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Chegada de tropas russas alimenta tensão na fronteira do Brasil com Venezuela

Tropas estão na divisa da Venezuela com Brasil desde que operação militar brasileira teria ‘invadido’ território vizinho

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Soldados do Exército do Brasil a caminho da cidade de Manacapuru, no Amazonas, em 23 de setembro de 2020 (Foto: Exército Brasileiro)

Com as fardas do exército venezuelano, as tropas russas chegaram ao estado de Bolívar, próximo à fronteira da Venezuela com o Brasil, no dia 9. Os soldados seriam uma resposta ao treinamento do Exército brasileiro, que ocorreu em setembro, e aumentou a tensão entre os países.

De acordo com o portal Infobae, os soldados foram enviados ao local poucos depois após a Operação Amazonas, liderada pelo Brasil, que incluiu o lançamento de foguetes a até 80 quilômetros de distância. O treinamento, com equipamentos de fabricação local, ocorreu próximo a Manaus (AM).

De acordo com militares venezuelanos, os brasileiros teriam “violado seu território” e a soberania do país com veículos, aviões, helicópteros, embarcações e peças de artilharia.

O exército do Brasil também estaria munido de canhões, metralhadoras e morteiros. A atividade custou mais de US$ 1 milhão e contou com 3,5 mil soldados, informou o jornal carioca “O Globo“.

De acordo com moradores de Bolívar, as tropas russas realizam exercícios militares em diversas cidades desde que chegaram à região.

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Mais tensas que nunca, as relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela estão desgastadas desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, declarado apoiador dos EUA. O governo de Donald Trump intensificou uma série de sanções a Caracas.

No dia 5 de outubro, Brasília decidiu retirar as credenciais dadas aos diplomatas que representam o governo de Nicolás Maduro no Brasil. O movimento foi considerado, até o momento, o auge da animosidade entre os países vizinhos.

 

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INTERNACIONAL

Vacina da Sinovac, aprovada pela Indonésia, é ‘estratégica’ para China

Proteção da Sinovac na Indonésia foi de 65,3%; China usa “diplomacia das vacinas” em países dependentes da Covax

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Indonésia é o primeiro país a autorizar o uso emergencial das vacinas desenvolvida pela Sinovac, da China, em seu território, confirmou a Reuters nesta segunda-feira (11). É uma vitória estratégica para a China, que prevê a envios a países do Sudeste Asiático, África e América Latina.

O fornecimento das doses para países de renda média e baixa é parte de um avanço estratégico do governo chinês. A chamada “diplomacia das vacinas” da China não visa os EUA ou grandes potências ocidentais, mas o Sul Global.

“É a chance de Beijing exercer seu poder brando”, aponta uma análise do portal GZero, vinculado à consultoria de risco político Eurasia Group.

A China concederia vacinas aos países que dependem exclusivamente da Covax, mecanismo ligado à OMS (Organização Mundial da Saúde) que tem capacidade de imunizar apenas 20% das populações de cada nação participante até o final de 2021.

Além de reparar a reputação chinesa depois de encobertar os primeiros casos de Covid-19 em Wuhan, em janeiro de 2020, Beijing vê a possibilidade de conceder empréstimos para a compra das doses.

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Na Indonésia, a vacina demonstrou uma taxa de proteção de 65,3% – abaixo dos dados registrados no Brasil, de 78%, a partir da parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A vacinação deve começar nesta quarta-feira (13), disse o ministro Budi Gunadi Sadikin.

Antes, o país questionou a existência de derivados suínos na composição, o que gerou oposição de parte dos indonésios às doses.País de maioria muçulmana, o arquipélago declarou a vacina da Sinovac halal – ou seja, permitida pelo Islã.

Antes da Indonésia, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein autorizaram o uso das imunizações da chinesa Sinopharm, em dezembro. Entre as vantagens, Abu Dhabi listou a eficácia de 86% de proteção e relativos baixos custos em sua produção.

Outros imunizantes

Além da Sinopharm e da Sinovac, a China tem quatro outras vacinas candidatas em testes clínicos de fase III – considerada a última e essencial para a obtenção do registro sanitário para demonstração de eficácia.

Se aprovadas, as candidatas podem aumentar a produção chinesa para mais de 3 bilhões de doses – capazes de imunizar 1,5 bilhão de pessoas em 2022. A produção das vacinas representa uma esperança, mas não o ponto final da pandemia.

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Mas o recente aumento de contágios por Covid-19 na China já acendem o alerta para a disponibilidade, ou não, das doses aos países mais pobres.

Nesta segunda-feira, autoridades chinesas registraram 103 novos casos do vírus na província de Hebei, próxima a Beijing. O governo já decretou lockdown na capital Shijiazhuang e em Xingtai para impedir a propagação do vírus.

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