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MS tem quatro confirmações de óbitos em 24h e idoso é 49ª morte por coronavírus

Vítima foi diagnosticada com doença no dia 17 de junho e faleceu no dia seguinte

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou no início da tarde desta segunda-feira (22), a 49° morte de coronavírus em Mato Grosso do Sul. A vítima trata-se de um idoso, de 74 anos e morador da cidade de Vicentina, distante a 247 quilômetros de Campo Grande.

O paciente era portador de doença renal crônica e apresentou os sintomas da doença no dia 13 de junho. Poucos dias depois, foi notificado e internado no Hospital Municipal de Vicentina e faleceu no dia 18 de junho. Depois da coleta para exames, o resultado deu positivo para coronavírus nesta segunda.

O município agora soma 2 óbitos – sendo que um morador faleceu em São Paulo. Agora, Mato Grosso do Sul registra: 11 mortes em Dourados, 8 óbitos em Campo Grande, 5 em Três Lagoas, 3 nas cidades de Itaporã e Corumbá, 2 óbitos em Batayporã, Paranaíba, Brasilândia, Rio Brilhante e 1 óbito para Iguatemi, Sidrolândia, Ponta Porã, Douradina, Deodápolis, Anastácio, Itaquirai, Guia Lopes da Laguna e Glória de Dourados.

Aumento nas mortes em junho

Antes da confirmação da 49° morte pela doença, a SES havia divulgado dados referentes ao crescimento no número de mortes somente neste mês de junho, comparado com o mês passado. Neste mês, foram 28 óbitos contabilizados ante 11 registros de maio, aumento considerável de 154,54% nas estatísticas.

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Casos confirmados

O boletim epidemiológico da Covid-19 desta segunda-feira (22) trouxe 154 novos casos da doença, um incremento de 2,9%, elevando o total de casos para 5.391 confirmações em Mato Grosso do Sul.

O boletim de hoje acusa que MS já soma 31.343 notificações, das quais 5.391 foram confirmadas e 23.221 descartadas. Em processamento no Lacen-MS (Laboratório Central de MS) estão 1.187 análises e 1.544 aguardam encerramento no sistema pelos municípios.

Quatro mortes foram registradas nas últimas 24 horas: um homem de 83 anos, que teve notificação em 18 de maio e faleceu um mês depois, no sábado (20), em Guia Lopes da Laguna. Ele tinha doença neurológica crônica, pneumopatia crônica e obesidade.

Também morreu uma mulher de 90 anos, sem comorbidades relatadas, que teve o caso notificado em 4 de junho e falecimento no domingo. Ela residia em Dourados. A 48ª vítima era do sexo feminino e tinha 40 anos, residente de Glória de Dourados. Portadora de doença renal crônica, a paciente faleceu às 23h40 do domingo, no Hospital da Vida, em Dourados. Ela foi internada no dia 08 de junho e o resultado positivo para a doença saiu no dia 11. Ela foi confirmada após a divulgação do boletim.

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Campanha Sinal Vermelho começa a dar resultado em MS

Vítima pediu ajuda à família no interior com envio de uma foto com um X desenhando na mão

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A Campanha Sinal Vermelho começa a dar resultados positivos em Mato Grosso do Sul. Ciente da campanha, uma mulher, com deficiência auditiva, de 39 anos, impedida de sair de casa, teria encaminhado uma foto com um X à família pedindo ajuda que mora no interior do Estado. Com apoio da Polícia Militar, a vítima acabou resgatada junto com a filha de três anos em Campo Grande.

Segundo a Polícia Militar, após receber a denúncia da família, uma equipe do Programa Mulher Segura (Promuse) foi até ao endereço na Capital. Lá, durante entrevista, a vítima revelou que era mantida em cárcere pela própria irmã, que a obrigava a fazer todas as atividades domésticas, impedindo-a de sair de casa, até mesmo para ir ao médico.

Com ajuda de um intérprete em libras, a vítima relatou que sofria humilhações, ofensas e constrangimento por parte do cunhado, que não tinha pudores em relação aos momentos íntimos do casal. Sem conseguir sair de casa para ir até uma farmácia conveniada e mostrar o X vermelho na palma da mão, a vítima fez uma foto e mandou para familiares no município de Aquidauana – distante 141 quilômetros de Campo Grande, que de imediato acionaram a Polícia Militar e houve o resgate.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), aderiu ao movimento criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para que mulheres vítima de violência doméstica possam contar com apoio de farmácias como um novo canal silencioso para denúncias.

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Em Mato Grosso do Sul, dados da Superintendência de Inteligência de Segurança Pública (SISP) da Sejusp mostram que os últimos três anos vêm registrando queda no número de casos. Em um comparativo de janeiro a maio (mês lançamento da campanha) referente a cada ano: 2018 registrou 7.616 ocorrências; 2019, 7.653 ocorrências; 2020, 7.042 ocorrências em todo o Estado. Quanto aos casos de feminicídios, 15 foram registrados no mesmo período de cada ano.

A Sejusp trabalha junto com a Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar na prevenção e no aperfeiçoamento de seus profissionais para prestarem atendimento às vítimas. E um exemplo, foi justamente, da PM com o Programa Mulher Segura – Promuse, que atua no reforço da fiscalização das medidas protetivas de urgência, proporcionando maior segurança às vítimas.

A Polícia Civil, por sua vez, outra instituição parceira da campanha, criou uma nova ferramenta, on-line, para que as mulheres denunciem crimes envolvendo violência de gênero e pode ser acessada através do site http://devir.pc.ms.gov.br/#/. As Delegacias Especializadas da Mulher em todo o Estado mantêm o atendimento normal para as vítimas em suas unidades. Todas as denúncias podem ser feitas via 190 ou diretamente na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

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No Estado, inicialmente devem participar da campanha, a rede de farmácias Pague Menos, Drogasil e Redepharma.  No Brasil, cerca de 10 mil farmácias, filiadas a duas associações do setor, são parceiras na iniciativa. A campanha conta com diversos materiais digitais disponíveis para download em www.amb.com.br/sinalvermelho e todos podem ajudar a difundir a prática.

Veja como funciona o Sinal Vermelho:

• A mulher vítima de Violência Doméstica poderá pedir ajuda nas farmácias conveniadas.

• O sinal “X”, feito com batom vermelho (ou qualquer outro material), na palma da mão (ou pedaço de papel) permitirá à vítima identificar-se ao atendente em farmácias e drogarias, previamente cadastradas, para acionar a Polícia Militar.

• O atendente das farmácias e drogarias receberá uma cartilha e um tutorial com as orientações necessárias ao atendimento da vítima e acionamento da polícia.

• A vítima será acolhida pela Polícia Militar e ingressará no sistema de Justiça, com o apoio da rede de proteção.

• O atendente ou farmacêutico não terá responsabilidade de figurar como testemunha da ocorrência – será apenas comunicante.

Rodson Lima, Sejusp

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