ENTRETENIMENTO
Lançamentos da Netflix na semana
O mês de março está quase chegando ao fim e, em sua última semana completa, a Netflix adotou uma estratégia um tanto quanto conservadora ao segurar a mão nas novidades do catálogo. Todos os dias o serviço de streaming mais popular do mundo lança séries e filmes novos para seus assinantes, e toda sexta-feira o Canaltech lista tudo aqui para você, além de dar dicas do que assistir para aproveitar a assinatura da melhor maneira possível.
- Os lançamentos da Netflix em março de 2021
- Os lançamentos do Disney+ em março de 2021
- Os lançamentos do Globoplay em março de 2021
- Os lançamentos do Amazon Prime Video em março de 2021
Em uma semana de estreias discretas, os grandes destaques são duas séries originais da plataforma e um anime original baseado em Dota, o famoso MOBA conhecido pelos aficionados por videogames.
Os Irregulares de Baker Street é uma ótima opção para quem é fã de Sherlock Holmes, curte investigação e uma pitada de terror. É que os episódios focam no grupo de detetives amadores que muitas vezes resolve os casos pelos quais o famoso detetive recebe os louros e nem sempre é reconhecido. A pegada, porém, é bem mais sombria do que estamos acostumados a ver nos filmes e séries do personagem.
Já a série latino-americana Quem Matou Sara? tem uma trama mais puxada para o mistério e para o drama. A premissa é simples e a história é movida pela sede de vingança, já que um rapaz é incriminado injustamente e preso pela morte da irmã. 18 anos depois, ele deixa a cadeia determinado a se vingar dos verdadeiros responsáveis pelo crime. O problema é que ele acaba descobrindo muito mais coisas do que apenas o real culpado por toda essa desgraça.
Como dito antes, outro destaque desta semana na Netflix é a estreia de Dota: Dragon’s Blood, um anime produzido pela plataforma em parceria com a Valve. A trama segue Davion, o Dragon Knight, um dos heróis jogáveis do jogo, que terá de deter um “demônio mortal” ao lado de Mirana, a Deusa da Lua, outra personagem jogável no MOBA. Imperdível para quem é fã do título e quer expandir os conhecimentos sobre ele.
E em matéria de filme, o que tem de bom na Netflix nesta semana? Pois bem, não há tantas novidades assim, mas conseguimos pinçar uma coisinha e outra pra você que não está disposto a maratonar uma série. A primeira delas é a comédia para toda a família O Mistério do Relógio na Parede. No Top 10 de filmes mais assistidos da semana na plataforma, ele conta a história de um órfão, seu tio feiticeiro e uma vizinha excêntrica que têm de encontrar um relógio mágico para impedir que algo terrível aconteça.
Os amantes de documentários e ciência também estão servidos pela Netflix nesta semana. O serviço de streaming estreou no catálogo Seaspiracy: Mar Vermelho, que mostra um cineasta determinado a retratar os danos causados pelo Homem às espécies marinhas. O problema é que, durante suas investigações e registros, ele acaba descobrindo uma rede de corrupção de escala mundial.
E que tal um filmezinho de terror que foge do padrão hollywoodiano? O taiwanês O Hospital é uma aposta intrigante da Netflix nesta semana. A trama se passa em um hospital abandonado em Tainan, para onde as pessoas vão na tentativa de se comunicar com o espírito de familiares. É claro que isso não dá nada certo e eles acabam sendo aterrorizados por eventos sobrenaturais perturbadores.
Os 15 melhores filmes de terror disponíveis na Netflix

Essas foram apenas algumas indicações que o Canaltech separou para você aproveitar o fim de semana assistindo o que há de mais interessante na Netflix. Mas tem muito mais coisa legal no catálogo do serviço de streaming, e a gente listou tudo para você logo a seguir. Dê uma olhada, veja o que mais lhe chama atenção, clique e dê o play. Boa diversão!
- Assine a Disney+ aqui e assista a títulos famosos da Marvel, Star Wars e Pixar quando e onde quiser!
20/03
- O Mestre do Yin Yang
- Who’s the Boss
- Tem Algum Chorão Aí?
- O Hospital
- Mighty Morphin: Power Rangers (Temporadas 2 e 3)
- Vincenzo (Novo episódio)
21/03
22/03
23/03
24/03
25/03
- Dota: Dragon’s Blood – Temporada 1
- Pui Pui: Porquinhos com Rodinhas – Temporada 1
- Agência Secreta de Controle de Magias
- Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
- Na Mesma Onda
- Reframe: Theater Experience With You
- Shtisel: Temporada 3
26/03
- Os Irregulares de Baker Street: Temporada 1
- A Semana da Minha Vida
- Bad Trip
- One Piece: Temporadas 2, 3 e 4
ENTRETENIMENTO
Emissoras públicas buscam novos formatos para fortalecer parcerias
TV Brasil é apontada como janela importante para produções regionais
Encontrar uma voz feminina para a locução do São João de Caruaru, em Pernambuco, era a missão do reality A Voz Dela. O programa, da televisão pública da cidade, a PrefTV, mobilizou Caruaru, que acompanhou 11 mulheres disputando a chance de apresentar uma das festas mais tradicionais do país.

