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INTERNACIONAL

China avança no Pacífico e desafia domínio naval dos EUA com nova geração de navios

Porta-aviões Fujian tem tecnologia que permite lançar caças com maior carga útil e alcance, algo até então exclusivo dos EUA

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Porta-aviões chinês Liaoning (Foto: WikiCommons)

China ampliou significativamente sua presença naval no Pacífico ao mobilizar, pela primeira vez, dois grupos de ataque operando simultaneamente em mar aberto. As manobras incluíram o primeiro teste do sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves (Emals) no novo porta-aviões Fujian, uma tecnologia até agora exclusiva da Marinha dos EUA. As informações são da CNN.

O Fujian realizou operações de decolagem e pouso no Mar Amarelo usando o Emals, que permite o lançamento de caças com maior carga útil e alcance. Estima-se que o navio possa transportar até 50 aeronaves. Trata-se do maior navio de guerra não americano já construído e peça-chave da estratégia de Beijing para operar além da chamada “primeira cadeia de ilhas”, que vai do Japão às Filipinas.

Enquanto isso, outras duas embarcações de grande porte, incluindo o porta-aviões Shandong, foram vistas nas últimas semanas em áreas próximas à ilha japonesa de Miyako e à zona econômica exclusiva do Japão. Segundo o Ministério da Defesa japonês, foi a primeira vez que dois grupos navais chineses operaram simultaneamente tão longe da costa do país.

O governo de Taiwan informou que, durante o mês de maio, cerca de 70 embarcações militares e da guarda costeira chinesa foram mobilizadas em pontos estratégicos entre o Mar Amarelo e o Mar da China Meridional — uma área que inclui o Estreito de Taiwan e ilhas disputadas com Japão e Filipinas.

“Tem que ficar claro para todos que Beijing está, sim, se preparando de forma crível para possivelmente usar força militar e mudar o equilíbrio de poder no Indo-Pacífico”, afirmou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante discurso no fórum de segurança Diálogo Shangri-La, em Singapura.

Apesar das declarações oficiais da China de que se trata apenas de “treinamentos rotineiros”, analistas enxergam um recado mais direto. “Embora Beijing descreva essas atividades como ensaios, seus vizinhos não ignoraram a mensagem: a China se tornou uma potência naval capaz de aplicar força longe de casa”, disse Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos EUA.

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INTERNACIONAL

Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã

Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei substituirá o pai, morto em ataque

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A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters

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