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Nuvem de gafanhotos invade cidades na Argentina e assusta agricultores do Brasil

Os gafanhotos são conhecidos por destruir plantações e o que virem pela frente em busca de alimentos

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Uma nuvem de gafanhotos invadiu a região norte da cidade de Santa Fé, na Argentina, nessa segunda-feira (22), ameaçando produções agrícolas. Horas depois, os insetos avançaram na área de Perugorria, na província de Corrientes, que faz fronteira com o Rio Grande do Sul.

Segundo informações do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), do governo argentino, por volta do meio-dia, a nuvem de gafanhotos saiu de Perugorria rumo ao sul do país. A previsão da agência era que ela chegasse na manhã desta terça-feira (23) a Entre Ríos, ao sul de Corrientes, na fronteira com o Uruguai.

Senasa divulgou um mapa de alerta para a praga, indicando três regiões (Corrientes, Santa Fé e Entre Ríos) como localidades de perigo iminente. A informação assusta os brasileiros da região sul devido à proximidade com a área argentina em risco.

A agência também identificou uma nuvem de gafanhotos em uma área de General Manuel Belgrano, na província de Formosa, que destruiu plantações de milho e mandioca.

O governo da cidade de Córdoba informou, em um comunicado, que funcionários e técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária da Província e do Senasa de Córdoba estão monitorando a situação para tomar as medidas necessárias. Segundo as autoridades, a nuvem de gafanhotos chegou ao país vinda do Paraguai.

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Na nota, o governo ressalta que cerca de 40 milhões desses insetos podem cruzar uma área de um quilômetro quadrado. A passagem deles leva à destruição da plantação, já que eles “comem pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas podem consumir em um dia”.

Segundo o jornal argentino La Nación, especialistas acreditam que se as condições climáticas atuais se seguirem nos próximos dias, a nuvem de gafanhotos pode chegar ao Uruguai e ao Brasil.

Em sua conta no Twitter, o governo de Córdoba disse que as propriedades da região contam com protocolos de ação que devem ser ativados em caso de infestação pela praga. Além disso, a Lei Nacional 27.233 prevê que é obrigação do produtor agropecuário relatar a presença de pragas em seus estabelecimentos, bem como o controle delas com os produtos autorizados pelo Senasa.

Nuvens em outros países

Nuvens de gafanhotos também têm destruído plantações na Índia e no Paquistão. Diversos agricultores paquistaneses estão sofrendo com a pior infestação de gafanhotos na história recente do país, o que já causou prejuízos avaliados em bilhões de dólares e causa temores de escassez de alimentos em longo prazo.

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A infestação deste ano é uma continuação do surto de 2019 registrado na África, na Península Arábica e no sul da Ásia, e é considerada a pior em décadas. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas podem ter influenciado no aumento da presença desses insetos.

Os gafanhotos viajam em enxames com cerca de 50 milhões deles, podem voar 80 km por dia e botam até 1 mil ovos por metro quadrado de terra.

Uma das piores pragas para a agricultura, os gafanhotos são conhecidos por destruir plantações e o que virem pela frente em busca de alimentos. Se eles conseguirem se reproduzir de maneira descontrolada e em condições favoráveis, podem devastar árvores e plantações.

Mapa do Senasa mostra três regiões como localidades de perigo iminente para nuvem de gafanhotos

Foto: Divulgação / Senasa

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MSF fala em ‘novo epicentro’ do coronavírus na América Latina

Na região, principal temor é de avanço descontrolado da doença puxado pelo Brasil, com mais de 150 mil casos

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A organização MSF (Médicos sem Fronteiras) advertiu nesta terça (12) que a América Latina pode se tornar o novo epicentro da pandemia do coronavírus, devido ao rápido aumento dos casos em muitos países da região. As informações são da agência de notícias Télam.

O grupo expressou preocupação sobretudo com o Brasil, que já registrou 168 mil casos confirmados da doença e 11,5 mil mortes. Os dados são da OMS (Organização Mundial da Saúde) desta quarta (13). Além do Brasil, se destacam Peru, Equador, Chile e México entre os países com maior número de infecções.

A diretora executiva da MSF no Brasil, Ana de Lemos, afirmou que nenhum dos países da região está preparado para a pandemia. Porém, países como a Argentina conseguiram evitar o contágio descontrolado. Os casos no país somam 6,2 mil, e 317 pessoas morreram pela doença.

No México, o principal responsável pela MSF na região, Loïc Jaeger, acrescentou que a principal preocupação são grupos com vulnerabilidades socioeconômicas, como imigrantes, indígenas e pessoas em situação de rua. Jaeger apontou ainda para as frequentes deportações forçadas, que colocam pessoas em risco.

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Para a organização, os números oficiais do coronavírus nos países da América Latina refletem subnotificação dos casos. O motivo é a baixa capacidade de muitas nações latino-americanas de realizar os diagnósticos.

Além da crise sanitária e possível deslocamento do epicentro da pandemia, a organização alerta para impactos econômicos, após aumento acentuado do desemprego. Há ações de organizações criminosas, como as Maras em El Salvador, que aproveitam o momento para praticar extorsões.

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