SAÚDE

Coleta de exames no Rede Solidária agiliza acesso a exames para população

A coleta de material para exames está sendo feita neste mês e em junho

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Sem fila, aglomeração ou demora. Esses foram os principais pontos positivos apontados por quem procurou o Programa Rede Solidária para fazer exames laboratoriais gratuitos.

A iniciativa é fruto da parceria entre o programa, desenvolvido pelo Governo do Estado e gerido pela Secretaria de Direitos Humanos Assistência Social e Trabalho (Sedhast), e a faculdade Unigran de Campo Grande através do curso de Biomedicina.

Tânia Ester: iniciativa ajuda os moradores

“Meus outros dois filhos participam do programa que sempre está ajudando a gente. Faz tempo que não consigo fazer exames, para meu bebê com muito custo consegui no posto, mas demorou muito, o posto está sempre cheio. Aqui é rápido, sem tumulto”, conta Tânia Ester, moradora do bairro Jardim Noroeste.

Norma Pereira feliz por ter conseguido atendimento aos filhos com rapidez

Norma Pereira, também moradora do bairro, trouxe três dos cinco filhos para fazer os exames disponíveis. “Foi tranquilo, pessoal é bem atencioso e tiveram calma com as crianças. Não teve aquela demora do posto. É a primeira vez que meus dois filhos mais velhos fazem exames, a menina tem 15 e meu menino 8 anos. Isso é muito bom”.

Para a biomédica Isabel Borges, representante do curso de Biomedicina da Unigran, a coleta de exames é essencial para prevenção e tratamento de diversas doenças. “Através desses resultados é possível analisar se o paciente tem desde uma anemia até doenças hepáticas. Com exames em mão o paciente poderá buscar atendimento médico com mais qualidade e celeridade. Para nós, da Unigran, essa parceria representa ensino de qualidade para os alunos que estão aprendendo na prática como é o atendimento à população”.

As coletas estão sendo realizadas neste mês de maio e junho, nas duas unidades do Programa, atendendo em média 25 pessoas por dia, disponibilizando ao todo 100 coletas, com aproximadamente 16 tipos de exame de sangue, urina e fezes.

Isabela Borges, biomédica

A próxima coleta será dia 26 de maio no Programa Rede Solidária I, no bairro Dom Antônio Barbosa. Os interessados em fazer os exames de urina e fezes devem comparecer um dia antes na unidade para retirar os coletores de material.

Para mais informações entre em contato com Rede Solidária I pelo telefone (67) 3308-3041.

Deise Helena, Rede Solidária
Fotos: Divulgação

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SAÚDE

Hanseníase: marcas do preconceito é tema do Caminhos da Reportagem

Programa vai ao ar neste domingo (8), às 22h, na TV Brasil

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A hanseníase é doença crônica e infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium Leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. Uma das 20 doenças tropicais negligenciadas, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hanseníase é tema do Caminhos da Reportagem. O programa vai ao ar neste domingo (8), às 22h, na TV Brasil.

O médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda explica que as doenças negligenciadas atingem a parcela mais pobre da população e, geralmente, se encontram no hemisfério Sul do planeta, onde a pobreza é determinante importante para essas doenças. Para elas, há pouco tratamento disponível e pouco interesse da indústria farmacêutica.

Segundo a médica infectologista Giovana Volpato Pazin Feuser, as principais características da hanseníase são surgimento de lesões na pele, geralmente avermelhadas, e alteração de sensibilidade. A primeira sensibilidade que as pessoas costumam perder é a térmica, ou seja, deixam de sentir calor e frio no local, e por último a sensibilidade tátil. Assim, a doença afeta a pele e os nervos periféricos, o que pode causar incapacidades e deformidades físicas.

Uma das dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem com hanseníase é justamente o preconceito e o estigma. A transmissão se dá apenas de uma pessoa doente, sem tratamento, para outra, após contato próximo e prolongado. A doença tem cura, e o tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Durante muitos anos, as pessoas com hanseníase foram isoladas do convívio com a sociedade e levadas para viver em colônias. Criada na década de 40, a colônia Antônio Aleixo recebia pacientes de várias partes do estado do Amazonas. O local chegou a abrigar 2 mil pessoas infectadas. Com o passar do tempo, a colônia foi se transformando em bairro, onde os familiares dos pacientes também passaram a viver.

A aposentada Teresinha Maia da Silva chegou à colônia ainda na adolescência. Já são 50 anos vivendo no local. Ela chegou a buscar a família, mas não encontrou apoio. Pelo contrário, conta que foi recebida com preconceito. “Procurei minha família, mas não me dei bem por causa da do preconceito. O meu próprio irmão, eu me sentei no banco, aí ele me deixou sentar, nós conversamos, quando terminou ele jogou álcool e ainda limpou o banco. Era um preconceito horrível”, lembra.

Em alguns tipos de hanseníase, não há o aparecimento de manchas pelo corpo. A doença pode atacar diretamente os nervos. Foi o que aconteceu com o militar reformado Fábio Correia, que começou a apresentar os primeiros sintomas há cinco anos. Ele estava perdendo a força nas pernas e sentia muita dor. Recebeu o diagnóstico correto em Cuiabá e faz acompanhamento no Hospital Universitário Júlio Müller, centro de referência do SUS ligado à Universidade Federal de Mato Grosso. A família é a sua maior fonte de força no tratamento e para lidar com o preconceito. “A medicação mais importante que há no tratamento é a família. E tem cura. Eu estou vencendo, todos também vão vencer com esse acompanhamento que estou tendo”, disse Fábio.

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A equipe do Caminhos da Reportagem esteve em Mato Grosso e no Amazonas e vai contar histórias de quem vive com a doença e enfrenta preconceitos. Vai falar também dos desafios para o melhor cuidado dessas pessoas e os novos testes complementares para o diagnóstico da hanseníase, que estão sendo fornecidos pelo Ministério da Saúde.

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