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China segura entrada de equipe da OMS que estuda origens da Covid-19

Beijing alegou que vistos dos pesquisadores ainda não haviam sido aprovados; estudo é prioridade para órgão

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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa sobre o Ebola na República Democrática do Congo, em Genebra, maio de 2018 (Foto: UN Photo/Elma Okic)

China bloqueou a entrada da equipe da OMS (Organização Mundial da Saúde) responsável pela investigação das origens da Covid-19. O país alegou que os vistos ainda não haviam sido aprovados nesta terça (5).

O diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou a situação como “desanimadora”. Segundo ele, dois membros já viajaram ao país e outros tiveram de desmarcar o embarque de última hora.

“Tenho mantido contato com funcionários chineses e já deixei claro, mais de uma vez, que a missão é prioridade para a OMS e para a equipe internacional”, disse ele ao britânico “The Guardian”.

A negociação para iniciar o estudo já se prolonga desde julho. O grupo pretende ir a Wuhan, primeiro epicentro do vírus, para investigar a possível origem da transmissão da Covid-19 em humanos.

O objetivo não é averiguar alegações de que o vírus teve origem em um laboratório chinês – já rejeitadas por cientistas do todo o mundo. As acusações aumentaram os índices de xenofobia contra chineses e alimentam as tensões geopolíticas entre Beijing e Washington.

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O próprio presidente norte-americano, Donald Trump, defende que a China desenvolveu o vírus e suspendeu as verbas dos EUA à OMS em abril ao alegar “falta de independência” do órgão.

Agora a agência de saúde da ONU (Organização das Nações Unidas) espera garantir a entrada dos membros da comissão em território chinês. “Entendemos que esta deve ser apenas uma questão burocrática que pode ser resolvida rapidamente”, disse Ghebreyesus.

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INTERNACIONAL

Vacina da Sinovac, aprovada pela Indonésia, é ‘estratégica’ para China

Proteção da Sinovac na Indonésia foi de 65,3%; China usa “diplomacia das vacinas” em países dependentes da Covax

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Indonésia é o primeiro país a autorizar o uso emergencial das vacinas desenvolvida pela Sinovac, da China, em seu território, confirmou a Reuters nesta segunda-feira (11). É uma vitória estratégica para a China, que prevê a envios a países do Sudeste Asiático, África e América Latina.

O fornecimento das doses para países de renda média e baixa é parte de um avanço estratégico do governo chinês. A chamada “diplomacia das vacinas” da China não visa os EUA ou grandes potências ocidentais, mas o Sul Global.

“É a chance de Beijing exercer seu poder brando”, aponta uma análise do portal GZero, vinculado à consultoria de risco político Eurasia Group.

A China concederia vacinas aos países que dependem exclusivamente da Covax, mecanismo ligado à OMS (Organização Mundial da Saúde) que tem capacidade de imunizar apenas 20% das populações de cada nação participante até o final de 2021.

Além de reparar a reputação chinesa depois de encobertar os primeiros casos de Covid-19 em Wuhan, em janeiro de 2020, Beijing vê a possibilidade de conceder empréstimos para a compra das doses.

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Na Indonésia, a vacina demonstrou uma taxa de proteção de 65,3% – abaixo dos dados registrados no Brasil, de 78%, a partir da parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A vacinação deve começar nesta quarta-feira (13), disse o ministro Budi Gunadi Sadikin.

Antes, o país questionou a existência de derivados suínos na composição, o que gerou oposição de parte dos indonésios às doses.País de maioria muçulmana, o arquipélago declarou a vacina da Sinovac halal – ou seja, permitida pelo Islã.

Antes da Indonésia, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein autorizaram o uso das imunizações da chinesa Sinopharm, em dezembro. Entre as vantagens, Abu Dhabi listou a eficácia de 86% de proteção e relativos baixos custos em sua produção.

Outros imunizantes

Além da Sinopharm e da Sinovac, a China tem quatro outras vacinas candidatas em testes clínicos de fase III – considerada a última e essencial para a obtenção do registro sanitário para demonstração de eficácia.

Se aprovadas, as candidatas podem aumentar a produção chinesa para mais de 3 bilhões de doses – capazes de imunizar 1,5 bilhão de pessoas em 2022. A produção das vacinas representa uma esperança, mas não o ponto final da pandemia.

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Mas o recente aumento de contágios por Covid-19 na China já acendem o alerta para a disponibilidade, ou não, das doses aos países mais pobres.

Nesta segunda-feira, autoridades chinesas registraram 103 novos casos do vírus na província de Hebei, próxima a Beijing. O governo já decretou lockdown na capital Shijiazhuang e em Xingtai para impedir a propagação do vírus.

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