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INTERNACIONAL

China amplia orçamento militar e omite o termo ‘reunificação pacífica’ ao se referir a Taiwan

Aumento dos gastos com defesa mais uma vez vai superar o crescimento econômico projetado por Beijing para 2024

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Soldados chineses em treinamento, fevereiro de 2024 (Foto: eng.chinamil.com.cn/Li Mingxu)

Partido Comunista Chinês (PCC) decidiu aumentar novamente o orçamento de defesa nacional em 7,2% neste ano, repetindo assim a meta estabelecida em 2023. A decisão foi tomada durante as “Duas Sessões”, um evento legislativo anual no qual a elite política do país se reúne para estabelecer as metas políticas nacionais. As informações são da agência Reuters.

No ano passado, o orçamento militar da China foi de 1,67 trilhões de yuans (R$ 1,17 trilhões), o segundo maior do mundo, atrás somente dos EUA, que gastam cerca de três vezes essa quantia.

Porém, os valores chineses estabelecidos oficialmente são apenas uma fração do que o país efetivamente gasta com o Exército de Libertação Popular (ELP), vez que os números não consideram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e as compras de armas produzidas no exterior.

O novo aumento, anunciado nesta terça-feira (5), mantém a tendência do governo do presidente Xi Jinping, que tem a modernização do ELP como uma de suas principais plataformas. Para se ter ideia, em 2013, primeiro ano dele no poder, o orçamento de defesa era de 720 bilhões de yuans (R$ 495 bilhões em valores atuais).

Como resultado desse processo de modernização, o ELP ostenta hoje a segunda maior Marinha do mundo em numero de embarcações militares, atrás apenas da Rússia, e sua Força Aérea cresce rapidamente a ponto de rivalizar com qualquer potência. Já o Exército permanente chinês tem cerca de dois milhões de soldados e é o maior do mundo.

De quebra, o país atingiu em maio de 2023 a marca de 500 ogivas nucleares em seu arsenal, bem acima de projeções anteriores, de acordo com a Reuters. E não mostra qualquer sinal de desaceleração, com a meta de atingir 1,5 mil ogivas nucleares até o ano 2035, conforme projeção do Pentágono relatada pela agência Associated Press em novembro de 2022.

Com a modernização militar em mente, o orçamento de defesa no governo de X Jinping tem aumentado anualmente em um ritmo superior ao do crescimento econômico do país. Isso mais uma vez será registrado em 2024, com a meta de alavancar a economia em 5% neste ano, igualmente revelada na abertura das “Duas Sessões”.

A anexação de Taiwan

A corrida armamentista com os EUA é apenas uma justificativa indireta para o alto investimento militar chinês. Por trás desses números está Taiwan, uma questão territorial sensível para Beijing. A queda de braço com o Ocidente devido à pretensa autonomia da ilha gera um ambiente tenso, com a ameaça crescente de uma invasão pelo ELP a fim de anexar formalmente o território taiwanês.

Um novo sinal de alerta foi endereçada à ilha no evento legislativo, com a exclusão do termo “unificação pacífica” do relatório governamental de trabalho divulgado pelo primeiro-ministro Li Qiang. A abordagem hostil derruba inclusive uma manifestação de Xi no 20º Congresso do PCC, em outubro de 2022, quando prometeu que “continuaremos a lutar pela reunificação pacífica”.

Agora, o governo chinês parece mais alinhado com a segunda parte do discurso do presidente naquela oportunidade: “Nunca prometeremos renunciar ao uso da força. E nos reservamos a opção de tomar todas as medidas necessárias”, disse ele em 2022.

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Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã

Aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei substituirá o pai, morto em ataque

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A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters

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