SAÚDE

Mato Grosso do Sul já vacinou 51,8% da população adulta contra Covid-19

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Levantamento nacional destaca que Mato Grosso do Sul já vacinou metade da população adulta. Isto significa que a cada dois sul-mato-grossenses adultos, um já tomou uma dose de imunizante contra a Covid-19. Os dados divulgados nesta terça-feira (22) apontam que 1.077.335 tomaram a primeira dose de vacina contra a Covid-19, o que corresponde a 51,8% de vacinados adultos. E 405.021, que corresponde a 19,5%, já foram imunizados com a segunda dose de vacina.

Para o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, o motivo é de muita comemoração. “Temos trabalhado muito para ocuparmos esta posição e acredito que vamos ser o primeiro Estado do país a sair desta pandemia. Para que isto aconteça é preciso que os municípios continuem vacinando no sábado e no domingo. Assim, as vacinas que chegam em nosso Estado, queremos que a imunização aconteça na maior velocidade possível. É uma corrida que salva vidas”.

Mato Grosso do Sul está como o único Estado que apresenta maior percentual de população alvo vacinada com a segunda dose. Desde o começo da imunização no Brasil, o Estado sempre manteve desempenho excelente na vacinação contra a Covid-19, estando nas primeiras colocações no índice de imunização e liderando por semanas o ranking nacional.

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Segundo Geraldo Resende, o trabalho qualificado tanto na distribuição como na vacinação da população do Estado “é fruto da parceria da SES (Secretaria Estadual de Saúde) com as secretarias municipais e prefeitos, neste trabalho em conjunto para imunização”.

Vacinação

O primeiro lote chegou ao Estado em 18 de janeiro deste ano, com 158,7 mil doses da Coronavac e desde então, a população já teve acesso a doses das vacinas Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, que foram enviadas pelo Ministério da Saúde, dentro do Programa Nacional de Imunização (PNI) para Mato Grosso do Sul.

Rodson Lima, SES

Foto: Saul Schramm

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SAÚDE

Anvisa alerta sobre casos raros de Guillain-Barré após vacinação

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© Hakan Nural on Unsplash/Veja SP Vacina contra a Covid-19

Casos raros de síndrome de Guillain-Barré (SGB) após a vacinação contra a Covid-19 têm sido relatados em diversos países, inclusive no Brasil, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (28), a Anvisa informa que, até o momento, recebeu 27 notificações de casos suspeitos de SGB após a imunização com a vacina da AstraZeneca, além de três casos com a vacina da Janssen e outros quatro com a CoronaVac, totalizando 34 registros.

 

A Anvisa explica que a SGB é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Os episódios pós-vacinação (eventos adversos) também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da influenza (gripe).

 

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De acordo com a agência, a maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. “O principal risco provocado pela síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas”, alertou a agência.

 

“É importante destacar que a Anvisa mantém a recomendação pela continuidade da vacinação com todas as vacinas contra Covid-19 aprovadas pela Agência, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios das vacinas superam os riscos”, ressaltou a agência.

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Diante dos relatos de eventos adversos raros pós-vacinação, a agência solicitou que as empresas responsáveis pela regularização das vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac incluam nas bulas dos respectivos produtos informações sobre o possível risco de SGB.

 

Sinais e sintomas

 

Segundo a Anvisa, a maior parte dos pacientes percebe inicialmente a SGB pela sensação de dormência ou queimação nas extremidades dos membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida, superiores (mãos e braços).

 

Outra característica, acrescenta a agência, percebida em pelo menos 50% dos casos, é a presença de dor neuropática (provocada por lesão no sistema nervoso) lombar ou nas pernas. Fraqueza progressiva é o sinal mais perceptível, ocorrendo geralmente nesta ordem: membros inferiores, braços, tronco, cabeça e pescoço.

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A Anvisa destaca que pessoas vacinadas devem procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sinais e sintomas sugestivos de SGB, que incluem, ainda, visão dupla ou dificuldade em mover os olhos, dificuldade de engolir, falar ou mastigar. “Também devem ficar atentas a problemas de coordenação e instabilidade, dificuldade em caminhar, sensações de formigamento nas mãos e pés, fraqueza nos membros, tórax ou rosto, além de problemas com o controle da bexiga e função intestinal”, acrescentou a agência.

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Notificação

 

A ocorrência de SGB pós-vacinação contra Covid-19 deverá ser relatada à Anvisa. “É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o evento adverso, como número de lote e fabricante”, ressaltou a agência.

 

Profissionais de saúde e cidadãos podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed.

 

A Anvisa lembra que se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária.

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