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Explosão deixa pelo menos 13 mortos em Damasco

Duas bombas foram colocadas em ônibus do Exército sírio

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Pelo menos 13 pessoas morreram hoje (20) e três ficaram feridas na explosão de duas bombas, colocadas em um ônibus do Exército sírio, quando circulava no centro de Damasco, em horário de pico. Há dois anos não eram registrados ataques como esse. 

A explosão ocorreu no início da manhã, quando o veículo militar atravessava a ponte de Al Raes, em pleno centro da capital síria, informou a agência oficial Sana.

A unidade de Engenharia do Exército desativou ainda uma terceira bomba, acrescentou.

As explosões ocorreram durante o horário de pico, quando as pessoas iam para o trabalho e para as escolas.

As autoridades disseram ter sido um atentado terrorista”, de acordo com o canal de televisão Al Jazeera.

“É um ato covarde”, disse o comandante da polícia de Damasco, general Hussein Jumaa, à TV estatal.

Segundo ele, uma força policial isolou a área imediatamente e garantiu que não houvesse mais bombas. O militar também pediu às pessoas que informassem as autoridades sobre algum objeto suspeito que vissem.

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Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque.

O atentado é o mais grave na capital desde 2017, quando um ataque, reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, atingiu o Palácio da Justiça matando pelo menos 30 pessoas.

Na região de Idleb, no noroeste do país, controlada por rebeldes, pelo menos oito pessoas, incluindo cinco civis, morreram hoje em bombardeios do Exército, informou uma organização não governamental.

O Exército atacou um bairro da cidade de Ariba, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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INTERNACIONAL

SEGURANÇA INTERNACIONAL – Atento a China e Coreia do Norte, premiê do Japão fala em intensificar as defesas

Receoso do crescente poderio bélico dos vizinhos, Fumio Kishida falou que iria “considerar todas as opções”

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O primeiro-Ministro Fumio Kishida durante discurso em outubro (Foto: WikiCommons)

Sob a justificativa de que China e Coreia do Norte representam uma potencial ameaça à segurança nacional, o recém-empossado primeiro-ministro japonês Fumio Kishida voltou a falar, neste sábado (27), em reforçar a capacidade de defesa do país. Receoso do crescente poderio bélico dos vizinhos, ele afirmou que iria “considerar todas as opções”, segundo relatou a agência catari Al Jazeera.

A autoridade japonesa se manifestou sobre a segurança na região durante uma revista de tropas no fim de semana. De acordo com Kishida, a atmosfera, que já é tensa, estaria “mudando rapidamente”, e “a realidade é mais severa do que nunca”. Ele se referiu ao fato de que a Coreia do Norte segue com testes de mísseis balísticos enquanto aumenta sua capacidade de ataque, enquanto a China segue em busca de incremento militar e tem “atividade cada vez mais assertiva”, além de ter ampliado o arsenal nuclear.

“Vou considerar todas as opções, incluindo possuir a chamada ‘capacidade de ataque da base inimiga’, de forma a buscar o fortalecimento do poder de defesa que é necessário”, disse Kishida a cerca de 800 membros da Força de Autodefesa Terrestre.

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No cargo desde outubro, Kishida, ligado ao Partido Liberal Democrático (PLD, a direita conservadora japonesa), sustenta um discurso defensivo e alega que coisas que costumavam acontecer somente na ficção científica são a realidade de hoje.

“O ambiente de segurança em torno do Japão está mudando rapidamente, a uma velocidade sem precedentes”, disse ele, acrescentando que seu governo conduzirá discussões “calmas e realistas” que resultarão em um entendimento sobre o que é necessário para proteger a vida dos cidadãos do país.

No entanto, a perspectiva de Kishida em possuir a chamada capacidade de ataque à base inimiga levantou uma questão polêmica, com seus opositores políticos alegando que a medida estaria contrariando a constituição japonesa de renúncia à guerra.

O político mudou sua postura dovish para uma mais hawkish – termos usados na política econômica, onde o primeiro significa um conceito expansionista, e o segundo, uma doutrina contracionista. Analistas dizem que, aparentemente, Kishida estaria agindo dessa forma para agradar líderes influentes dentro de seu partido no governo e se fortalecer, entre eles o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe. Com essa postura, o premiê tem defendido o aumento da capacidade e dos gastos militares japoneses.

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Bilhões para a defesa

Para impulsionar sua visão de segurança nacional, que inclui ainda temores com a Rússia, o Gabinete de Kishida aprovou na última sexta-feira (26) um orçamento extra de defesa de 770 bilhões de ienes (cerca de US$ 6,8 bilhões). O dinheiro deverá ser utilizado para alavancar a compra de mísseis, foguetes anti-submarinos e outras armas. O pedido ainda depende de aprovação do parlamento

A cifra é um recorde para um orçamento de defesa extra e levará os gastos militares do Japão para 2021 a um nova marca histórica de mais de 6,1 trilhões de ienes (US$ 53,2 bilhões), o que representa aumento de 15% em relação a 2020.

Críticos do primeiro-ministro argumentam que o país, nação com o maior número de idosos do mundo e com uma população em declínio, deveria reservar mais dinheiro para saúde e outros serviços. Kishida bate o pé e diz que está aberto a dobrar os gastos militares para lidar com as questões de segurança.

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