SAÚDE

Com recursos do Governo do Estado, obra de ampliação do Hospital de Câncer está 85% concluída

Publicados

em

Com recursos do Governo do Estado, as obras de ampliação do prédio do Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão (HCAA) estão 85% concluídas. Após a conclusão, o HCAA irá triplicar a capacidade de atendimento à população.

Dos sete pavimentos, a previsão da diretoria do hospital é entregar em agosto o 1º, 2º e 3º andares do novo prédio, onde serão abrigados o Centro Cirúrgico, leitos de internação e as unidades de tratamento intensivo (UTI). A estimativa é que os outros pavimentos sejam concluídos até dezembro.

O diretor-presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abraão, Amilcar Silva Júnior, explica que as obras estão avançadas e após a conclusão, o hospital terá sua capacidade de atendimento ampliada. “Com o apoio do Governo do Estado, vamos ampliar para 202 leitos de internação, “disse.

O Governo do Estado investiu R$ 37 milhões na reforma e ampliação do Hospital do Câncer. Foram R$ 15 milhões para auxiliar no término do subsolo e térreo do prédio, R$ 6 milhões aparelhos de ar-condicionado de última geração com tecnologia HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance) e R$ 16 milhões para a conclusão dos demais andares.

Leia Também:  Suzano está com vagas abertas para a área de Tecnologia e Inovação florestal em Três Lagoas (MS)

Com área total de 10.340,3925 metros quadrados, o novo prédio do HCCA, anexo à construção antiga, terá sete andares com vinte leitos de UTI oncológicos, oito salas de cirurgia, 90 novos leitos de internação de adultos e dois andares exclusivos para o atendimento da oncologia pediátrica, com dez leitos de transplante de medula óssea e cinco leitos de UTI infantil.

O Hospital do Câncer tem caráter filantrópico, beneficente e sem fins lucrativos, sendo o único hospital totalmente voltado para o tratamento do câncer no Estado, atendendo 98% de pacientes regulados pelo SUS e realizando uma média mensal de 1.200 tratamentos clínicos, 150 cirurgias oncológicas e atendimento de 450 pacientes em radioterapia.

Com apoio do Estado, o subsolo e o térreo do prédio entraram em funcionamento no final de 2016. No subsolo do Hospital funciona o Setor de Imagens (Tomografia, Raio X, Mamografias, Ultrassom), Radiologia Intervencionista, Farmácia de apoio, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), descanso médico e demais dependências de apoio.

No térreo, são prestados serviços de ambulatório médico, com 16 consultórios, nos quais atuam os profissionais médicos e a equipe multiprofissional, com uma média de 1.500 consultas ambulatoriais/mês em atenção especializada.

Leia Também:  CESP doa mais de 26 mil mudas nativas da Mata Atlântica para restauração de Corredores de Biodiversidade do Rio Paraná

Após a conclusão de todo o prédio, o 1º andar abrigará o Centro Cirúrgico e CME: 8 salas cirúrgicas e 9 leitos de recuperação. No 2º andar vão funcionar 20 leitos de UTI adulto. Já o 3º, 4º e 5º andares serão para internação de adultos, com 32 leitos por andar – 96 no total.

O 6º Andar será para internação pediátrica, com 27 leitos infantis. E no 7º andar funcionarão o ambulatório, a quimioterapia e as UTI’s pediátricas. Serão cinco leitos e 12 poltronas para quimioterapia das crianças.

Airton Raes, Subcom
Fotos: Chico Ribeiro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

Com adesão de municípios, Programa “Bem Nascer MS” projeta avanços na saúde materno-infantil

Publicados

em

Lançado em novembro do ano passado, o projeto “Bem Nascer MS” já conquistou a adesão dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e um investimento inicial de R$ 11,6 milhões, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Esses recursos foram utilizados na aquisição e entrega de pelo menos um aparelho de ultrassonografia para cada uma das cidades, visando auxiliar os gestores municipais a adotarem práticas adequadas de atendimento à saúde das mulheres no período gestacional.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, o próximo passo é o repasse de um incentivo financeiro para implantação dos Centros Especializados Materno-Infantis nos municípios.

