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Ataques recomeçam em Azovstal; Hungria ameaça vetar embargo

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A retirada de civis ucranianos de Mariupol voltou a ser possível esta segunda-feira de manhã, graças a um cessar-fogo na importante e destruída cidade portuária que permitiu às equipas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Cruz Vermelha resgatar civis presos. Espera-se que os civis sejam agora encaminhados para Zaporizhzhia ao longo da manhã.

Entretanto, na Rússia, a noite ficou marcada por mais explosões ouvidas na cidade de Belgorod, uma importante cidade russa próxima da fronteira da Ucrânia e de Kharkiv.

Segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a guerra na Ucrânia já fez mais de 3.000 mortos entre a população civil, mas a ONU alerta que o número real de mortos poderá ser muito superior depois de contabilizadas as baixas em cidades sitiadas e controladas pelos russos.

Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia:

11h30 – Vídeo. Cão militar desenterra 262 engenhos explosivos em 24h

Um cão que rastreou centenas de explosivos na cidade ucraniana de Chernihiv. O cão de raça Jack Russel, que responde pelo nome Patron, tem vindo a ajudar as autoridades ucranianas desde o início do conflito.

11h16 – Míssil russo atinge ponte em Odessa

A Reuters avançou que um míssil russo atingiu uma importante ponte em Odessa, no sul da Ucrânia. A cidade portuária tem sido atacada pela sua importância no trânsito e comércio do mar Negro e, segundo a agência britânica, a ponte atacada, no estuário de Dniester, é a única ligação férrea e rodoviária entre o território ucraniano e uma grande porção da região de Odessa.

10h47 – Número de refugiados ultrapassa os 5,5 milhões

Segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados até esta segunda-feira, a guerra na Ucrânia já fez mais de 5,5 milhões de refugiados ucranianos, sendo que pelo menos 7,7 milhões de pessoas abandonaram as suas casas. A grande maioria destes refugiados, mais de 3 milhões, fugiu para a Polónia.

10h31 – Há oligarcas russos contra o Kremlin? Sim, mas “estão todos com medo”

empresário russo Oleg Tinkov voltou a criticar o regime russo, depois de, em abril, considerar que não haverá “nenhum beneficiário nesta guerra louca”.

“Apercebi-me de que a Rússia, como país, já não existe”, disse Tinkov, que é o fundador de um dos maiores bancos digitais a nível global. Apesar de reconhecer que já sabia que o “regime de Putin era mau”,  o homem, de 54 anos, admitiu que “não tinha ideia” de que as ações do Kremlin poderiam chegar a esta “escala catastrófica”.

10h17 – Lavrov compara Zelensky a Hitler. Ucrânia denuncia “anti-semitismo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, está a ser duramente criticado pelo governo ucraniano, mas também pelo israelita, depois de uma entrevista em que comparou o presidente ucraniano ao infame ditador e genocida germânico, Adolf Hitler.

Durante uma entrevista ao canal italiano Rete 4, citada pela agência Reuters, o jornalista questionou a propaganda russa, que justifica a invasão na Ucrânia argumentando estar a “desnazificar” o país, mencionando a ascendência judaica de Volodymyr Zelensky.

As palavras de Lavrov foram encaradas pelo conselheiro de Zelensky e diplomata ucraniano, Mykhailo Podolyak, como uma demonstração do totalitarismo russo.

 

9h56 – Imagens mostram drone ucraniano a abater dois navios russos

A Ilha da Serpente voltou a ser palco de um vídeo impressionante na guerra na Ucrânia, com o governo ucraniano a publicar esta segunda-feira imagens da destruição de dois navios russos no mar Negro.

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9h48 – Rússia volta a bombardear a fábrica de Azovstal

Depois dos ataques em Mariupol terem parado para a retirada de civis, com o apoio da ONU e da Cruz Vermelha, a Rússia voltou a bombardear a siderúrgica de Azovstal, o último reduto da resistência ucraniana na importante cidade portuária. Segundo a Sky News, citando um porta-voz da autarquia, “assim que os autocarros abandonaram Azovstal com os civis resgatados, novos bombardeamentos começaram imediatamente”.

Cerca de cem pessoas foram retiradas da fábrica, mas não se sabe quantos ucranianos, civis e militares, continuam no gigante complexo.

9h43 – ‘Fantasma de Kyiv’ não morreu. “Continua vivo”, dizem forças armadas

No dia 13 de março, um piloto chamado Stepan Tarabalka morreu nos céus ucranianos, depois de uma batalha contra os russos. O britânico The Times noticiou que a morte do major, de 29 anos, era também a morte do ‘Fantasma de Kyiv’, um mítico piloto que teria aterrorizado a Força Aérea russa ao abater 40 aeronaves.

No entanto, a Força Aérea Ucraniana veio desmentir, mais uma vez, a existência do ‘Fantasma’.

 

9h23 – Erdogan insiste numa cimeira com Putin e Zelensky na Turquia

O presidente turco voltou hoje a convidar os seus homólogos da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, para uma cimeira na Turquia e garantiu que ambos os países lhe pediram ajuda para poder exportar cereais.

9h03 – Dinamarca anuncia reabertura da embaixada em Kyiv

A Dinamarca anunciou hoje a reabertura da embaixada em Kyiv passando assim a ser o primeiro país nórdico a restabelecer a representação diplomática na capital da Ucrânia depois do início da invasão da Rússia.

