SAÚDE

Primeira leva de CoronaVac para MS garante imunidade a 30 mil na ‘linha de frente’ e idosos

Remessa feita pelo Ministério da Saúde poderá atender, também, até 48,5 mil moradores de terras indígenas no Estado

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Aeronave com doses da CoronaVac descarregou na Base Aérea. (Foto: Marcos Ermínio)

O carregamento destinado a Mato Grosso do Sul com 158.760 doses da vacina CoronaVac, contra o novo coronavírus (causador da Covid-19), vai garantir imunidade a 30.880 profissionais de Saúde que atuam na linha de frente do combate à doença, idosos e portadores de deficiência em internação ou instituições de longa permanência no Estado.

O número é fruto de cálculo que considera as prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde na imunização e a orientação, dada pela pasta, para que as autoridades de Saúde já reservem do atual lote as segundas doses do imunizante –a ser aplicada entre 2 e 4 semanas após a primeira.

Nesta segunda-feira (18), os carregamentos da vacina começaram a ser distribuídos pelo Brasil. Com eles, veio a nova normativa do Ministério em relação à aplicação das doses –que, antes, colocaram na primeira fase da vacinação um grande número de pessoas: trabalhadores de Saúde, idosos acima dos 75 anos, pessoas com mais de 60 anos em asilos e instituições psiquiátricas, populações indígenas e povos tradicionais ribeirinhos.

No Estado, esse grupo totalizaria hoje 211.633 pessoas, o que demandaria 423.266 doses de vacinas.

Agora, a normativa do Ministério da Saúde restringiu a prioridade a quatro grupos: Trabalhadores da saúde, pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas); pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, residentes em Residências Inclusivas (institucionalizadas); e população indígena vivendo em terras indígenas.

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Ainda sobre os profissionais de Saúde, apesar da ênfase de que “todos serão contemplados com a vacinação”, foi instituída uma escala de prioridades que começa com os profissionais que trabalham na vacinação contra a Covid-19, trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos e residências inclusivas; trabalhadores de serviços de Saúde públicos e privados, na urgência e atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência de casos suspeitos e confirmados de Covid-19/ e os demais trabalhadores da Saúde.

Das mais de 158 mil doses, 97 mil chegam com o destino carimbado: devem atender os mais de 80 mil indígenas que vivem em terras indígenas. Considerando-se a determinação para que seja reservada a segunda dose do imunizante, o carregamento entregue nesta segunda-feira atenderia a 48.500 moradores de aldeias –excluindo-se as urbanas.

Restam, assim, 61.760 a serem entregues nos 79 municípios do Estado para os demais grupos prioritários –considerando-se as duas doses, chega-se aos 30.880 “imunizáveis”. A distribuição das vacinas, nestes casos, cabe às prefeituras, que receberão as doses entregues na tarde desta segunda-feira à Rede de Frio sul-mato-grossense –a vacinação simbólica foi aberta neste mesmo dia e terá continuidade na terça-feira (19).

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Em Campo Grande, por exemplo, o primeiro dia de imunização está concentrado nos três principais hospitais –Santa Casa, Hospital Regional e Hospital Universitário–, trabalhadores do Samu, das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde), além dos 2 maiores asilos da cidade, conforme o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), José Mauro Filho.

Depois, será a vez de funcionários da Saúde dos hospitais que atenderam pacientes com Covid-19 em UTIs, por convênio com a rede pública –Clínica Campo Grande, El Kadri, Pênfigo e Proncor e Hospital de Câncer Alfredo Abrão (que atuou como retaguarda)– e pacientes; de unidades de Saúde; e dos Hospitais Cassems e da Unimed, que receberam grande número de pacientes com Covid-19.

O total de vacinas a ser destinado para Campo Grande ainda não foi definido. Ele será determinante para os projetos da prefeitura envolvendo um polo de vacinação, a ser instalado no Guanandizão, ou um drive-thru para aqueles com dificuldade de locomoção.

 

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SAÚDE

Segundo mais frequente no Brasil, câncer colorretal tem prevenção e chances de cura com diagnóstico precoce

Câncer colorretal é mais frequente em pessoas acima dos 50 anos

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Março é o mês dedicado a conscientização e combate ao câncer colorretal.  A escolha do mês coincide com o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino celebrado no dia 27 de março no país como símbolo de prevenção e tratamento da enfermidade.

O câncer colorretal é um tumor maligno que se instala no reto do intestino grosso, sendo depois dos cânceres de mama e próstata, o segundo mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima o surgimento de 40.990 novos casos por ano, para o triênio 2020/2022, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Os números correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 a cada 100 mil mulheres.

Embora a doença seja mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, ela também afeta pessoas abaixo dessa faixa etária. Em agosto de 2020, o ator Chadwick Boseman interprete de Pantera Negra no filme da Marvel, perdeu a batalha para o câncer de cólon aos 43 anos de idade. O caso foi amplamente divulgado na imprensa.

Coloproctologista no Hospital Regional (HRMS), o médico Carlos Henrique Marques Santos afirma que além da preocupação com os tipos de câncer mais frequentes, a população também precisa se atentar para o rastreamento do câncer colorretal. “A partir dos 50 anos, uma vez a cada 5 anos, é recomendável que todas as pessoas façam a colonoscopia. Porque ela pode diagnosticar um câncer precoce, em que a chance e cura é maior”.

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Muito além do diagnóstico precoce, o exame pode identificar a lesão precursora do câncer. “A grande maioria dos tumores colorretais se originam de um pólipo que é um tumor benigno. Então a colonoscopia ao identificar o pólipo e remove-lo, previne o câncer. É uma situação em que realmente a gente consegue prevenir”, destaca o especialista.

Se engana quem pensa que só quem tem histórico familiar pode desenvolver a doença. Segundo Dr. Carlos, de cada 4 pessoas com câncer colorretal, 3 delas não tem histórico familiar algum. Dentro desse contexto, também vale ressaltar que a colonoscopia não deve ser feita só por pessoas com sintomas ou sinais que sugerem câncer.

Dr. Carlos Henrique Marques Santos

“O exame tem que ser feito justamente quando não há nenhuma alteração para que ele sirva como prevenção. Caso contrário, se a pessoa já tem um sangramento, se mudou o ritmo intestinal, houve perda de peso, e se isso foi causado por um câncer é provável que ele já seja um câncer mais antigo, e a cura pode ser um pouco mais difícil. Então a indicação é colonoscopia a partir dos 50 anos mesmo que não haja sintomas e mesmo que não haja histórico familiar”, orienta.

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Um estilo de vida saudável é apontado pelo especialista como uma das formas de prevenção por parte de pessoas mais jovens. “O que nós temos de consagrado pela evidência medica é que uma dieta com muita gordura animal predispõe facilita o câncer colorretal. E por outro lado, o consumo frequente de fibras, verduras, legumes e frutas, pode proteger e prevenir”. A prática regular de atividade física, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool também estão entre as medidas.

A prevenção e o rastreamento a partir dos 50 anos são importantes, pois o câncer colorretal é uma doença silenciosa. Geralmente os sintomas aparecem em estágios mais avançados tendo como principais manifestações: sangue nas fezes, sangue vermelho vivo ou coagulado; mudança no ritmo intestinal; dor abdominal; anemia; e perda de peso sem explicação lógica.

A campanha Março Azul Marinho no Brasil acontece por iniciativa da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e mais nove sociedades de especialidades médicas.

Mireli Obando, Subcom

Foto: Divulgação

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