística, adaptação climática e resiliência.

Para MPMEs as aprovações de crédito somaram R$ 29 bilhões, o que representa um aumento de 120% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 333% sobre 2022. As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 20,8 bilhões, totalizando o volume de R$ 49,8 bilhões de apoio a tais empresas, aumento de 44% comparado ao primeiro trimestre de 2025 e de 592% a igual período de 2022.

A inadimplência de 0,046% (90 dias) permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,33% geral e 0,60% para grandes empresas em março de 2026), evidenciando a solidez da carteira de crédito do BNDES.

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ECONOMIA

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores

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O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026

•    Mensal: R$ 1.621;

•    Diário: R$ 54,04;

•    Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado

•    Inflação pelo INPC: 4,18%;

•    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

•    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

•    Reajuste total: 6,79%.

Impactos

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS

•    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

•    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

•    Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

•    Até R$ 1.621: 7,5%

•    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

•    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

•    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

•    Plano normal (20%): R$ 324,20

•    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

•    Baixa renda (5%): R$ 81,05

•    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

•    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

•    Parcela mínima: R$ 1.621

•    Parcela máxima: R$ 2.518,65

•    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

•    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

•    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

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