MATO GROSSO DO SUL
Nova NR-1 sem mitos é tema de debate com empresários e especialistas na Fiems
As recentes alterações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e seus impactos diretos nas rotinas das empresas estiveram em pauta na última quinta-feira (16/04), durante o evento “Nova NR-1 – prepare suas empresas para as mudanças e o uso do Domicílio Eletrônico Trabalhista”, realizado no auditório do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande. A iniciativa reuniu especialistas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Sistema Fiems com empresários, profissionais de segurança do trabalho, representantes do setor produtivo industrial e de entidades laborais.
Com foco na atualização normativa e na orientação preventiva, o encontro teve como objetivo principal esclarecer as mudanças na NR-1, desmistificar o processo de fiscalização e apresentar ferramentas que auxiliam as empresas na adequação às novas exigências, especialmente no que se refere à gestão de riscos psicossociais e à utilização do Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET).
Na abertura do evento, o superintendente da Fiems, Luiz Fernando Buainain, destacou a importância de transformar conhecimento em prática e de fortalecer uma cultura organizacional centrada nas pessoas.
“Nesse momento de atualização de normas, devemos receber as informações e colocá-las em prática para que todos cumpram as regras, tanto empresários como trabalhadores. Quando falamos em liderança humanizada, isso implica colocar o ser humano no centro das decisões. É preciso observar, orientar e cuidar dos colaboradores, porque é a partir deles que as empresas alcançam seus objetivos”, afirmou.
A aproximação entre o poder público e o setor produtivo foi enfatizada pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, Alexandre Cantero. Ele parabenizou a Fiems pela iniciativa de promover o diálogo e esclarecer a aplicação da norma. Segundo Cantero, a NR-1 já vinha sendo observada de forma indireta por meio de outras regulamentações, como a NR-17, e agora ganha maior sistematização.
“O que foi exposto aqui orienta de forma efetiva o setor produtivo industrial, para que o empresário tome as medidas necessárias visando uma atuação segura da empresa, concorrendo no mercado nacional e internacional e com respeito à legislação trabalhista. Quando as questões relacionadas ao trabalho são devidamente tratadas, deixam de ser motivo de preocupação da atividade econômica”, afirmou.
A engenheira de segurança do trabalho do Sesi Érika Pedroga explicou que a instituição conta com uma metodologia própria, alinhada às exigências da NR-1.
“Essa metodologia foi desenvolvida pelo departamento nacional do Sesi e utiliza um questionário validado internacionalmente, o que traz segurança para empresas e clientes no levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. É uma ferramenta que pode apoiar o empresário na tomada de decisão e na organização das ações preventivas”, ressaltou.
O auditor fiscal do trabalho Flávio Nunes reforçou que a NR-1 deve ser encarada como um instrumento de orientação, e não como uma ameaça ao setor empresarial.
“O empresário não precisa temer a inspeção do trabalho. O setor empresarial deve ver na norma um instrumento que orienta como adequar as condições de trabalho. Ela não tem como finalidade autuar ou criar obrigação para a empresa. A norma serve para tornar o seu ambiente de trabalho sadio e confortável do ponto de vista físico e psicológico, para que, nesses termos, a organização prospere no tempo”, pontuou.
O auditor fiscal do trabalho e chefe do setor de multas e recursos da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Marcelo Nantes, explicou de forma prática como o Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) funciona e o que os empresários devem fazer para receber as comunicações oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego através da plataforma digital.

MATO GROSSO DO SUL
Integração internacional no agro abre novas fronteiras de negócios
Mesmo como concorrentes globais em commodities, Estados Unidos e Brasil podem ampliar oportunidades por meio da troca de conhecimento, tecnologia e estratégias de mercado
A agricultura mundial tem sido profundamente moldada pela força produtiva de dois gigantes: os Estados Unidos e o Brasil. De um lado, o modelo norte-americano se destaca pela alta tecnologia, eficiência operacional e liderança global na produção de grãos. Do outro, o Brasil consolida-se como um verdadeiro celeiro do mundo na produção de alimentos, impulsionado por sua diversidade, crescente inovação no campo e capacidade de produzir até três safras por ano.
