SAÚDE

Municípios de MS já estão cadastrados nos sistemas de vacinação do Ministério da Saúde

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Diante da iminente aprovação de uma vacina contra a Covid-19, que se encontra em avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou nesta sexta-feira (15), via webnário, a capacitação de técnicos das 79 secretarias municipais de Saúde e dos Núcleos Regionais de Saúde de Mato Grosso do Sul. Objetivo foi apresentar aos profissionais em saúde, o novo Sistema de Cadastro de Permissão de Acesso (SCPA) e de operacionalização do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), do Ministério da Saúde.

A SES informa que todos os municípios de Mato Grosso do Sul já estão cadastrados nestes sistemas do Ministério da Saúde e que realiza, neste momento, a capacitação e treinamento de todos os coordenadores municipais de imunização do Estado. O SIPNI do Ministério da Saúde vai informar aos municípios quem serão as pessoas do grupo prioritário, que poderão ser imunizadas nesta primeira fase da vacina contra a Covid-19.

Para a gerente Técnica de Imunização, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, é importante todos os municípios já estarem alinhados e preparados. “É um sistema novo que permite inserir informações em um cadastro. Esses profissionais estão sendo capacitados para ajudar no cadastro da população do grupo prioritário ainda a ser definido pelo Ministério da Saúde”.

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A Secretaria de Estado de Saúde ressalta que o Ministério da Saúde ainda não comunicou a data exata que a vacina será entregue em Mato Grosso do Sul. Os lotes chegarão de avião até o Aeroporto Internacional de Campo Grande. Do aeroporto, a transportadora fará o transbordo até a Rede Frio de Mato Grosso do Sul. De lá, as equipes da SES e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), iniciarão a preparação para o envio aos 79 municípios do Estado, seguindo o Plano Estadual de Distribuição.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 597 salas de vacina distribuídas nos 79 municípios, onde são acondicionados os imunobiológicos – vacinas, soros e imunoglobulinas – a uma temperatura de 2° a 8 °C. Além das salas de vacinação, também estão instalados nove Núcleos Regionais de Saúde – NRS, que recebem, armazenam e distribuem os imunobiológicos para os respectivos municípios, sendo que estes possuem câmaras refrigeradas adequadas para esse acondicionamento.

Rodson Lima, SES

Foto: Divulgação

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SAÚDE

Segundo mais frequente no Brasil, câncer colorretal tem prevenção e chances de cura com diagnóstico precoce

Câncer colorretal é mais frequente em pessoas acima dos 50 anos

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Março é o mês dedicado a conscientização e combate ao câncer colorretal.  A escolha do mês coincide com o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino celebrado no dia 27 de março no país como símbolo de prevenção e tratamento da enfermidade.

O câncer colorretal é um tumor maligno que se instala no reto do intestino grosso, sendo depois dos cânceres de mama e próstata, o segundo mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima o surgimento de 40.990 novos casos por ano, para o triênio 2020/2022, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Os números correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 a cada 100 mil mulheres.

Embora a doença seja mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, ela também afeta pessoas abaixo dessa faixa etária. Em agosto de 2020, o ator Chadwick Boseman interprete de Pantera Negra no filme da Marvel, perdeu a batalha para o câncer de cólon aos 43 anos de idade. O caso foi amplamente divulgado na imprensa.

Coloproctologista no Hospital Regional (HRMS), o médico Carlos Henrique Marques Santos afirma que além da preocupação com os tipos de câncer mais frequentes, a população também precisa se atentar para o rastreamento do câncer colorretal. “A partir dos 50 anos, uma vez a cada 5 anos, é recomendável que todas as pessoas façam a colonoscopia. Porque ela pode diagnosticar um câncer precoce, em que a chance e cura é maior”.

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Muito além do diagnóstico precoce, o exame pode identificar a lesão precursora do câncer. “A grande maioria dos tumores colorretais se originam de um pólipo que é um tumor benigno. Então a colonoscopia ao identificar o pólipo e remove-lo, previne o câncer. É uma situação em que realmente a gente consegue prevenir”, destaca o especialista.

Se engana quem pensa que só quem tem histórico familiar pode desenvolver a doença. Segundo Dr. Carlos, de cada 4 pessoas com câncer colorretal, 3 delas não tem histórico familiar algum. Dentro desse contexto, também vale ressaltar que a colonoscopia não deve ser feita só por pessoas com sintomas ou sinais que sugerem câncer.

Dr. Carlos Henrique Marques Santos

“O exame tem que ser feito justamente quando não há nenhuma alteração para que ele sirva como prevenção. Caso contrário, se a pessoa já tem um sangramento, se mudou o ritmo intestinal, houve perda de peso, e se isso foi causado por um câncer é provável que ele já seja um câncer mais antigo, e a cura pode ser um pouco mais difícil. Então a indicação é colonoscopia a partir dos 50 anos mesmo que não haja sintomas e mesmo que não haja histórico familiar”, orienta.

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Um estilo de vida saudável é apontado pelo especialista como uma das formas de prevenção por parte de pessoas mais jovens. “O que nós temos de consagrado pela evidência medica é que uma dieta com muita gordura animal predispõe facilita o câncer colorretal. E por outro lado, o consumo frequente de fibras, verduras, legumes e frutas, pode proteger e prevenir”. A prática regular de atividade física, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool também estão entre as medidas.

A prevenção e o rastreamento a partir dos 50 anos são importantes, pois o câncer colorretal é uma doença silenciosa. Geralmente os sintomas aparecem em estágios mais avançados tendo como principais manifestações: sangue nas fezes, sangue vermelho vivo ou coagulado; mudança no ritmo intestinal; dor abdominal; anemia; e perda de peso sem explicação lógica.

A campanha Março Azul Marinho no Brasil acontece por iniciativa da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e mais nove sociedades de especialidades médicas.

Mireli Obando, Subcom

Foto: Divulgação

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