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FC Barcelona teme represália da China e abre mão de novo contrato de patrocínio

Clube catalão recuou do compromisso com a H&M por não querer conflitos que possam impactar em seus cofres

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O FC Barcelona, um dos maiores clubes de futebol do mundo, abriu mão de uma proposta de patrocínio da rede sueca de lojas H&M, que forneceria à agremiação os uniformes de passeio. A recusa em se associar à marca está relacionada às acusações de crimes contra a humanidade cometidos pelo governo da China contra a minoria uigur de Xinjiang, informa o portal de moda Fashion United.

Em 2020, marcas como H&M e Nike deixaram de comprar o algodão originário de Xinjiang em virtude das denúncias de abusos cometidos por Beijing contra os uigures. Em resposta, a China, que reiteradamente nega as acusações, iniciou uma campanha de boicote às marcas, o que levou a uma redução nas vendas em território chinês.

Temendo queda de faturamento na China, um mercado onde tem enorme popularidade, o FC Barcelona recuou no compromisso com a H&M. A parceria renderia aos combalidos cofres do clube catalão aproximadamente três milhões de euros por ano.

Além das eventuais perdas financeiras, outro temor do FC Barcelona ao se associar à H&M era eventualmente perder mais um patrocinador, a empresa chinesa de tecnologia Oppo. O acordo paga anualmente em torno de US$ 6 milhões ao clube e é válido até junho de 2022.

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Caso semelhante

Outra referência do clube foi um episódio ocorrido na NBA, a liga de basquete norte-americana. Em 2019, Daryl Morey, então diretor geral do Houston Rockets, publicou na sua conta de Twitter uma mensagem de apoio a manifestantes de Hong Kong favoráveis à emancipação do território em relação à China.

O fato enfureceu o governo chinês, que em resposta suspendeu a exibição dos jogos do time no país por quase um ano. A NBA calculou seu prejuízo à época em aproximadamente US$ 400 milhões.

Contrato rompido

No final de 2020, o atacante francês Antoine Griezmann, que joga no Barcelona, decidiu romper um acordo pessoal de patrocínio com a gigante chinesa de eletrônicos Huawei, acusada de fornecer ao governo chinês tecnologia digital usada na repressão aos uigures.

“Devido às fortes suspeitas de que a Huawei contribuiu para o desenvolvimento de um ‘alerta uigur’ por meio do uso de software de reconhecimento facial, estou encerrando imediatamente minha parceria com a empresa”, disse ele em seu Instagram à época.

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P0r – Internet
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INTERNACIONAL

SEGURANÇA INTERNACIONAL: Videos relembram 11 de setembro e sugere que líder da Al-Qaeda pode estar vivo

Imagens não são conclusivas, mas citam ataque de janeiro deste ano e derrubam a tese de que Ayman al-Zawahiri morreu no final de 2020

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Ayman al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda (Foto: Wikimedia Commons)

Um novo vídeo divulgado pelo grupo terrorista Al-Qaeda, para marcar os 20 anos dos ataques contra os Estados Unidos em 11 de setembro, sugere que Ayman al-Zawahiri, líder da organização, está vivo. As informações são da agência Associated Press.

Segundo a ONG Site Intelligence Group, que monitora páginas de grupos jihadistas na internet, o vídeo foi divulgado nos sábado, e nele Zawahiri afirma que “Jerusalém nunca será judaizada”.

O sucessor de Osama bin Laden também conclama os seguidores a combaterem o Ocidente e cita um ataque contra forças de segurança russas ocorrido no dia 1º de janeiro, na Síria. O que indica que ele estava vivo ao menos até o início deste ano.

Entretanto, Zawahiri não fez qualquer menção à retirada das tropas dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) do Afeganistão, nem ao fato de o Taleban ter assumido o governo afegão em agosto.

“Zawahiri não menciona a vitória do Taleban no Afeganistão, e sua conversa sobre os EUA ‘saindo do Afeganistão’ poderia ter sido dita no início de fevereiro de 2020, no Acordo de Doha. Assim, ele ainda poderia estar morto, embora, se assim fosse, [a morte] teria ocorrido em algum momento de janeiro de 2021 ou depois”, disse no Twitter Rita Katz, diretora da Site.

Por que isso importa?

Os primeiros relatos da morte do chefe da Al-Qaeda surgiram em novembro de 2020, na imprensa paquistanesa. As informações apontavam que Zawahiri teria morrido de causas naturais, provavelmente no Afeganistão.

Em março, um vídeo lançado pela Al-Qaeda alimentou os rumores de que o sucessor de Osama bin Laden estaria morto. A principal figura do grupo jihadista falou em apenas quatro dos 22 minutos daquele informe, que tratou do genocídio contra os muçulmanos rohingya de Mianmar. No restante, um narrador atualizou o tema.

Porém, em maio deste ano, um relatório da inteligência dos EUA apontou que o chefe da Al-Qaeda estaria vivo e escondido no Irã, enquanto outros líderes assumiram a supervisão da organização terrorista.

Um pouco depois, em junho, um relatório do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que Zawahiri estaria vivo, mas provavelmente “muito frágil” para aparecer em vídeos de propaganda.

“Relatos anteriores de sua morte devido a problemas de saúde não foram confirmados”, diz o documento. O relatório afirma ainda que uma “parte significativa” da liderança da Al-Qaeda está na região de fronteira entre Afeganistão e Paquistão, incluindo o líder.

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No Brasil

Casos mostram que o Brasil é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino.

Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos.

Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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