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INTERNACIONAL

EUA atribuem à inteligência ucraniana o ataque de drones que teve o Kremlin como alvo

Conversas interceptadas sugerem que Kiev ordenou a tentativa de assassinato contra Putin, mas tudo leva a crer que Zelensky não sabia dos planos

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O complexo do Kremlin, na capital russa Moscou, em imagem de 2012 (Foto: Flickr/Larry Koester)

Os serviços de inteligência da Ucrânia orquestraram o fracassado ataque de drones contra o Kremlin ocorrido no início deste mês, cujo provável objetivo era atingir o presidente da RússiaVladimir Putin. A conclusão é do governo dos EUA e foi revelada ao jornal The New York Times por autoridades norte-americanas que falaram sob a condição de anonimato.

A inteligência norte-americana passou a apurar o ocorrido após Moscou acusar Washington de envolvimento. E concluiu que o ataque, interrompido pelo serviços de segurança russos, foi orquestrada por Kiev, embora não esteja claro se o presidente Volodymyr Zelensky tinha conhecimento prévio do plano.

O episódio ocorreu entre a noite de 2 de maio e a manhã seguinte. Moscou alegou ter abatido dois drones que teriam sobrevoado o Kremlin supostamente com o intuito de assassinar Putin, gerando uma troca de acusações que respingou até no governo norte-americano.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, foi um dos que acusaram os EUA de estarem por trás da trama. “É muito importante aqui que Washington entenda que sabemos disso e entenda o quão perigosa é essa participação direta no conflito”, disse ele na ocasião. “São os dados que temos, os dados que nossos serviços especiais recebem.”

Zelensky, por sua vez, negou envolvimento de seu governo, alegando que as tropas da Ucrânia sofrem com a escassez de armas, o que inviabilizaria um ataque ao Kremlin mesmo que essa fosse a intenção. Já a Casa Branca classificou a acusação russa como “ridícula”, de acordo com a rede CNN, mas optou por investigar o caso.

Conversas interceptadas

As autoridades norte-americanas se dividem quanto ao envolvimento de Zelensky, e as fontes ouvidas pelo New York Times mostram inclinação a inocentar o presidente ucraniano. Mesmo outras importantes figuras da inteligência de Kiev parecem ter sido mantidas de fora da trama, segundo a investigação feita pelos EUA.

Washington usou conversas interceptadas para chegar a uma conclusão. Áudios provenientes da Rússia culpam diretamente Kiev, enquanto autoridades ucranianas admitem que o país foi responsável pela ação, embora ninguém pareça saber quem exatamente deu a ordem.

Esses diálogos serviram ainda para descartar a possibilidade de que Moscou tenha encenado um ataque de bandeira falsa para culpar a Ucrânia. Os indícios coletados pelos EUA sugerem que certas unidades da inteligência ucraniana não apenas tramaram a ação no Kremlin, mas também outras contra aliados de Putin.

Por exemplo, a investigação norte-americana liga membros do governo ucraniano à morte de Darya Dugina, filha do filósofo ultranacionalista russo Alexander Dugin. Ela foi vítima de um atentado no dia 20 de agosto do ano passado, quando o carro em que estava explodiu nos arredores de Moscou.

Também teriam partido da inteligência ucraniana as ordens para assassinar Vladlen Tatarsky, um influente blogueiro militar pró-guerra morto durante um atentado a bomba em abril deste ano, na cidade de São Petersburgo. As novas evidências apontam para Kiev inclusive no caso de sabotagem contra o gasoduto Nord Stream, o que Kiev vem negando veementemente.

Embora tenha chegado a um consenso quanto ao envolvimento da Ucrânia nesses casos, o governo norte-americano não consegue apontar culpados individualmente. Nesse sentido, o grande empecilho é a descentralização adotada na gestão dos serviços de inteligência ucranianos, com hierarquia confusa, inúmeras unidades secretas e diferentes autoridades compartilhando uma mesma responsabilidade.

As fontes ouvidas pela reportagem acreditam que Zelensky deu carta branca a seus subordinados nos serviços de inteligência, inclusive para que realizem operações secretas delicadas como uma eventual tentativa de assassinato contra Putin. No entanto, ele prefere não ser informado sobre todas as decisões, para que possa negar conhecimento de forma convincente caso questionado.

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Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã

Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei substituirá o pai, morto em ataque

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A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters

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