SAÚDE

Com logística arrojada, SES está preparada para imunizar população tão logo Ministério da Saúde envie vacinas

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O Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirma que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e intermédio da Coordenação Estadual de Imunização, está preparado para iniciar a imunização do grupo prioritário previsto pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da chegada das vacinas em solo sul-mato-grossense.

Resende ainda explica que as expectativas são positivas quanto a chegada das vacinas ao Estado. “Por ora, ainda não temos uma data e horário definidos pelo Ministério da Saúde para o início da imunização. As remessas das vacinas serão enviadas de forma proporcional à população”. Ministério da Saúde que recentemente sinalizou a possibilidade de início de vacinação entre os dias 20 de janeiro e 10 de fevereiro.

Caso confirme as projeções do Ministério da Saúde, o Governo do Estado estará preparado para receber as 1.781.246 doses de vacina, onde se estima imunizar 890.623 pessoas, conforme preestabelecido pelo PNI.

Em ação estratégica, a SES, com apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) por meio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, montaram uma força-tarefa para que as doses da vacina cheguem de forma simultânea e segura, dentro de até 48 horas, aos 79 municípios do Estado após liberação do Ministério da Saúde.

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Vale ressaltar que o Plano de Imunização segue em construção pelo Ministério da Saúde e pode haver atualizações, principalmente quanto aos grupos prioritários que estão sendo definidos pelo PNI divididos em fases de imunização. As atualizações também poderão ocorrer nas ações estratégicas já preestabelecidas pela SES.

Com relação aos insumos para os imunobiológicos, Mato Grosso do Sul possui em estoque em quantidade necessária de seringas e agulhas para realizar com excelência o serviço de imunização. O Estado possui 2.526.393 agulhas e seringas e está com processo em andamento para aquisição de mais 5 milhões.

Quanto ao ‘plano B’, em que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, formalizou protocolo de intenções junto ao Instituto Butantan para compra de 1,7 milhão de doses de vacina da Covid-19 para imunizar 850 mil pessoas abrangendo todos os municípios de Mato Grosso do Sul, segue mantido até que se concretize de fato uma definição por meio do Ministério da Saúde quanto ao PNI, medida que é defendida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

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Rodson Lima, Subcom

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SAÚDE

Janeiro Branco e os cuidados com saúde emocional em meio a uma pandemia

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A campanha Janeiro Branco reforça a importância dos cuidados com as questões e necessidades relacionadas a saúde mental e emocional. A escolha do primeiro mês do ano simboliza o período em que as pessoas repensam suas vidas e traçam metas que desejam colocar em prática nos meses subsequentes.

Em 2021 a iniciativa ganha uma relevância ainda maior no processo de conscientização sobre as doenças psicológicas, pois a Covid-19 modificou a rotina da população e consequentemente impôs a necessidade de adaptações para lidar com o novo normal.

“A pandemia trouxe uma nova realidade que não estávamos habituados a lidar de forma consciente, a vida e a morte, psiquicamente sentimos o impacto de lidar com questões emocionais dessa ordem do imprevisto, da sensação de impotência diante de acontecimentos externos que não estão no nosso controle, causando em algumas pessoas crises agudas de ansiedade; pânico; angústia; medo da perda; da morte; do desamparo, o quais também podem provocar manifestações psicossomáticas com características dos sintomas da Covid-19”, explica a psicóloga de orientação junguiana Gabriela Molento.

Na avaliação da profissional a situação atípica vem afetando de alguma forma a saúde emocional de todo ser humano e é preciso ficar atento e se necessário buscar auxílio de um profissional da psicologia.

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“As crianças estão sendo afetadas no desenvolvimento do aprendizado, na educação, na socialização, na relação com os pais ou pessoas próximas a elas devido também estarem passando por um processo novo e desconhecido, por serem dependentes emocionalmente de um responsável, precisam ser orientadas com maior atenção pelos adultos. Os adultos também estão sendo afetados em suas vidas profissionais, financeiras, afetivas, na sua relação com o sentido da própria vida. Os idosos estão restritos e limitados em sua liberdade de ir e vir, de desfrutar momentos sociais e com seus familiares. Ou seja, de alguma forma ou de outra todos estão em um momento novo que acaba gerando crises e frustrações que podem nos levar tanto ao crescimento como ao adoecimento”.

O cenário é bastante desafiador para a mente humana e possui ingredientes propícios para o sofrimento psicológico. Se antes da pandemia a Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontava o Brasil como o país mais ansioso (18 milhões) e o quinto mais depressivo (11 milhões) do mundo, a herança emocional da doença já preocupa.

O sofrimento prolongado é um sinal da necessidade de buscar ajuda profissional. “Infelizmente a nossa sociedade sempre seguiu uma cultura que prega o sofrimento como frescura ou associa a uma falta de ocupação. Porém essa situação da Covid-19 nos obriga a repensar socialmente de forma diferente, ampliando a realidade da vida prática para a realidade da vida dos sentidos, das emoções, a qual nos traz a consciência de que somos vulneráveis, frágeis e finitos”, destaca.

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O autoconhecimento é fundamental para manter o equilíbrio entre a saúde emocional e o novo normal imposto pela pandemia da Covid-19. “É preciso estar aberto e disposto a olhar para si mesmo, enxergar o modo que se vivencia as próprias emoções e frustrações, perceber como você está agindo em relação às adversidades que a vida lhe impõe. Através da aceitação dessas percepções, por mais dolorosas que sejam, aprendemos a refletir, a nos acolher, deixamos de agir de forma impulsiva e explosiva, desenvolvemos a famosa capacidade de resiliência”, afirma Gabriela Molento.

Bons hábitos na rotina também podem contribuir para os cuidados com a saúde do corpo e da mente: realizar atividades físicas; reforçar laços de amizade; dormir um sono reparador; cultivar pensamentos positivos; e manter uma alimentação saudável estão entre as recomendações de especialistas.

Mireli Obando, Subcom

Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil

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