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Internacional Helicóptero Ingenuity já “dormiu” sozinho em Marte

Primeiro voo do helicóptero da Nasa está previsto para domingo (11)

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O primeiro helicóptero espacial da Nasa (a agência espacial norte-americana), o Ingenuity, que chegou a Marte em fevereiro acoplado ao rover Perseverance, resistiu à primeira noite marciana afastado do “companheiro”. Está assim cumprida com sucesso mais uma fase programada pela Nasa, apresentada como um “grande passo” antes do primeiro voo, previsto para quinta-feira (8), o mais tardar domingo (11).

É um pequeno helicóptero ultraligeiro, mas na realidade é um grande passo na engenharia aeroespacial. O Ingenuity foi liberado no sábado (3) do Perseverance, que pousou em Marte em 18 de fevereiro. Já sentiu, sozinho, os primeiros ventos e poeiras marcianas.

Antes de se autoalimentar com a luz solar que chega ao solo do planeta vermelho, o Ingenuity alimentava-se da energia produzida pelo gerador nuclear do Perseverance. Agora está exclusivamente dependente do painel solar instalado no topo das hélices, tendo um sistema de aquecimento interno para suportar as noites geladas de Marte, com temperaturas de até 90 graus Celsius negativos.

Sobreviver à primeira noite gelada de Marte foi “um marco importante” para o helicóptero ultraligeiro, afirmou a Nasa em comunicado.

“Esta é a primeira vez que o Ingenuity está sozinho na superfície de Marte”, afirmou MiMi Aung, responsável pelo projeto no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

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“Agora temos a confirmação de que era o isolamento certo, os aquecedores certos e que tinha energia suficiente nas baterias para sobreviver às noites frias, o que é um grande sucesso para a equipe. Estamos satisfeitos para continuar a preparar o Ingenuity para seu primeiro teste de voo”, acrescentou Aung.

Nos próximos dias, o pequeno helicóptero passará por testes de motor e sensor. o Ingenuity terá 30 dias marcianos, ou sóis (31 dias terrestres), para conduzir a campanha de voo de teste.

Se tudo correr bem, o Ingenuity deve fazer um primeiro teste – voo vertical de 30 centímetros – e só mais tarde um pequeno voo de alguns metros nas redondezas do local onde se encontra, algo que só acontecerá na noite de domingo.

Se a experiência for bem sucedida, será uma verdadeira façanha, porque o ar marciano tem densidade equivalente a apenas 1% da atmosfera da Terra.

Será o primeiro voo de um veículo motorizado em outro planeta. Composto por quatro pés, um corpo e duas hélices sobrepostas, o Ingenuity pesa apenas 1,8 quilos e mede 1,2 metros de uma ponta à outra das pás.

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A Nasa revelou que um pequeno pedaço de tecido da aeronave dos irmãos Wright, que decolou há mais de um século na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi colocado no Ingenuity como homenagem.

O Perseverance ficará num ponto de observação, a partir do qual poderá utilizar as suas câmaras para captar fotos de todo o voo do Ingenuity.

Estão planejados, pela agência espacial norte-americana, até cinco voos de dificuldade gradual, ao longo de um mês.

Esse tipo de engenho pode revelar-se crucial, no futuro, para a exploração de planetas, por ser capaz de ir a locais onde os robôs não conseguem ter acesso, como desfiladeiros.

A Nasa trabalhar também em outro projeto de engenho voador da missão Dragonfly (Libélula, em português), que em 2026 enviará um drone até a maior lua de Saturno, Titã, onde chegará em 2034.

As primeiras experiências de voo em outros planetas foram feitas com engenhos não motorizados, lembrou a Nasa, por meio do envio de balões meteorológicos para Vênus, como parte do programa Vega, em colaboração com a Rússia e outros países, como a França.

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Entenda como a Rússia será afetada pelas novas sanções dos EUA

Pacote inclui a expulsão de dez diplomatas e proíbe transações entre instituições financeiras no mercado primário

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em cerimônia no Kremlin, Moscou, maio de 2018 (Foto: Divulgação/Kremlin)

O novo pacote de sanções emitido nesta quinta (15) por Washington deve inaugurar um novo capítulo nas relações entre EUA e Rússia. As medidas ocorrem dois dias depois de uma conversa por telefone entre Joe Biden e Vladimir Putin, na qual o presidente norte-americano insistiu em “defender os interesses nacionais”.

A ordem executiva confere as primeiras medidas retaliatórias da gestão de Biden contra o Kremlin. Washington atribui a Moscou a autoria do ataque que invadiu contas e roubou informações do Departamento do Tesouro, em dezembro do ano passado.

Agentes infiltrados teriam agido por semanas através do sistema SolarWinds contra nove agências do governo. As sanções também são direcionadas à suposta autorização de Putin às operações de influência para alavancar a campanha eleitoral de Donald Trump nas eleições dos EUA de 2020. Moscou nega as acusações.

A quem as sanções afetam

As sanções anunciadas pelos EUA nesta quinta-feira afetam seis empresas que conferem apoio ao programa cibernético dos Serviços de Inteligência da Rússia. Essas organizações não receberão conhecimento, ferramentas ou infraestrutura dos EUA.

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O mesmo ocorre a outros 32 indivíduos e entidades da Rússia. Outros oito indivíduos receberam sanções por ações relacionadas à ocupação e repressão na Crimeia, península da Ucrânia ocupada pelas forças russas desde 2014. O grupo também teria tentado interferir nas eleições de 2020 e espalhar desinformação.

Dez diplomatas e representantes dos serviços de inteligência russa que atuavam nos EUA foram expulsos do país. Nas sanções, Washington atribuiu à SVR (Serviço Russo de Inteligência no Exterior), também conhecido como APT 29 e Cozy Bear, como o autor dos ataques à plataforma SolarWinds.

As agências norte-americanas já disponibilizaram um relatório com alertas de segurança sobre a invasão russa e os cuidados que empresas de software devem tomar para “não serem invadidas pelas agências da Rússia”.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, em novembro de 2020 (Foto: CreativeCommons)

Impactos econômicos

Tesouro dos EUA ainda proibiu todas as instituições financeiras dos EUA de participar ou emprestar ao mercado primário de títulos denominados de rublos e não-rublos emitidos pelo Banco Central da Rússia após 14 de junho de 2021. A medida atinge o Fundo Nacional e o Ministério das Finanças do país.

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A medida deve afetar todos os setores da economia e restringir a capacidade de Moscou de emitir sua dívida soberana. A ação estende o passo dado por Washington em 2019, quando proibiu as instituições financeiras dos EUA de comprar dívida não denominada em rublos diretamente da Rússia em mercado primário.

Funcionários da Casa Branca disseram à Reuters que o mercado de dívida soberana em rublos está avaliado em US$ 185 bilhões. Do total, um quarto vem de investigadores estrangeiros. Metade deste percentual pertence a investidores
norte-americanos.

“Em uma análise histórica, a retirada desses investidores provavelmente causará um efeito inibidor que aumentará o custo dos empréstimos da Rússia“, disse o funcionário. “Isso enfraquecerá a moeda e levará a um crescimento mais lento e inflação mais alta”.

Até o fechamento desta matéria (15/04, 11h), o Kremlin não havia se pronunciado sobre as sanções.

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