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Vacina da Sinovac, aprovada pela Indonésia, é ‘estratégica’ para China

Proteção da Sinovac na Indonésia foi de 65,3%; China usa “diplomacia das vacinas” em países dependentes da Covax

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Indonésia é o primeiro país a autorizar o uso emergencial das vacinas desenvolvida pela Sinovac, da China, em seu território, confirmou a Reuters nesta segunda-feira (11). É uma vitória estratégica para a China, que prevê a envios a países do Sudeste Asiático, África e América Latina.

O fornecimento das doses para países de renda média e baixa é parte de um avanço estratégico do governo chinês. A chamada “diplomacia das vacinas” da China não visa os EUA ou grandes potências ocidentais, mas o Sul Global.

“É a chance de Beijing exercer seu poder brando”, aponta uma análise do portal GZero, vinculado à consultoria de risco político Eurasia Group.

A China concederia vacinas aos países que dependem exclusivamente da Covax, mecanismo ligado à OMS (Organização Mundial da Saúde) que tem capacidade de imunizar apenas 20% das populações de cada nação participante até o final de 2021.

Além de reparar a reputação chinesa depois de encobertar os primeiros casos de Covid-19 em Wuhan, em janeiro de 2020, Beijing vê a possibilidade de conceder empréstimos para a compra das doses.

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Na Indonésia, a vacina demonstrou uma taxa de proteção de 65,3% – abaixo dos dados registrados no Brasil, de 78%, a partir da parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A vacinação deve começar nesta quarta-feira (13), disse o ministro Budi Gunadi Sadikin.

Antes, o país questionou a existência de derivados suínos na composição, o que gerou oposição de parte dos indonésios às doses.País de maioria muçulmana, o arquipélago declarou a vacina da Sinovac halal – ou seja, permitida pelo Islã.

Antes da Indonésia, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein autorizaram o uso das imunizações da chinesa Sinopharm, em dezembro. Entre as vantagens, Abu Dhabi listou a eficácia de 86% de proteção e relativos baixos custos em sua produção.

Outros imunizantes

Além da Sinopharm e da Sinovac, a China tem quatro outras vacinas candidatas em testes clínicos de fase III – considerada a última e essencial para a obtenção do registro sanitário para demonstração de eficácia.

Se aprovadas, as candidatas podem aumentar a produção chinesa para mais de 3 bilhões de doses – capazes de imunizar 1,5 bilhão de pessoas em 2022. A produção das vacinas representa uma esperança, mas não o ponto final da pandemia.

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Mas o recente aumento de contágios por Covid-19 na China já acendem o alerta para a disponibilidade, ou não, das doses aos países mais pobres.

Nesta segunda-feira, autoridades chinesas registraram 103 novos casos do vírus na província de Hebei, próxima a Beijing. O governo já decretou lockdown na capital Shijiazhuang e em Xingtai para impedir a propagação do vírus.

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Encontrados corpos e destroços do Boeing 737 que caiu na Indonésia

As duas caixas pretas da aeronave foram localizadas

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o, da Marinha, quatro aviões e mais de uma dezena de navios com mergulhadores estão agora no mar à procura dos destroços. As autoridades esperam que “não demore muito tempo”.

Um navio da Marinha “detectou um sinal do aparelho (…) e uma equipa de mergulhadores desceu e encontrou destroços e peças com números de identificação da aeronave, entre outros”, disse o comandante das Forças Armadas indonésias, Hadi Tjahjanto, citado em um comunicado do Ministério dos Transportes.

A polícia indonésia tinha já anunciado que investigadores analisam objetos que se acredita serem destroços do avião, incluindo uma roda e aquilo que dizem ser parte da fuselagem da aeronave.

Segundo um porta-voz da polícia de Jacarta, foram já recolhidos dois sacos de objetos por parte da equipe de busca e resgate.

“O primeiro saco possuía pertences dos passageiros e o outro saco continha partes de corpos”, adiantou Yusri Yunus à estação Mero TV. “Ainda estamos identificando estas descobertas”.

Três mil metros em menos de um minuto

O avião da companhia aérea Sriwijaya Air transportava 62 pessoas de Jacarta até Pontianak e perdeu o contato com os controladores aéreos no sábado, pouco depois das 14h30 (4h30 em Brasília) e cerca de quatro minutos depois de ter levantado voo.

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O Flightradar24, site que disponibiliza a localização de aviões do mundo todo em tempo real, disse em sua conta de Twitter que o voo SJ182 “perdeu mais de dez mil pés de altitude (mais de três mil metros) em menos de um minuto, cerca de quatro minutos depois de partir de Jacarta”. Até ao momento, as autoridades não avançaram qualquer pormenor sobre as possíveis causas do acidente.

A aeronave decolou com atraso de 30 minutos devido a chuva intensa para um voo estimado em 90 minutos, com 50 passageiros – incluindo sete crianças e três bebês – e 12 tripulantes, todos indonésios, disseram as autoridades.

“Tenho quatro membros da minha família nesse voo – a minha mulher e os meus três filhos” disse aos jornalistas Yaman Zai, um dos familiares de passageiros da aeronave que espera por notícias no aeroporto de Jacarta. “A minha mulher enviou-me hoje uma fotografia do nosso bebé. Como pode o meu coração não estar despedaçado?”, lamentou entre lágrimas.

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O avião, que opera há 26 anos, era um Boeing 737. Não pertencia, porém, à nova geração dos Boeing 737 MAX, o modelo que em outubro de 2018 caiu no mar de Java, cerca de 12 minutos apór ter levantado voo, matando todas as 189 pessoas a bordo.

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