A competição, que incluiu testes de improvisação, conquistou fãs e foi apresentada no encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), nesta terça-feira (19), no Rio de Janeiro.
“Em um dos palcos principais do São João de Caruaru, a gente não tinha presença feminina, como locutora, anunciando atrações, dando avisos e fazendo as promoções”, contou a apresentadora do A Voz Dela, a jornalista Rebeca Nunes.
“Tivemos essa ideia em conjunto, para trazer mulheres que não são, necessariamente, da comunicação, são mulheres comuns, mas que têm uma boa desenvoltura e o sonho de estar ali, naquele palco, que fala para milhares de pessoas”, complementou sobre o programa, que em 2026 fez a segunda edição ao vivo, na TV e internet.
Mais tempo na tela da TV Brasil para esse tipo de produção é uma das propostas da cadeia de emissoras de rádio e TV da RNCP, que é coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e formada por uma maioria de emissoras não comerciais. A possibilidade de veicular ou exibir conteúdo regional está entre as principais razões de adesão à cadeia do Sistema Público, explicou Welder Alves, Gerente de Rádio, Projetos Especiais e Mídia Digitais do Sistema Encontro das Águas (antiga TV Cultura do Amazonas).
Ao entrar para a RNCP, a TV Encontro das Águas já teve vários programas e reportagens exibidos pela TV Brasil e pela Rádio MEC, como o Festival de Óperas e a cobertura da COP-30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), realizada em 2025, no Pará. Mesmo assim, as afiliadas veem espaço para mais.
“A rede tem, entre suas várias demandas, uma que se sobressai, que é a ampliação da presença de produções regionais na programação”, afirmou Welder.
Ele citou um cálculo com dados da EBC constatando que os programas das parceiras ocupam 11,3% da grade da TV Brasil, entre 6h e meia-noite, o que considerou importante.
Para desenvolver novas estratégias para veiculação nacional, a RNCP pretende fazer discussões em câmaras, com o fim do encontro, nesta terça.
A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, ex-diretora de Conteúdo e Programação da empresa, disse que a EBC está em um novo momento, no qual as transformações tecnológicas, como a chegada da TV 3.0, que pretende integrar televisão e internet, exigirão que todos estejam no mesmo patamar.
“Nós somos um campo [o campo público]”, disse Pellegrino. “Cabe a cada emissora fazer a sua programação, criar o seu conteúdo, trazer a sua linguagem e se colocar na mesma prateleira, juntos, subvertendo hierarquias.”
O diretor-geral da EBC, David Butter, reconheceu que a rede da EBC não “tem que se prender a modelos” existentes.
“Nós podemos ter soluções próprias”, afirmou. Segundo ele, o papel da EBC é de ser facilitadora da relação, “mais do que uma cabeça de rede alimentada por afiliadas”.
“Não precisa ser assim”, disse. “Cabe à EBC ver oportunidades e compartilhar com suas emissoras parceiras”, completou.
As parcerias têm o apoio dos trabalhadores da EBC e da sociedade civil. Integrante do Comitê de Participação, Diversidade e Inclusão, instaurado ano passado, a jornalista Cibele Tenório defende que as afiliadas busquem uma relação horizontal com a EBC.
“Não podemos, como rede, repetir o modelo de rede comercial”, destacou Cibele. “A TV só pode ser chamada Brasil, se ela tiver o Brasil na tela, se os sotaques estiverem na tela e as pessoas se virem nessa tela.”
Cibele também elogiou experiências como os programas independentes contratados pela Rádio Educadora da Bahia, gerida pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. A contratação dos conteúdos se deu por edital afirmativo e escolheu programas sobre diversos gêneros musicais, como música baiana, africana, rap e trap, que o Iderb ofereceu para veiculação por emissoras que integram a RNCP, gratuitamente.
Carta do Rio
Ao final do encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, foi apresentado um rascunho da Carta do Rio, com resumo das reivindicações e análises das afiliadas sobre o cenário da comunicação pública no país.
No documento, gestores da rede reforçam o pedido por repartição de recursos federais oriundos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP). Segundo o site da Anatel, em 2025, a EBC recebeu R$ 3,8 milhões da CFRP.
“O foco da carta é a defesa da sustentabilidade financeira das emissoras e formas de financiamento, não dá para ser uma única [fonte]”, analisou o diretor-geral da Fundação Carmélia Maria de Souza, Igor Pontini.
Ele é responsável pela gestão do Sistema de Rádio e Televisão do Espírito Santo e defende a criação de uma instituição, nos moldes de uma associação, para reunir as emissoras públicas de TV.
A Carta do Rio, acrescentou Pontini, também reconhece importantes iniciativas da EBC, como a criação de uma política de inovação e o apoio às novas afiliadas.
O documento será enviado a órgãos de governo como a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência e ministérios.
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