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Imasul integra grupo de resgate e assistência à fauna atingida pelo fogo no Pantanal

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realiza deste o mês de setembro, em parceria com outras instituições de ensino e pesquisa, organizações não-governamentais (Ongs), empresas e organismos militares, um trabalho de resgate e reposição alimentar e hídrica aos animais silvestres atingidos pelos incêndios florestais que ocorrem no Pantanal e outras unidades de conservação.

No período crítico de focos de calor nos ecossistemas do Estado foi criado o Gretap/MS (Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal), atuando inicialmente no Parque Estadual das Nascentes do Taquari, situado nos municípios de Alcinópolis e Costa Rica. Recentemente, foram resgatadas duas onças-pintadas na Serra do Amolar, Pantanal de Corumbá, em uma ação direta do grupo multi-institucional.

Resgate de animais feridos conta com o apoio aéreo da FAB, que também transporta alimentos para áreas de difícil acesso

Além do Governo do Estado, via Semagro (secretária de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, à qual está vinculado o Imasul), o grupo é formado por núcleos de amigos, produtores rurais, Ceasa, CCR Vias (concessionária da BR-163), Força Aérea Brasileira (FAB), Instituto Tamanduá, UCDB, UFMS, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Polícia Militar Ambiental (PMA), Conselho Regional de Veterinária, Fundação de Meio Ambiente de Corumbá e Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD).

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Pontos estratégicos

“Designamos nossa equipe de veterinários do Imasul, que atua no CRAS, para auxiliar no trabalho de resgate e no atendimento clínico para a recuperação dos animais feridos nos incêndios no Pantanal. Além tratamento médico dos nossos veterinários, também auxiliamos na viabilização da logística junto às Forças Armadas, para o transporte de animais feridos e envio de alimentos para socorrer a fauna das áreas atingidas pelo fogo”, lembra o secretário Jaime Verruck.

O leque de atuação do grupo se ampliou com a mobilização da sociedade para arrecadar alimentos a serem destinados ao assistencialismo temporário aos animais silvestres, cujo trabalho se concentra na região da Serra do Amolar, uma das zonas de conservação mais atingidas pelos incêndios florestais. A distribuição dos alimentos e água ocorre de forma aleatória na natureza devastada, a partir de rotas de fuga e pegadas de animais.

Alimentos doados seguem pelo Rio, por mais de 170 km desde Corumbá, para distribuição em pontos estratégicos

“Considerando a situação de emergência devido aos incêndios, onde a perda de habitat causa um impacto imensurável à fauna silvestre, se faz necessário prover alimentação assistencial e/ou água em pontos estratégicos para nutrir e hidratar os animais devido à escassez e a competição mais acirrada entre eles devido ao aumento de indivíduos/área”, explicou a zootecnista Ana Paula Felício, do Imasul.

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Alimentos são colocados em locais demarcados

Sobrevivência

O atendimento à fauna minimiza os impactos e reduz a competitividade atual entre os animais pelos alimentos que ainda restam na natureza. “Os animais resgatados apresentaram condições sérias de desidratação e desnutrição, além das queimaduras, com alguns não suportando os ferimentos e o quadro de debilidade”, observa Ana Paula. “Com o Gretap tornou-se possível cuidarmos de nossa castigada fauna até que seu habitat se recupere.”

Onças-pintadas: tratamento emergencial

A zootecnista do Imasul ressalta, porém, que este assistencialismo alimentar-hídrico é diferente do ato de cevar, pois este caracteriza-se pela oferta permanente de alimento com o intuito de atrair a fauna para o mero ato de satisfazer a necessidade humana. “A ação institucional, com o apoio e a solidariedade das pessoas, têm como foco atender os animais neste período crítico para aumentar suas chances de sobrevivência”, diz.

Texto: Sílvio de Andrade

Fotos: Divulgação

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Na segunda onda, MS volta a ter cidades no grau de risco extremo da Covid

Atualização do Prosseguir aponta que 23 cidades pioraram classificação de risco

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No dia em que voltou a registrar média de mais de 1 mil casos confirmados por dia, Mato Grosso do Sul também voltou a ter municípios no grau de risco extremo de Covid-19.

Dois Irmãos do Buriti e Naviraí são as cidades que se referiram na bandeira cinza.

Relatório situacional do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), com o grau de risco de todos os municípios do Estado foi atualizado nesta quinta-feira (3).

Conforme o mapa situacional, não comparativo com o boletim da semana passada, 23 cidades do Estado pioraram seu grau de risco, 44 ​​permaneceram na mesma faixa e 23 melhoraram.

Campo Grande, que é o epicentro da doença no Estado, se manteve no grau de risco alto, representado pela bandeira vermelha.

No total, são 13 municípios na faixa de risco tolerável (bandeira amarela), 44 no grau médio (laranja) e 22 no risco alto (vermelha) e dois no risco extremo (bandeira cinza).

Nenhuma cidade do estado se encontra no risco baixo, que é bandeira verde.

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Secretário estadual de Governo, Eduardo Riedel, afirmou que o retorno de municípios na bandeira cinza é consequência do crescimento da Covid-19 no Estado e que é necessária de medidas por parte dos prefeitos.

“Estamos nos esforçando para estruturar o sistema de Saúde e orientar os prefeitos sobre as medidas necessárias para melhora indicadores. Não podemos relaxar, especialmente agora – próximo às férias e festas de fim do ano, período em que o número de casos tende a aumentar “, alertou.

Boletim divulgado hoje aponta que, em 24 horas, foram confirmados 1.134 novos casos e mortes 11 por Covid-19 no Estado.

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