O Programa prevê a transferência de R$ 20 mil/mês para as unidades da modalidade I e R$ 30 mil mensais para a modalidade II. Além disso, cada município poderá receber R$ 28 mil para aquisição de kits (materiais) para uso nessas unidades.

Segundo Flávio Britto, o Programa “Bem Nascer MS” surgiu com o objetivo de reduzir os índices de mortalidade materna e mortalidade infantil no Estado.

Governador Reinaldo Azambuja e a primeira-dama, Fátima Azambuja, durante lançamento do Projeto Bem Nascer (Foto: Chico Ribeiro)

“Para tanto, o Governo do Estado promove o fortalecimento do sistema de saúde, com a destinação de equipamentos, qualificação de profissionais e repasse de recursos para custeio nos municípios, dentro da estratégia de regionalização de saúde”, explica o secretário.

Leia Também:  Etapa municipal do Desafio de Merendeiras é realizada em Selvíria

O ‘Bem Nascer MS’ tem como madrinha a primeira-dama do Estado, Fátima Azambuja, e tem a missão de promover o engajamento de prefeitas e primeiras-damas como madrinhas municipais do Programa.

O Programa conta com uma plataforma digital que reúne diversas informações como materiais de campanha, informativos, dados sobre mortalidade materna e infantil no Estado, no endereço: https://bemnascer.saude.ms.gov.br/

Mortalidades materna e infantil

A pandemia da Covid-19 causou impacto no sistema de saúde, contribuindo para o aumento dos óbitos materno-infantis em Mato Grosso do Sul. É o que atestam estudos conduzidos pela equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Esses levantamentos mostram que a situação da mortalidade materna no Estado no ano de 2021 foi grave, quando comparado com os anos anteriores (2017 a 2020), pois foram registrados 51 óbitos maternos, sendo a razão de mortalidade de 93,79 por 100.000 nascidos vivos, caracterizando-se por ser a mais elevada dos últimos anos.

Já em relação à mortalidade infantil, em Mato Grosso do Sul a taxa foi, no ano passado, de 10,66 por mil nascidos vivos, com o Estado apresentando 41.441 nascimentos, sendo registrados 442 óbitos em menores de um ano.

Leia Também:  Massa de ar seco mantém tempo estável em Mato Grosso do Sul

Os levantamentos da SES comprovam ainda que nos últimos cinco anos ocorreu uma estabilidade nesses óbitos em Mato Grosso do Sul, havendo uma redução significativa na taxa de mortalidade de neonatal precoce, enquanto as taxas de neonatal tardio e pós neonatal apresentaram elevação.

“A redução da mortalidade infantil é um desafio para os serviços de saúde e à sociedade. Essas mortes decorrem da combinação de diversos fatores, como os biológicos, sociais, culturais e de falhas do sistema de saúde”, complementa Karina Costa.

Ela explica ainda que o aumento da taxa de mortalidade infantil, da mesma forma que os óbitos maternos, está associado à pandemia da Covid-19, pois foi um período que apresentou dificuldade do acesso às consultas de pré-natal e acompanhamento preconizado da criança no primeiro ano de vida.

Diante desta realidade, a implantação do “Bem Nascer MS” está inserida na estratégia de redução dos índices de mortalidade materna e infantil não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em âmbito nacional.

De acordo com pactuação do Brasil com a ONU (Organização das Nações Unidas), o país precisa atingir, até 2030, a meta de mortalidade materna para menos de 30 por 100 mil nascidos vivos e também a redução da mortalidade infantil para um único dígito.

Ricardo Minellam, SES
Fotos: Arquivo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

SELVÍRIA

ACONTECEU

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA