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FMI estima crescimento de 6% para a economia global em 2021

Surgimento de novas variantes da Covid-19 e vacinação lenta em todo o mundo são principais entraves para a retomada

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A economista chefe do FMI, Gita Gopinath, em pronunciamento sobre o relatório econômico global lançado em 6 de abril de 2021 (Foto: FMI/Cory Hancock)

relatório lançado durante o encontro anual do FMI (Fundo Monetário Internacional) aponta uma projeção para 2021 de crescimento econômico global de 6% em 2021 e 4,4% em 2022. O principal desafio para esse ano será acelerar a oferta de vacina para conter o surgimento das novas variantes da Covid-19.

A revisão vem na sequência de novos pacotes fiscais em grandes economias, como EUA e China, além de uma recuperação esperada como consequência dos avanços da vacinação a partir do segundo semestre deste ano.

A rápida reacomodação da economia a novas práticas de trabalho, como o home office, e as adesões a políticas de incentivo foram essenciais para que a contração econômica global não seguisse previsões mais pessimistas. A retração do PIB global, que chegou a 3,3% em 2020, poderia ter sido até três vezes maior, segundo estimativas do Fundo.

“Graças a este movimento sem precedentes na resposta política global, a recessão gerada pela Covid-19 deve deixar cicatrizes menores que a crise financeira de 2008“, aponta o relatório. Ainda assim, economias emergentes e de baixa renda devem sofrer as perdas mais significativas no médio prazo.

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Impactos divergentes

Países que dependem do turismo, como o México, e da exportação de commodities, a exemplo do Brasil, devem enfrentar o aprofundamento na desigualdade de renda nos próximos anos. Desde o início de 2020, cerca de 95 milhões de pessoas passaram a viver em pobreza extrema.

Os economistas do FMI sugerem a priorização das políticas públicas para as populações mais vulneráveis, como seguro financeiro para autônomos e desempregados, garantia de recursos para a saúde, programas educacionais e investimento em infraestrutura verde, a fim de acelerar a redução da dependência do carbono.

O fortalecimento da cooperação internacional também foi classificado como “vital” para o manejo das incertezas deixadas pela Covid-19. A primeira iniciativa é a Covax, da OMS (Organização Mundial da Saúde), que prevê o envio da vacina aos países em desenvolvimento.

O encontro anual do FMI segue até domingo (11), de forma remota.

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INTERNACIONAL

Entenda como a Rússia será afetada pelas novas sanções dos EUA

Pacote inclui a expulsão de dez diplomatas e proíbe transações entre instituições financeiras no mercado primário

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em cerimônia no Kremlin, Moscou, maio de 2018 (Foto: Divulgação/Kremlin)

O novo pacote de sanções emitido nesta quinta (15) por Washington deve inaugurar um novo capítulo nas relações entre EUA e Rússia. As medidas ocorrem dois dias depois de uma conversa por telefone entre Joe Biden e Vladimir Putin, na qual o presidente norte-americano insistiu em “defender os interesses nacionais”.

A ordem executiva confere as primeiras medidas retaliatórias da gestão de Biden contra o Kremlin. Washington atribui a Moscou a autoria do ataque que invadiu contas e roubou informações do Departamento do Tesouro, em dezembro do ano passado.

Agentes infiltrados teriam agido por semanas através do sistema SolarWinds contra nove agências do governo. As sanções também são direcionadas à suposta autorização de Putin às operações de influência para alavancar a campanha eleitoral de Donald Trump nas eleições dos EUA de 2020. Moscou nega as acusações.

A quem as sanções afetam

As sanções anunciadas pelos EUA nesta quinta-feira afetam seis empresas que conferem apoio ao programa cibernético dos Serviços de Inteligência da Rússia. Essas organizações não receberão conhecimento, ferramentas ou infraestrutura dos EUA.

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O mesmo ocorre a outros 32 indivíduos e entidades da Rússia. Outros oito indivíduos receberam sanções por ações relacionadas à ocupação e repressão na Crimeia, península da Ucrânia ocupada pelas forças russas desde 2014. O grupo também teria tentado interferir nas eleições de 2020 e espalhar desinformação.

Dez diplomatas e representantes dos serviços de inteligência russa que atuavam nos EUA foram expulsos do país. Nas sanções, Washington atribuiu à SVR (Serviço Russo de Inteligência no Exterior), também conhecido como APT 29 e Cozy Bear, como o autor dos ataques à plataforma SolarWinds.

As agências norte-americanas já disponibilizaram um relatório com alertas de segurança sobre a invasão russa e os cuidados que empresas de software devem tomar para “não serem invadidas pelas agências da Rússia”.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, em novembro de 2020 (Foto: CreativeCommons)

Impactos econômicos

Tesouro dos EUA ainda proibiu todas as instituições financeiras dos EUA de participar ou emprestar ao mercado primário de títulos denominados de rublos e não-rublos emitidos pelo Banco Central da Rússia após 14 de junho de 2021. A medida atinge o Fundo Nacional e o Ministério das Finanças do país.

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A medida deve afetar todos os setores da economia e restringir a capacidade de Moscou de emitir sua dívida soberana. A ação estende o passo dado por Washington em 2019, quando proibiu as instituições financeiras dos EUA de comprar dívida não denominada em rublos diretamente da Rússia em mercado primário.

Funcionários da Casa Branca disseram à Reuters que o mercado de dívida soberana em rublos está avaliado em US$ 185 bilhões. Do total, um quarto vem de investigadores estrangeiros. Metade deste percentual pertence a investidores
norte-americanos.

“Em uma análise histórica, a retirada desses investidores provavelmente causará um efeito inibidor que aumentará o custo dos empréstimos da Rússia“, disse o funcionário. “Isso enfraquecerá a moeda e levará a um crescimento mais lento e inflação mais alta”.

Até o fechamento desta matéria (15/04, 11h), o Kremlin não havia se pronunciado sobre as sanções.

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