ECONOMIA
O sonho está virando pesadelo
Por Fiems
Os últimos dias não têm sido fáceis para o empresário neste país. As surpresas negativas estão se avolumando e a cada dia acordamos com uma nova. A última foi a Medida Provisória 1227, que trata da restrição à compensação de créditos tributários.
O empresário ainda nem estava recuperado de outros dois golpes fortes, que foram a desoneração da folha de pagamento e o fim da subvenção de incentivos fiscais, e já foi atropelado por esta nova MP desastrosa.
Mas afinal, o que está acontecendo com o setor empresarial brasileiro e com o Governo Federal? Tentaremos explicar a partir da ótica de quem paga o imposto.
É sabido por todos a grande necessidade de ajustes fiscais nas contas públicas. Para quem não sabe, o ajuste fiscal é feito por medidas adotadas pelo governo para equilibrar as finanças públicas, diminuindo gastos e aumentando as receitas.
Infelizmente, estamos vivendo a lógica inversa disso tudo. As medidas de aumento de receita estão acontecendo uma atrás da outra via aumento de impostos, taxas e tributos. No entanto, a contrapartida do governo, que seria a diminuição de gastos, está longe de acontecer.
As medidas que vêm sendo tomadas, além de não trazerem o equilíbrio fiscal, fazem a indústria brasileira perder ainda mais competitividade. É necessário que o Governo Federal repense toda sua política fiscal e tributária, uma vez que, neste ritmo, em pouco tempo o setor industrial brasileiro estará esfacelado.
Apenas nessa última ação, a MP 1227, as perdas da indústria brasileira estão estimadas em R$ 29,2 bilhões ainda neste ano. Quando falamos de Mato Grosso do Sul, com essas medidas, a previsão é de que a indústria perca 25% de sua competitividade, comprometendo seriamente os investimentos previstos para o Estado.
O que isso significa na prática? Um efeito direto no consumo das famílias, com preços mais caros dos produtos e o fantasma da inflação rondando a vida de toda sociedade novamente. Quem sente diretamente esses aumentos de impostos absurdos, é, sem dúvida alguma, a população.
O que mais preocupa é que hoje Mato Grosso do Sul está nos seus melhores momentos de desenvolvimento e atração de investimentos. Com as medidas do governo federal, agora tudo vira risco. Investimentos bilionários ficam comprometidos e o que poderia ser um sonho está virando pesadelo.
Diante disso, a Fiems apela ao Congresso Nacional, em especial aos parlamentares de Mato Grosso do Sul, os senadores Nelsinho Trad, Soraya Thronicke e TerezaCristina, além dos nossos deputados federais Beto Pereira, Camila Jara, Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando, Geraldo Resende, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira e Vander Loubet, para que não sejam coniventes com essa política suicida que está sendo montada pelo governo federal tendo como alvo as empresas brasileiras.
ECONOMIA
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda
INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Quanto vale o mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621;
• Diário: R$ 54,04;
• Hora: R$ 7,37.
Como foi calculado
• Inflação pelo INPC: 4,18%;
• Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
• Reajuste total: 6,79%.
Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:
INSS
• Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621
• Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
• Teto do INSS: R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS (CLT)
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
• Plano normal (20%): R$ 324,20
• Plano simplificado (11%): R$ 178,31
• Baixa renda (5%): R$ 81,05
• MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
• Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro
• Parcela mínima: R$ 1.621
• Parcela máxima: R$ 2.518,65
• Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.
Salário-família
• Salário-família: R$ 67,54 por dependente
• Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais
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