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Estado cria comitê para monitorar e definir eventuais ações de combate a gafanhotos

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Sem presença da praga no território estadual, autoridades e atores envolvidos na Agricultura se anteciparam e criaram um comitê para fazer o monitoramento e definir ações caso venha a ocorrer eventuais ataques de gafanhotos nas lavouras. O assunto foi tratado em reunião virtual realizada na manhã desta quinta-feira (25.6), com as presenças do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck; do superintendente federal de Agricultura, Celso Martins; do superintendente de Produção e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta, do presidente da Famasul, Maurício Saito; do presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold; André Dobashi (presidente) e Frederico Azevedo (diretor-executivo) da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja).

“Essa praga já é conhecida e vem sendo monitorada há muitos anos, tendo sido formado, inclusive, um Comitê Internacional para fazer esse acompanhamento. Aqui no Estado nós estamos tomando ações preventivas. É importante deixar claro que não temos a ocorrência da praga em nenhuma lavoura de Mato Grosso do Sul. O que acontece é que recebemos informação da existência de focos na região do Alto Paraguai, no país vizinho. Não se trata de nuvem como na Argentina, apenas focos. Sabemos que num eventual trajeto em direção ao Brasil, o próprio Pantanal seria uma barreira natural. Mesmo assim estamos discutindo a forma de um combate preventivo, caso seja necessário. Para tanto um Comitê Estadual envolvendo a Semagro, Iagro, Famasul e Ministério da Agricultura, com apoio também do Imasul, que fará o monitoramento e tem autonomia para definir ações”, explicou o secretário Jaime Verruck.

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O presidente da Famasul, Maurício Saito, disse que a entidade vai se mobilizar e solicitar aos produtores rurais para que informem sobre a presença da praga nas lavouras, caso venha a ocorrer, para que medidas imediatas sejam tomadas. André Dobashi, da Aprosoja, diz que um meio eficaz de combate à praga seria com uso de aeronaves. Reforçam, entretanto, que a criação do comitê é uma medida preventiva, tendo em vista que não há notícia da ocorrência da praga no Estado.

O Ministério da Agricultura baixou portaria declarando estado de emergência fitossanitária nas áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina devido a uma nuvem de gafanhotos oriundos da Argentina que ameaçavam alcançar o território brasileiro. A chegada de uma frente fria no Sul mudou a direção dos ventos, podendo fazer com que os insetos permaneçam em território argentino ou sejam desviados para o Uruguai.

Segundo informações do Senasa (o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina), os gafanhotos surgiram em grandes números em janeiro de 2017 na Bolívia e, posteriormente, foi registrado o mesmo problema no Paraguai. Os dois países receberam ajuda técnica da Argentina, dando origem ao Programa de Gerenciamento Regional de Gafanhotos da América do Sul, que hoje inclui acordos de cooperação técnica.

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João Prestes, Semagro

Foto: Governo da província de Córdoba/Fotos Públicas

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Campanha Sinal Vermelho começa a dar resultado em MS

Vítima pediu ajuda à família no interior com envio de uma foto com um X desenhando na mão

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A Campanha Sinal Vermelho começa a dar resultados positivos em Mato Grosso do Sul. Ciente da campanha, uma mulher, com deficiência auditiva, de 39 anos, impedida de sair de casa, teria encaminhado uma foto com um X à família pedindo ajuda que mora no interior do Estado. Com apoio da Polícia Militar, a vítima acabou resgatada junto com a filha de três anos em Campo Grande.

Segundo a Polícia Militar, após receber a denúncia da família, uma equipe do Programa Mulher Segura (Promuse) foi até ao endereço na Capital. Lá, durante entrevista, a vítima revelou que era mantida em cárcere pela própria irmã, que a obrigava a fazer todas as atividades domésticas, impedindo-a de sair de casa, até mesmo para ir ao médico.

Com ajuda de um intérprete em libras, a vítima relatou que sofria humilhações, ofensas e constrangimento por parte do cunhado, que não tinha pudores em relação aos momentos íntimos do casal. Sem conseguir sair de casa para ir até uma farmácia conveniada e mostrar o X vermelho na palma da mão, a vítima fez uma foto e mandou para familiares no município de Aquidauana – distante 141 quilômetros de Campo Grande, que de imediato acionaram a Polícia Militar e houve o resgate.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), aderiu ao movimento criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para que mulheres vítima de violência doméstica possam contar com apoio de farmácias como um novo canal silencioso para denúncias.

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Em Mato Grosso do Sul, dados da Superintendência de Inteligência de Segurança Pública (SISP) da Sejusp mostram que os últimos três anos vêm registrando queda no número de casos. Em um comparativo de janeiro a maio (mês lançamento da campanha) referente a cada ano: 2018 registrou 7.616 ocorrências; 2019, 7.653 ocorrências; 2020, 7.042 ocorrências em todo o Estado. Quanto aos casos de feminicídios, 15 foram registrados no mesmo período de cada ano.

A Sejusp trabalha junto com a Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar na prevenção e no aperfeiçoamento de seus profissionais para prestarem atendimento às vítimas. E um exemplo, foi justamente, da PM com o Programa Mulher Segura – Promuse, que atua no reforço da fiscalização das medidas protetivas de urgência, proporcionando maior segurança às vítimas.

A Polícia Civil, por sua vez, outra instituição parceira da campanha, criou uma nova ferramenta, on-line, para que as mulheres denunciem crimes envolvendo violência de gênero e pode ser acessada através do site http://devir.pc.ms.gov.br/#/. As Delegacias Especializadas da Mulher em todo o Estado mantêm o atendimento normal para as vítimas em suas unidades. Todas as denúncias podem ser feitas via 190 ou diretamente na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

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No Estado, inicialmente devem participar da campanha, a rede de farmácias Pague Menos, Drogasil e Redepharma.  No Brasil, cerca de 10 mil farmácias, filiadas a duas associações do setor, são parceiras na iniciativa. A campanha conta com diversos materiais digitais disponíveis para download em www.amb.com.br/sinalvermelho e todos podem ajudar a difundir a prática.

Veja como funciona o Sinal Vermelho:

• A mulher vítima de Violência Doméstica poderá pedir ajuda nas farmácias conveniadas.

• O sinal “X”, feito com batom vermelho (ou qualquer outro material), na palma da mão (ou pedaço de papel) permitirá à vítima identificar-se ao atendente em farmácias e drogarias, previamente cadastradas, para acionar a Polícia Militar.

• O atendente das farmácias e drogarias receberá uma cartilha e um tutorial com as orientações necessárias ao atendimento da vítima e acionamento da polícia.

• A vítima será acolhida pela Polícia Militar e ingressará no sistema de Justiça, com o apoio da rede de proteção.

• O atendente ou farmacêutico não terá responsabilidade de figurar como testemunha da ocorrência – será apenas comunicante.

Rodson Lima, Sejusp

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