POLÍCIA

Aguardada há 30 anos, construção do DOF começa a se tornar realidade

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Na Semana Nacional de Combate ao Tráfico de Drogas, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (26.6), por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a licitação para a construção da nova sede do Departamento de Operações de Fronteira, em Dourados. O DOF é o maior responsável pela apreensão de entorpecentes em Mato Grosso do Sul.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira, a edificação de uma sede moderna é uma grande conquista. “É um reconhecimento do Governo do Estado da importância Departamento de Operações de Fronteira e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) nos crimes transfronteiriços, justamente em um momento em que o departamento quebra todos os recordes de apreensão de drogas”, disse. Somente no ano passado, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul apreenderam 367 toneladas de entorpecentes – um crescimento de 8% em relação a 2018.

Videira afirmou ainda que a construção da nova se tornou uma necessidade por conta não apenas do combate ao narcotráfico, mas também pelo grande volume apreendido de veículos roubados, que seriam levados para outros países, além de produtos de contrabando e descaminho. Hoje o departamento funciona em um prédio cedido ao Estado em regime de comodato.

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Segundo o diretor do DOF, Coronel QOPM Wagner Ferreira da Silva, a sede própria é aguardada há mais de 30 anos. “É um sonho de muitos profissionais que passaram por esta importante unidade policial e foi alvo de incansável trabalho de muitos diretores do DOF. A publicação da licitação desta obra representa a execução de um plano ousado do Governo do Estado para modernizar as estruturas de enfrentamento ao crime na nossa região de fronteira”.

Criado em 1987 com o nome de Grupo de Operações de Fronteira (GOF), o DOF atua em 53 municípios do Estado, com a presença mais efetiva na fronteira com o Paraguai e com a Bolívia , inclusive, em uma extensa área rural.

Rodson Lima, Sejusp

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POLÍCIA

Bem equipadas e valorizadas, polícias do Estado reduzem índices de criminalidade em até 30%

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Mato Grosso do Sul é um Estado seguro para se viver. É o que mostram os dados divulgados essa semana pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que apontam quedas nos seis principais índices criminais monitorados. O bom desempenho na segurança pública é resultado de investimentos em estrutura e capacitação dos policiais e agentes.

Nos primeiros 6 meses de 2021 houve queda, em todo o Estado, nos homicídios (-2,8%), roubos (20,2%), roubo seguido de morte (-30%), roubo em via pública (-22,5%), roubo a comércios (-18,9%) e nos furtos de veículos (-17,8%).

Menos feminicídios

Em Campo Grande houve queda expressiva em 8 índices criminais. A maior queda, de -85,7%, foi registrada nos feminicídios, com o registro de 1 caso de janeiro a junho deste ano, contra 7 do mesmo período do ano passado.

Casa da Mulher Brasileira: atendimento 24 horas às mulheres (Foto Reduzida Saul Schramm)

Para a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), delegada Fernanda Félix, em 2020, início da Pandemia de Coronavírus, uma série de situações contribuíram para a subnotificação e aumento de crimes graves contra as mulheres, incluindo o feminicídio. “O aumento do desemprego com a crise econômica, o fechamento das escolas e o acesso a outras vivências são algumas das questões que impactam a dinâmica de vida das mulheres na pandemia e acabam por afastá-las das redes de proteção”, afirma.

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Mas, segundo a titular da Deam, em 2021 o cenário mudou. Ela acredita que o cotidiano das mulheres tende a se restabelecer e a notificação de crimes menos violentos na escalada da violência doméstica tem evitado que 2021 repita a pandemia de letalidade das mulheres, como aconteceu em MS em 2020. “Acreditamos que o encorajamento das mulheres em não permitir evolução criminosa, está salvando vidas”, diz Felix.

Quedas também na Capital

Na Capital caíram também os roubos (-22,5%), os roubos seguidos de morte (-50%), roubos a comércios (-23,5%), roubos em vias urbanas (-23,4%), homicídios culposos no trânsito (-18,5%) e os homicídios dolosos (-11,7%).

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, a queda dos índices criminais é resultado dos investimentos, da integração e inteligência. “A integração das forças de segurança, a estruturação da inteligência, permitem ações mais efetivas das nossas polícias. Aliado a isso temos os investimentos estaduais e federais, em novas viaturas, melhores armamentos, softwares, capacitação, contratação de mais efetivos para as polícias, que contribuem para esses resultados que estamos vendo”, pontua.

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Recorde de apreensões de drogas

Enquanto os índices criminais caíram, em todo o estado aumentaram as apreensões de drogas.  De 1º de janeiro a 13 de julho, sozinhas, as forças de segurança estaduais apreenderam mais de 422 toneladas de drogas em Mato Grosso do Sul. Quase 100 toneladas a mais que o mesmo período do ano passado, quando foram tiradas de circulação pouco mais de 324 toneladas de entorpecentes.

Em um comparativo com o ano de 2019, o volume de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul mais que dobrou. Naquele ano, as polícias de Mato Grosso do Sul apreenderam um total de 199,8 toneladas de drogas.

Do total de drogas apreendidas neste ano, 408,8 toneladas foram interceptadas no interior do Estado, principalmente na região de fronteira. “Estamos empenhados no combate ao tráfico e isso reflete não só para o Estado, mas para o país, uma vez que impedimos que drogas cheguem aos grandes centros brasileiros, provocando impactos na segurança pública e nas famílias”, afirma o comandante da Polícia Militar Rodoviária Estadual, coronel Wilmar Fernandes, responsável pela maior apreensão de drogas da história do Brasil, 36,5 toneladas, realizada na semana passada.

Joelma Belchior, Sejusp

Foto: Capa – Chico Ribeiro/Arquivo-Segov

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