8h57 – Finlândia vai decidir adesão à NATO a 12 de maio

O jornal finlandês Iltalehti, citado pela Reuters, está a avançar que a Finlândia vai decidir que inicia o processo de adesão à NATO a 12 de maio. À semelhança da Suécia, a invasão russa na Ucrânia acelerou o processo de adesão e mudou a opinião popular sobre a aliança transatlântica, com o povo finlandês e o governo a mostrarem-se, pela primeira vez, favoráveis a aderir, mas a Rússia mantém as ameaças contra os dois países.

8h50 – Ucranianos visitam sepulturas de familiares que perderam a vida na guerra

Na Ucrânia, é comum a prática de visitar as sepulturas de familiares na semana a seguir à Páscoa ortodoxa. Em causa está uma tradição designada de ‘Hrobki’ ou ‘Provody’ e que, este ano, ganhou uma dimensão maior, no seguimento da invasão russa que tem decorrido sobre o território do país.

8h47 – Vídeo mostra primeiro resgate de civis em Azovstal

Mais de de dois meses depois de as tropas russas invadirem a Ucrânia, cerca de 100 civis ucranianos foram resgatados do complexo de Azovstal, em Mariupol. As primeiras imagens desse resgate foram partilhadas no domingo, naquele que foi o segundo dia de evacuação do complexo. No local, é estimado que estejam entre mil a três mil pessoas, entre os quais civis e militares ucranianos.

8h26 – Hungria ameaça embargo a petróleo russo com veto

A Hungria, um país muito dependente das importações de energia russa e que tem contestado a imposição de sanções contra o Kremlin, avisou esta segunda-feira que irá opor-se a um embargo ao petróleo russo. Numa altura em que a União Europeia prepara mais sanções, incluindo um embargo à energia russa, o porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs, disse à Reuters que “a posição da Hungria relativamente ao embargo de petróleo e gás não se alterou”.

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8h11 – Retirada de civis de Mariupol continua hoje, dizem autoridades locais

A retirada dos residentes de Mariupol e da fábrica Azovstal, onde centenas de civis permanecem cercados e encurralados, iniciada no sábado, vai continuar hoje, disseram as autoridades locais na plataforma Telegram. De acordo com o município, foram acordados dois locais adicionais para retirar pessoas de Mariupol, sob os auspícios da ONU e da Cruz Vermelha.

7h57 – Inteligência britânica: “Rússia demorará anos a reconstituir” forças de elite

O Ministério da Defesa do Reino Unido, na sua atualização diária sobre a guerra na Ucrânia, conta um cenário tenebroso para as forças especiais russas. Através do Twitter, a inteligência britânica afirma que mais de um quarto dos 120 batalhões táticos russos mostraram-se “ineficazes” no campo de batalha ucraniano.

Segundo os britânicos, “provavelmente vai demorar anos até que a Rússia reconstitua estas forças” de elite, especialmente os paraquedistas.

 

7h45 – Primeira dama norte-americana vai visitar refugiados na Europa

Jill Biden, primeira dama dos Estados Unidos, vai visitar os refugiados ucranianos a receber apoio na Roménia e na Eslováquia esta semana, anunciou o seu escritório. Segundo a Sky News, Jill Biden deverá aterrar na Roménia no dia 6 de maio, onde visitará os militares norte-americanos ao serviço da NATO.

A visita da primeira dama segue-se à viagem do presidente norte-americano, Joe Biden, que passou pela Polónia há pouco mais de um mês.

7h40 – Explosões marcam a noite em Belgorod

A cidade russa de Belgorod, situada próxima da fronteira norte da Ucrânia e a cerca de 80 quilómetros de Kharkiv, voltou a ouvir explosões durante a noite. Segundo o The Guardian, citando o governador da região, não foram registados feridos ou mortos.

Vídeos não confirmados pelo jornal britânico mostram jatos a atravessar os céus de Belgorod, acompanhados pelo som de explosões. A cidade russa tem visto algumas explosões em instalações militares e armazéns de combustível, mas a Ucrânia tem negado qualquer responsabilidade.

 

7h35 – Rússia nega fim da guerra a 9 de maio, no Dia da Vitória

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo negou que a Rússia pretenda pôr fim à guerra na Ucrânia a 9 de maio, quando se celebra o Dia da Vitória, apesar de analistas preverem o fim do conflito nessa data.

7h32 – Para recordar:

 

 

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INTERNACIONAL

Em desfile militar, Putin diz que “operação” na Ucrânia foi ação “preventiva”

Nas comemorações do “Dia da Vitória” em Moscou, presidente russo afirmou que está “lutando pela segurança da Rússia”

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Em seu discurso de pouco mais de 11 minutos, Putin não fez nenhuma avaliação do progresso russo na Ucrânia, e nem deu indicação do quanto tempo mais o conflito deve se estender.

O presidente russo afirmou que está “lutando pela segurança da Rússia” atualmente. “Nosso dever é preservar a memória daqueles que derrotaram o nazismo. Tropas russas e forças voluntárias de Donbass estão lutando pela sua terra. Prometo ajudar as famílias dos soldados russos mortos e feridos”, disse ele.

Putin encerrou seu discurso com um grito de guerra aos soldados reunidos: “Pela Rússia. Pela vitória. Viva!”.

Mau tempo

A parte aérea do desfile do Dia da Vitória em Moscou foi cancelada por causa do mau tempo, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à agência de notícias estatal RIA.

A cerimônia teria 77 aeronaves sobrevoando a Praça Vermelha de Moscou, comemorando o 77º aniversário da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Com informações da Reuters

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