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ECONOMIA

PIB de MS deve ter o 3º melhor desempenho em 2022, segundo projeção de economistas

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Projeções da Tendências Consultoria apontam que 18 das 27 unidades da Federação deverão ter crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superior ao do País, que tem previsão de crescer meio por cento.

O Boletim Focus do Banco Central (BC) divulgou na última segunda-feira que a média das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2022 voltou a subir, de 0,42% para 0,49%. No ano passado o PIB nacional cresceu 4,7%, segundo o IBGE. Para 2023, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzido, de 1,50% para 1,43%. Para 2024, permanece em 2%.

Em relação ao crescimento regional, Mato Grosso do Sul deve ter o terceiro melhor índice, segundo as últimas projeções da Tendências Consultoria. De acordo com a Consultoria, o Pará deve crescer 3,1%, Mato Grosso e Rondônia devem crescer 1,8% e Mato Grosso do Sul tem previsão de crescimento de 1,6%. No ano passado o PIB de MS registrou crescimento de 3,1%, depois de amargar retração de -1,6% em 2020.

Os índices regionais ainda não foram divulgados oficialmente pelo IBGE, mas as projeções da Tendências Consultoria se aproximam das previsões da MB Associados e do mercado financeiro, sinalizados no Boletim Focus do BC.

Apesar da projeção de crescimento de 18 dos 27 estados acima da média nacional, as unidades da Federação com pior desempenho são os de maior peso na economia brasileira, por isso puxam a média nacional para baixo.

São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal, que respondem por quase metade da riqueza nacional (46%), devem ter menor dinamismo este ano, com taxas entre -0,2% (Santa Catarina) e 0,2% (São Paulo).

Na rota da expansão do PIB, enquanto boa parte das unidades da Federação deverá ficar estagnada, as regiões Norte e Centro-Oeste colhem os frutos da alta das commodities e produção agrícola. A maior expansão está prevista para a região Norte, graças a fatores como a valorização das commodities, investimentos em infraestrutura e os bons resultados do agronegócio, segundo estudo da Tendências Consultoria.

“A produção de commodities, seja minério de ferro ou alimentos, deve aumentar na região este ano”, disse a economista Camila Saito, sócia da Tendências. “A indústria metalúrgica também vem crescendo, especialmente no Pará”, afirmou.

Cenário econômico

Economistas consultados pelo Banco Central esperam ainda que o juro básico feche em 12,75% neste ano. De acordo o Boletim Focus, com base nas estimativas coletadas até o fim da semana passada, as projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2022 subiu de 5,65% para 6,45% de aumento.

Para 2023, o ponto-médio das expectativas para a inflação oficial brasileira permaneceu inalterado em 3,66% entre eles. Para 2024, manteve-se em 3,23%.

No caso da taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas passou de 12,25% para 12,75% em 2022. O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, realiza sua segunda reunião do ano nesta semana. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,50% em 2022, sempre com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Edmir Conceição, Subcom

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ECONOMIA

Com R$ 609,7 milhões, BNDES amplia aprovações de crédito para o Mato Grosso do Sul

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  • No 1º trimestre de 2026, aumento foi de 120% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 470,6 milhões do total de crédito aprovado, valor 125,1% superior a 2025 (R$ 209,1 milhões).
  • Desde 2023, volume aprovado para o estado foi de R$ 20,50 bilhões, crescimento de 207,4% na comparação com o período entre 2019 e 2022.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Mato Grosso do Sul no 1º trimestre de 2026, alcançando R$ 609,7 milhões. O valor aprovado para o estado foi 120% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 277,1 milhões).

Os recursos aprovados beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 353,3 milhões), comércio e serviços (R$ 47,8 milhões), indústria (R$ 71,3 milhões) e infraestrutura (R$ 137,3 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 470,6 milhões do total de crédito aprovado, valor 125,1% superior a 2025 (R$ 209,1 milhões).

No primeiro trimestre de 2026, o volume de recursos desembolsados pelo banco para o estado foi de R$ 1,05 bilhão, aumento de 346,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do resultado do 1º trimestre do BNDES, divulgados nesta terça-feira (12).

Desde 2023, o BNDES aprovou para o Mato Grosso do Sul um total de R$ 20,50 bilhões. O volume é 207,4% superior ao aprovado entre 2019 e 2022 (R$ 6,67 bilhões).

Também houve crescimento no volume de desembolso (105,1%) no período, que chegou a R$ 12,88 bilhões, desde 2023, ante R$ 6,28 bilhões, entre 2019 e 2022.

“Os números mostram que o BNDES, sob a orientação do presidente Lula, retomou seu papel de parceiro estratégico do desenvolvimento. O BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação, impulsionando o pequeno empreendedor, a agropecuária e a indústria. No Mato Grosso do Sul, o BNDES está apoiando projetos estruturantes, como a modernização dos aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá e a implantação de melhorias e ampliação de capacidade nas rodovias MS-112, BR-158 e BR-436”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Centro-Oeste – As aprovações de crédito para a Região Centro-Oeste alcançaram R$ 6,85 bilhões no 1º trimestre de 2026, valor 70% superior ao realizado no mesmo período de 2025. Os valores aprovados neste trimestre atenderam diferentes setores, como indústria (R$ 2,31 bilhões), agropecuária (R$ 2,18 bilhões), infraestrutura (R$ 1,56 bilhão) e comércio e serviços (R$ 797,2 milhões). Do total das aprovações, R$ 3,42 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas.

Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 85,69 bilhões, valor 113,9% superior ao registrado entre 2019 e 2022 (R$ 40,06 bilhões).

Nacional – O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% sobre o resultado de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente, de R$ 15,6 bilhões, foi o maior da história, alta de 22% em relação a 2022 (R$ 12,5 bilhões). Nos primeiros meses de 2026, os ativos totais se aproximam de R$ 1 trilhão, atingindo R$ 995 bilhões, maior valor nominal da história, crescendo mais de 45% desde 2022, e a carteira de crédito alcançou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% em relação a 2025 e maior patamar desde 2016.

O resultado operacional da instituição também manteve a trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2026, com aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 254% sobre 2022.

Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões no trimestre, aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2025 e de 145% frente ao primeiro trimestre de 2022, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. Destaque para os setores da indústria, com alta de 67% (R$ 8 bilhões) frente a 2025, infraestrutura, crescimento de 51% (R$ 13,4 bilhões) e agropecuária, com 40% (R$ 9,1 bilhões).

No período, as consultas somaram R$ 84,4 bilhões, crescimento de 65% sobre 2025 e de 490% sobre 2022.

Considerando somente operações para entes públicos, principalmente estados e municípios, entre janeiro de 2023 e março de 2026 foram aprovados R$ 41 bilhões em novas operações, montante que representa 7,3 vezes as operações realizadas entre 2019 e 2022. Os recursos se destinaram, principalmente, a projetos de impacto social e climático, como mobilidade urbana, infraestrutura logística, adaptação climática e resiliência.

Para MPMEs as aprovações de crédito somaram R$ 29 bilhões, o que representa um aumento de 120% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 333% sobre 2022. As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 20,8 bilhões, totalizando o volume de R$ 49,8 bilhões de apoio a tais empresas, aumento de 44% comparado ao primeiro trimestre de 2025 e de 592% a igual período de 2022.

A inadimplência de 0,046% (90 dias) permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,33% geral e 0,60% para grandes empresas em março de 2026), evidenciando a solidez da carteira de crédito do BNDES.

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