MATO GROSSO DO SUL

“Indústrias potencializam a nossa vocação agronômica”, afirma diretor do Observatório Econômico

Para Clauber Aguiar, o desafio é agregar valor à matéria-prima que o Estado produz

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Apesar de ser um Estado tradicionalmente agropecuário, engana-se quem acha que em Mato Grosso do Sul não existem indústrias. Atualmente, já são mais de 5800 fábricas e manufaturas ativas, responsáveis por 21% do PIB do Mato Grosso do Sul. Apenas de janeiro a abril, a arrecadação foi de R$ 358 milhões de reais, crescendo 17% em relação ao ano anterior.

Mato Grosso do Sul já concede benefícios para as empresas que desejam instalar seus parques industriais na região, sobretudo no interior. “O Estado concede crédito presumido, crédito outorgado, doação de terras para a construção da planta e redução do imposto apurado pelo empresário em até 70%”, enumera o diretor do Observatório Econômico do Sindicato dos Fiscais Tributários (Sindifiscal/MS), Clauber Aguiar. Mas, segundo ele, não são apenas estes os atrativos que convencem os empresários. A qualidade de vida e segurança que MS oferece, além da proximidade fronteiriça com Estados consumidores como São Paulo e Paraná são qualidades determinantes para a escolha.

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Entretanto, como o cenário de provável recessão mundial devido à situação econômica delicada com a guerra na Ucrânia e o período pós-pandemia, o diretor defende que é preciso fazer mais pelo setor. “Em nosso laboratório, identificamos que é possível  reduzir até 10% a carga tributária da indústria”, afirma Clauber. Para os cofres estaduais, o abono  significaria menos de 0,3% das receitas totais arrecadadas. “É uma renúncia muito pequena, facilmente assimilável apenas com crescimento da economia e reposição da inflação. O caixa seria restabelecido num curto espaço de tempo”, assegura ele.

Com isso, o Estado será capaz de atrair novas indústrias com a capacidade de agregar valor à matéria-prima já produzida no meio rural, potencializando o que já é a vocação regional. “Não é vender o boi em pé, e sim a carne já processada por um frigorífico daqui do Estado”, exemplifica o diretor. Com isso, gera-se mais emprego e renda, fazendo a roda da economia girar.

Enquanto no agro a tendência é de automação, diminuindo as pessoas empregadas para darem lugar às máquinas, na indústria o caminho é o inverso. “Apenas de janeiro a abril de 2022 foram criados mais de 30 mil postos de trabalho no setor industrial aqui no Mato Grosso do Sul”, enumera. Com a parceria de entidades como o Sistema S e a Fiems para a qualificação de mão de obra, a visão do diretor é de que os empresários irão se sentir cada vez mais confiantes para investir e ampliar seus negócios em Mato Grosso do Sul.

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http://sindifiscalms.org.br/novidade/industrias-potencializam-a-nossa-vocacao-agronomica-afirma-diretor-do-observatorio-economico/69149

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MATO GROSSO DO SUL

ABPO e o Instituto do Homem Pantaneiro unem-se em acordo para reduzir a perda de bezerros por predação de felinos

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A Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) firmou um acordo de parceria e colaboração técnica, científica e operacional em conjunto com o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP). A parceria foi formalizada no mês de julho, em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e tem como principal objetivo potencializar a experiência desenvolvida pelo IHP, por meio do programa Felinos Pantaneiros, para a proteção dos felinos e para a preservação dos recursos naturais do Pantanal tendo a Pecuária Sustentável, que há mais de 300 anos protege o bioma, como aliada.

“Com essa parceria, esperamos minimizar a perda de bezerros por felinos, por meio de estratégias de manejo como a localização das maternidades em áreas com menor predisposição, o que ajuda no controle de predação de onças; as fazendas que fazem parte da associação também atuam na prevenção e combate de incêndios, que são muito suscetíveis nas épocas de seca”, ressalta Eduardo Cruzetta, Presidente da ABPO.

Além da maternidade controlada por cercas elétricas, alarmes sonoros e luz repelente, a cooperação entre a ABPO e o IHP envolve o monitoramento dos animais silvestres, câmeras de monitoramento e o treinamento de brigadas de incêndio para atuarem de maneira coordenada no combate aos incêndios.

A atividade agrícola não é relevante no bioma pantaneiro e isso faz com que a região mantenha seu desenvolvimento econômico através da pecuária de corte, principal atividade econômica da região. Dessa forma, o método de pecuária produzido pela ABPO busca efetuar de forma social e ambientalmente responsável, um método menos invasivo que mantenha um equilíbrio com a natureza, equivalente a um sistema sustentável.

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“Queremos cada vez mais valorizar a carne pantaneira, porque ela está atrelada à proteção da biodiversidade e de inúmeros processos ecossistêmicos que beneficiam a sociedade. Nós queremos, também, desenvolver uma estratégia de marketing que valorize a carne, onde a biodiversidade se faz presente. O Pantanal merece essa deferência”, afirma o presidente do IHP, coronel Ângelo Rabelo.

Com isso, as associações esperam encontrar uma alternativa para a construção de um meio ambiente equilibrado através do controle de predação de onças, monitoramento de animais silvestres e a prevenção e combate aos incêndios. Ambas as partes estão concentradas em seguir com a proteção ecológica e práticas de conservação que caminhem simultaneamente com as transformações culturais e as aspirações econômicas, além de manter práticas de desenvolvimento sustentável na região do Pantanal.

 

 

Sobre a ABPO

Criada em 2001 por pecuaristas da região do Pantanal, a Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) busca sistematizar a produção para atender aos requisitos da Pecuária Orgânica Certificada brasileira e da linha Carne Sustentável do Pantanal, atuando com conceitos modernos de qualidade e desenvolvimento sustentável e busca melhorar a rentabilidade da atividade econômica na região pantaneira, através da valorização dos produtos locais certificados e do reconhecimento pela sociedade dos serviços ambientais prestados pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais pelos produtores.

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Sobre o IHP

 

Fundado em 2002, o IHP é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua na gestão de áreas, conservação e preservação do bioma Pantanal e da cultura local. Sua missão é “Preservar o Pantanal”. Tem sede em Corumbá – Mato Grosso do Sul.

Como programa principal da Instituição, está a gestão do Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (Rede do Amolar), criado em 2008 e que tem como finalidade propor ações de gestão integrada entre as organizações parceiras para proteção de 276.000 hectares, sendo que 201.000 hectares legalmente protegidos. A iniciativa surgiu a partir da parceria entre IHP, Instituto Acaia Pantanal, Fazenda Santa Tereza, Fundação Ecotrópica e Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense/Instituto Chico Mendes (ICMBio) e Polícia Militar Ambiental.

 

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