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INTERNACIONAL

Cinco armas, um recado: a mensagem militar da China ao mundo

O que as principais novas armas da China nos dizem? A resposta passa por alcance nuclear, tecnologia hipersônica e a estratégia de dissuasão voltada aos Estados Unidos

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China aproveitou o desfile militar de 3 de setembro, no chamado “Dia da Vitória”, para exibir parte do arsenal mais avançado do seu Exército de Libertação Popular (ELP) . O evento, realizado em Beijing, apresentou armamentos que, segundo especialistas, refletem o esforço acelerado de modernização das forças armadas chinesas e a tentativa de consolidar o país como potência militar global. As informações são da agência Anadolu.

Entre as novidades, cinco equipamentos foram destacados pelo pesquisador Jingdong Yuan, do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI, da sigla em inglês): o míssil balístico intercontinental DF-61, o míssil hipersônico DF-17, o míssil de cruzeiro antinavio YJ-12, o caça embarcado J-15T e o avião de alerta antecipado KJ-600 AWACS.

J-20 da Força Aérea do Exército de Libertação Popular sobrevoando o Desfile da Vitória da China em 2025, em Beijing (Foto: WikiCommons)
Alcance intercontinental

O DF-61 foi apresentado como uma evolução da família de mísseis Dongfeng, capaz de carregar múltiplas ogivas nucleares e atingir o território continental dos Estados Unidos. Para analistas, a arma simboliza a intenção de Pequim de reforçar sua capacidade de dissuasão nuclear.

Velocidade hipersônica

O DF-17, míssil hipersônico que pode alcançar velocidades entre Mach 6 e Mach 10, representa outro avanço estratégico. Sua capacidade de manobra dificulta a interceptação, criando um desafio adicional para os sistemas de defesa dos EUA e de seus aliados no Pacífico.

Controle do mar

O YJ-12, míssil de cruzeiro antinavio, confirma a prioridade chinesa em expandir sua presença naval. Com alcance suficiente para ameaçar porta-aviões e grandes embarcações inimigas, o armamento fortalece a estratégia de antiacesso no Mar da China Meridional.

Superioridade aérea

O caça J-15T, projetado para operações em porta-aviões, evidencia a ambição de Beijing de ampliar sua aviação embarcada. Já o KJ-600 AWACS, aeronave de alerta antecipado, amplia a capacidade de monitoramento e comando no ar, garantindo maior coordenação em cenários de combate.

Recado estratégico

Segundo especialistas, o conjunto dessas armas envia uma mensagem clara: a China busca mostrar que está preparada para enfrentar qualquer adversário, especialmente os Estados Unidos. O desfile militar, realizado no mesmo momento em que o país reforça sua cooperação estratégica com Rússia e Coreia do Norte, destacou também a integração de tecnologias civis e militares, com uso crescente de drones e sistemas autônomos.

Capacidade militar ampliada

Em setembro de 2024, o ELP realizou seu primeiro teste de míssil balístico intercontinental no Pacífico em quatro décadas, demonstrando que, apesar dos desafios internos, sua capacidade bélica permanece significativa.

Porém, a rápida modernização também trouxe à tona problemas estruturais. O Departamento de Defesa dos EUA identificou falhas em silos de mísseis e sistemas de lançamento, além de práticas fraudulentas em programas de aquisição de armamentos. Esses problemas levantam dúvidas sobre a capacidade do ELP de cumprir os prazos de Xi Jinping para se tornar uma força militar de primeira linha.

A comunidade internacional observa com atenção o impacto potencial dessas questões. Enquanto a China mantém exercícios militares frequentes e crescentes no Pacífico Ocidental, aliados dos EUA na região sentem a pressão. A continuidade das investigações e expurgos pode desacelerar os avanços do ELP, mas especialistas acreditam que a determinação de Xi em alcançar suas metas permanece inabalável.

O objetivo final da campanha anticorrupção é garantir que o ELP possa modernizar no cronograma estipulado por Xi. Mesmo com alguns obstáculos, a China já demonstrou avanços substanciais, de acordo com Hart. A dúvida que persiste é se esses esforços serão suficientes para alcançar as capacidades projetadas até 2027.

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Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã

Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei substituirá o pai, morto em ataque

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A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters

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