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SEGURANÇA INTERNACIONAL: Videos relembram 11 de setembro e sugere que líder da Al-Qaeda pode estar vivo

Imagens não são conclusivas, mas citam ataque de janeiro deste ano e derrubam a tese de que Ayman al-Zawahiri morreu no final de 2020

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Ayman al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda (Foto: Wikimedia Commons)

Um novo vídeo divulgado pelo grupo terrorista Al-Qaeda, para marcar os 20 anos dos ataques contra os Estados Unidos em 11 de setembro, sugere que Ayman al-Zawahiri, líder da organização, está vivo. As informações são da agência Associated Press.

Segundo a ONG Site Intelligence Group, que monitora páginas de grupos jihadistas na internet, o vídeo foi divulgado nos sábado, e nele Zawahiri afirma que “Jerusalém nunca será judaizada”.

O sucessor de Osama bin Laden também conclama os seguidores a combaterem o Ocidente e cita um ataque contra forças de segurança russas ocorrido no dia 1º de janeiro, na Síria. O que indica que ele estava vivo ao menos até o início deste ano.

Entretanto, Zawahiri não fez qualquer menção à retirada das tropas dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) do Afeganistão, nem ao fato de o Taleban ter assumido o governo afegão em agosto.

“Zawahiri não menciona a vitória do Taleban no Afeganistão, e sua conversa sobre os EUA ‘saindo do Afeganistão’ poderia ter sido dita no início de fevereiro de 2020, no Acordo de Doha. Assim, ele ainda poderia estar morto, embora, se assim fosse, [a morte] teria ocorrido em algum momento de janeiro de 2021 ou depois”, disse no Twitter Rita Katz, diretora da Site.

Por que isso importa?

Os primeiros relatos da morte do chefe da Al-Qaeda surgiram em novembro de 2020, na imprensa paquistanesa. As informações apontavam que Zawahiri teria morrido de causas naturais, provavelmente no Afeganistão.

Em março, um vídeo lançado pela Al-Qaeda alimentou os rumores de que o sucessor de Osama bin Laden estaria morto. A principal figura do grupo jihadista falou em apenas quatro dos 22 minutos daquele informe, que tratou do genocídio contra os muçulmanos rohingya de Mianmar. No restante, um narrador atualizou o tema.

Porém, em maio deste ano, um relatório da inteligência dos EUA apontou que o chefe da Al-Qaeda estaria vivo e escondido no Irã, enquanto outros líderes assumiram a supervisão da organização terrorista.

Um pouco depois, em junho, um relatório do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que Zawahiri estaria vivo, mas provavelmente “muito frágil” para aparecer em vídeos de propaganda.

“Relatos anteriores de sua morte devido a problemas de saúde não foram confirmados”, diz o documento. O relatório afirma ainda que uma “parte significativa” da liderança da Al-Qaeda está na região de fronteira entre Afeganistão e Paquistão, incluindo o líder.

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No Brasil

Casos mostram que o Brasil é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino.

Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos.

Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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Crise energética chinesa põe vidas em risco e ameaça o controle inflacionário global

Na China, temor é com a queda de temperaturas. No resto do mundo, o que preocupa é o aumento dos preços nos produtos chineses

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Por Editor

crise energética já é uma realidade na China, e a política de racionamento tem deixado residências e indústrias no escuro sem aviso prévio, por períodos que variam entre algumas horas até dias inteiros. A preocupação da população aumenta conforme se aproxima o inverno, com temperaturas negativas e maior demanda por eletricidade, o que coloca desde já muitas vidas em risco. As informações são da revista Forbes.

O racionamento, imposto inclusive a grandes indústrias, levou muitos empresários a investir em geradores movidos a diesel para não paralisar totalmente a produção, fazendo a venda dos aparelhos disparar no país. Enquanto algumas empresas, entre elas a Shandong Huali Electromechanical, registraram aumento acentuado nas vendas, outras, como a Weifang Yuxing Power Company, venderam todo o estoque em setembro. A escassez de geradores pode contribuir para a falta de calefação, o que seria fatal para muitas pessoas no inverno que se aproxima.

Entenda o problema

A crise energética pode ser explicada por uma junção de fatores concomitantes. As fortes chuvas causaram inundações nas principais províncias produtoras de carvão da China, sobretudo Xanxim, de onde sai cerca de 30% de todo o carvão consumido no país. Paralelamente, aumentou a demanda global por produtos chineses, com o afrouxamento das restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

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Também pesam as políticas de energia conflitantes do Partido Comunista Chinês (PCC), como o investimento forçado em fontes limpas. Num país extremamente dependente da geração de energia por usinas a carvão, o governo se viu forçado a suspender os limites de produção antes existentes por razões ambientais. O aumento significativo do preço do carvão e do gás natural em todo o mundo contribuem para a situação.

Adam Ni, analista do China Neican, um think thank australiano, afirma que as autoridades locais tiveram que recorrer ao racionamento porque os preços da eletricidade são controlados na China. “Com o aumento dos preços dos insumos, mas com os preços fixos do serviço de fornecimento, a geração de eletricidade se tornou menos lucrativa. E pode até se tornar um empreendimento deficitário”, disse ele.

Ni também cita a preocupação com o inverno, quando a demanda de energia aumenta sobretudo no frio nordeste chinês. E diz que o racionamento é uma estratégia do governo para reduzir a insatisfação popular. “Uma vez que o aumento dos preços da eletricidade pode levar a mais descontentamento social do que o racionamento, especialmente entre as famílias, as autoridades optaram por restringir a demanda por meio do racionamento”.

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Crise energética chinesa põe vidas em risco e ameaça o controle inflacionário global
Mina de carvão: preço do produto e questão ambiental geraram crise energética na China (Foto: Albert Hyseni/Unsplash)

Alternativas possíveis

Uma das soluções encontradas pelo PCC foi afrouxar o controle do preço da eletricidade. A principal agência de planejamento econômico do país autorizou uma variação de até 20% no valor da energia fornecida a partir do carvão, a fim de forçar uma redução de consumo com base no aumento dos custos. Essa ação, porém, não será suficiente.

A indústria é responsável por 59% de todo o consumo energético da China, com destaque para indústrias pesadas como produção de cimento e fundição de alumínio e aço. Assim, o aumento do preço da eletricidade nesses setores será repassado ao consumidor final no preço dos produtos, estabelecendo uma maior pressão inflacionária no país.

E os efeitos não serão sentidos apenas na China. Com a cadeia de consumo global habituada aos baixos preços oferecidos pela indústria chinesa, a inflação doméstica impactaria no mundo inteiro, a não ser que a crise energética seja solucionada ou ao menos amenizada.

Portanto, a solução mais nítida no momento seria afrouxar as medidas ambientais e voltar a investir o quanto for necessário em fontes poluentes, como o carvão. A situação da China mostra a países de todo o mundo que jamais se poder dar por garantida a segurança energética.

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