Embora concorram em diversas commodities, esses dois países compartilham desafios e oportunidades que vão além da disputa por mercado. A integração entre as culturas agrícolas americana e brasileira abre espaço para a troca de conhecimento, adoção de boas práticas e geração de valor especialmente para empresas e agroindústrias brasileiras que buscam ampliar sua competitividade em escala global.
De acordo com Márcio Barboza, técnico em agricultura, gerente de exportação e vendas internacionais e especialista em expansão de mercado, planejamento estratégico e liderança de equipes, essa integração é sempre importante. “Não importa se é no preparo de solo ou em qualquer outra atividade: para atuar nos Estados Unidos, é fundamental entender suas peculiaridades se integrar a cultura local”, diz.
Segundo ele, os Estados Unidos são formados por uma diversidade cultural significativa, o que também se reflete no ambiente de negócios. “Cada estado tem suas características próprias. Em algumas regiões, principalmente no Sul, as relações são mais reservadas no início, mas, à medida que a confiança é construída, a proximidade cresce de forma consistente”, explica o especialista.
Importância da pesquisa de mercado
Para empresas que desejam acessar o mercado norte-americano, a pesquisa de mercado é um passo essencial. Compreender as características regionais, os perfis produtivos e as demandas específicas podem reduzir significativamente as barreiras de entrada. “Conhecer bem o produto e avaliar se ele se encaixa no mercado almejado é fundamental”, explica Barboza.
Não é recomendável, segundo o consultor, tentar inserir soluções voltadas para soja ou milho em regiões onde essas culturas não são expressivas, como na Califórnia, por exemplo. Nessa região já há mais oportunidades para segmentos específicos. “Quem atua com soluções para fruticultura, amêndoas e cultivos similares, a região pode ser estratégica”, destaca.
Outra recomendação é utilizar informações disponíveis online para mapear o mercado antes de ir a campo. “É possível acessar sites de revendas americanas, conhecer seus estoques, entender o tipo de maquinário utilizado e a potência de tratores mais comum em cada área, isso faz toda a diferença na abordagem comercial e torna as visitas presenciais muito mais assertivas”, orienta o profissional.
Além disso, ter uma base ou parceiro local nos Estados Unidos é um diferencial competitivo importante. “Os americanos valorizam muito a garantia de reposição de peças e suporte. Ter estoque local ou uma estrutura de apoio pode facilitar muito a entrada no mercado”, acrescenta.
Desafios
Entre os principais desafios para as empresas brasileiras está a comunicação. Dominar o idioma inglês é essencial para estabelecer relações comerciais sólidas, afinal a fluência facilitará a abertura de portas e fortalece a confiança nas negociações.
Outro ponto importante a se atentar é sobre às exigências logísticas e regulatórias. A boa notícia é que nesse ponto já há empresas especializadas locais que oferecem suporte completo, desde o transporte até o desembaraço aduaneiro. “Grande parte da operação pode ser terceirizada, o que facilita o processo de internacionalização”, explica Barboza.
Melhores oportunidades
Segundo o gerente de exportação, o segmento de componentes para o mercado de reposição (aftermarket) representa uma porta de entrada estratégica para empresas brasileiras. “É um caminho mais acessível do que tentar ingressar diretamente com máquinas ou equipamentos completos”, avalia.
Em relação às regiões, os estados do Sul dos Estados Unidos, como: Geórgia, Alabama, Mississippi, Flórida, Carolinas, Oklahoma e Arkansas, tendem a oferecer maior abertura inicial para novos negócios. Os estados da costa Oeste e parte do Noroeste, como Idaho, Washington, Oregon e Califórnia, também demonstram boa receptividade. “Tive experiências positivas tanto com revendas vinculadas a grandes marcas quanto com independentes, que estão mais abertas a novas parcerias. Também destacaria o Texas como um mercado promissor”, relata Barboza.
Já o Corn Belt, principal região produtora de grãos do país, é preciso um pouco mais de atenção, pois apresenta maior grau de competitividade e barreiras de entrada mais elevadas. “É um mercado mais consolidado e disputado e continua sendo o ambiente mais desafiador e competitivo para quem deseja entrar no mercado americano. É uma região mais indicada para quem já está com a operação consolidada”, conclui o consultor.
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