SAÚDE

Confira a distribuição das doses de vacina contra a Covid-19 por município em Mato Grosso do Sul

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Mato Grosso do Sul deve imunizar 26,971 profissionais da saúde que estão na linha de frente no enfrentamento à Covid-19 e mais 46.180 indígenas que vivem nas aldeias do Estado. Esta é a previsão divulgada por meio de Resolução no Diário Oficial do Estado da tarde desta terça-feira (19), que mostra o quantitativo de doses distribuídas para cada município após a chegada das 158.546 doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Com a logística montada pelas secretarias de Saúde e Segurança Pública, o material foi entregue a todas as prefeituras em 24 horas pela Coordenação Estadual de Vigilância Epidemiológica (CEVE), da Secretaria de Estado de Saúde.

Para o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, esse é um momento de grande alegria. “As primeiras doses, 158 mil, serão suficientes para imunizar 79 mil pessoas. É um momento muito importante! Hoje é a vitória daqueles que acreditam na ciência e no SUS. Viva a vida, a ciência, e viva o SUS”.

Conforme a publicação, os municípios que mais receberam vacinas foram: Dourados, com 30.598 doses; logo em seguida Campo Grande com 26.806 doses; Amambaí com 11.932 doses; Miranda com 11.702 doses. E Aquidauana, com 8.554 doses. Dourados, Miranda e Aquidauana tiveram um quantitativo maior em razão do número de população indígena vivendo em aldeias.

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O grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde nesta primeira fase são: trabalhadores da área da saúde que estão na linha de frente, pessoas de 60 anos ou mais e pessoas com deficiência maior ou menor de 18 anos, ambas institucionalizadas, e indígenas aldeados.

A publicação ainda traz mais 769 trabalhadores das instituições de longa permanência de idosos em residências inclusivas que serão imunizados. E mais 1.875 pessoas idosas com 60 anos ou mais, residentes em instituições de longa permanência; 95 pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, que moram em residências inclusivas. Há ainda um adicional de reserva de 3.383 doses referentes ao quantitativo de perda operacional.

O total de pessoas a serem imunizadas no Estado será de 75.890, somando 158.546 doses já descontando as pessoas que foram imunizadas nesta segunda-feira (18), durante a vacinação simbólica. Conforme foi definido pelo Ministério da Saúde, cada pessoa receberá duas doses da vacina.

A tabela completa da distribuição das doses da vacina pode ser conferida aqui

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Texto: Rodson Lima, SES

Foto: Edemir Rodrigues

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SAÚDE

Segundo mais frequente no Brasil, câncer colorretal tem prevenção e chances de cura com diagnóstico precoce

Câncer colorretal é mais frequente em pessoas acima dos 50 anos

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Março é o mês dedicado a conscientização e combate ao câncer colorretal.  A escolha do mês coincide com o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino celebrado no dia 27 de março no país como símbolo de prevenção e tratamento da enfermidade.

O câncer colorretal é um tumor maligno que se instala no reto do intestino grosso, sendo depois dos cânceres de mama e próstata, o segundo mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima o surgimento de 40.990 novos casos por ano, para o triênio 2020/2022, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Os números correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 a cada 100 mil mulheres.

Embora a doença seja mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, ela também afeta pessoas abaixo dessa faixa etária. Em agosto de 2020, o ator Chadwick Boseman interprete de Pantera Negra no filme da Marvel, perdeu a batalha para o câncer de cólon aos 43 anos de idade. O caso foi amplamente divulgado na imprensa.

Coloproctologista no Hospital Regional (HRMS), o médico Carlos Henrique Marques Santos afirma que além da preocupação com os tipos de câncer mais frequentes, a população também precisa se atentar para o rastreamento do câncer colorretal. “A partir dos 50 anos, uma vez a cada 5 anos, é recomendável que todas as pessoas façam a colonoscopia. Porque ela pode diagnosticar um câncer precoce, em que a chance e cura é maior”.

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Muito além do diagnóstico precoce, o exame pode identificar a lesão precursora do câncer. “A grande maioria dos tumores colorretais se originam de um pólipo que é um tumor benigno. Então a colonoscopia ao identificar o pólipo e remove-lo, previne o câncer. É uma situação em que realmente a gente consegue prevenir”, destaca o especialista.

Se engana quem pensa que só quem tem histórico familiar pode desenvolver a doença. Segundo Dr. Carlos, de cada 4 pessoas com câncer colorretal, 3 delas não tem histórico familiar algum. Dentro desse contexto, também vale ressaltar que a colonoscopia não deve ser feita só por pessoas com sintomas ou sinais que sugerem câncer.

Dr. Carlos Henrique Marques Santos

“O exame tem que ser feito justamente quando não há nenhuma alteração para que ele sirva como prevenção. Caso contrário, se a pessoa já tem um sangramento, se mudou o ritmo intestinal, houve perda de peso, e se isso foi causado por um câncer é provável que ele já seja um câncer mais antigo, e a cura pode ser um pouco mais difícil. Então a indicação é colonoscopia a partir dos 50 anos mesmo que não haja sintomas e mesmo que não haja histórico familiar”, orienta.

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Um estilo de vida saudável é apontado pelo especialista como uma das formas de prevenção por parte de pessoas mais jovens. “O que nós temos de consagrado pela evidência medica é que uma dieta com muita gordura animal predispõe facilita o câncer colorretal. E por outro lado, o consumo frequente de fibras, verduras, legumes e frutas, pode proteger e prevenir”. A prática regular de atividade física, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool também estão entre as medidas.

A prevenção e o rastreamento a partir dos 50 anos são importantes, pois o câncer colorretal é uma doença silenciosa. Geralmente os sintomas aparecem em estágios mais avançados tendo como principais manifestações: sangue nas fezes, sangue vermelho vivo ou coagulado; mudança no ritmo intestinal; dor abdominal; anemia; e perda de peso sem explicação lógica.

A campanha Março Azul Marinho no Brasil acontece por iniciativa da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e mais nove sociedades de especialidades médicas.

Mireli Obando, Subcom

Foto: Divulgação

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