GERAL

Festival da Carne do MS traz a Campo Grande/MS especialista que afirma não existir “carne de segunda”

Evento acontece em Campo Grande, de 8 a 10 de outubro, com programação gratuita

Publicados

em

“Em boi de primeira, não existe carne de segunda”. É com essa afirmação que o especialista em carnes, Marcelo ‘Bolinha’, vem a Campo Grande (MS) para a apresentação no Festival da Carne do MS, que acontece entre os dias 8 e 10 de outubro, na Esplanada Ferroviária. Bolinha apresentará os cortes de carne bovina, ensinando técnicas para o melhor aproveitamento do animal. A palestra faz parte da programação do Festival, que tem entrada franca, no dia 10 de outubro, às 15 horas.

“A carne sul-mato-grossense eu acompanho há bastante tempo e, por incrível que pareça, aqui no Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), vem bastante carne do Mato Grosso do Sul. Tem vários mercados, até porque é uma carne que tem muita qualidade  de sabor e maciez, resultado da  precocidade dos animais.  A carne do Mato Grosso do Sul está entre as melhores carnes do Brasil”, enfatiza Bolinha. Para ele, todas as carnes de qualidade são ideais para churrasco.

Leia Também:  MÉDICOS DO BRASIL VÃO PERCORRER MAIS DE MIL QUILÔMETROS LEVANDO ASSISTÊNCIA ÀS COMUNIDADES DO PANTANAL

Durante a demonstração, o especialista vai apresentar os cortes que estão na moda e valorizam a carcaça, principalmente os cortes do dianteiro bovino. “Farei a demonstração de cortes rápidos que poderão ser degustados, como ‘short ribs’, do acém, que virou especiaria, o brisket, que é o peito, mas se usa muito defumado em pit smoker, Prime Rib, tomahawk”, conta.

Marcelo Bolinha é consultor empresarial em cortes de carne, com 30 anos de experiência no setor. Antigamente proprietário do tradicional Açougue do Bola, com mais de 70 anos  em Porto Alegre/RS, hoje comanda, ao lado do sócio Manoel Vargas – o Maneco, a Marcelo Bolinha Carnes, fornecendo cortes para diversos restaurantes e consumidor final.

Ao longo de sua trajetória, Marcelo desenvolveu uma expertise em carnes que tem projetado o seu trabalho em território nacional e internacional. Ele propõe uma série de cortes que inovam e vão além da forma tradicional de comercialização.

Esses métodos alternativos de desossa e comercialização de carne foram desenvolvidos a partir de suas necessidades como proprietário de açougue, agregando valor à partes da carcaça que costumavam  ser desvalorizadas no mercado. Assim, muitas empresas têm sido beneficiadas pela aplicação de sua técnica e visão de negócio, com resultados positivos a curto prazo.

Leia Também:  Com apoio da Suzano, produtores rurais buscam impulsionar os negócios por meio de ferramentas digitais em MS

O Festival da Carne do MS é realizado por Márcia Marinho e pelo Campo Grande Destination em parceria com Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande) e Fundtur (Fundação de Turismo de Campo Grande). Informações sobre a programação do evento estão disponíveis no instagram do festival (@festivaldacarnedoms).

Para entrevistas ou informações, é só entrar em contato com a assessoria de imprensa pelo celular:  (67) 9 9254-6570 (também WhatsApp)
___________________
Este e-mail é destinado à divulgação de informações na imprensa e redes sociais.
Caso não tenha interesse em receber, responda colocando no assunto apenas um “não” que iremos removê-lo da lista de envio.
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

O que se sabe sobre o veto chinês à carne brasileira

Veto já dura seis semanas; Ministério da Agricultura aguarda reunião técnica com chineses

Publicados

em

Carne bovina está impedida de entrar na China há seis semanas Divulgação/Abiec (12.ago.2011)

O Brasil está há seis semanas sem exportar carne para a China, seu principal comprador. Em 4 de setembro, o país interrompeu voluntariamente a exportação do produto após a confirmação de casos do “mal da vaca louca” em dois frigoríficos do país. Mesmo com o controle dos casos no Brasil, a interrupção foi mantida.

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) concluiu um relatório a respeito dos dois casos de vaca louca e apontou que não há risco de proliferação da doença, segundo o professor de economia do Insper, Roberto Dumas, em entrevista à CNN. A derrubada do veto à carne, no entanto, ainda não aconteceu.

Segundo o jornal Financial Times, o veto prolongado pode custar US$ 4 bilhões por ano (equivalente a R$ 21,8 bilhões) em exportações. Ao Financial Times, um executivo de um grande frigorífico brasileiro disse estar surpreso que a suspensão tenha durado tanto.

Com isso, o governo tem visto a preocupação de autoridades e grandes frigoríficos crescer. De acordo com o Financial Times, que ouviu uma fonte do Ministério da Agricultura, o Brasil pediu uma reunião técnica, ainda não agendada, pelas autoridades chinesas. E não há previsão para esta reunião acontecer.

Entre janeiro e julho deste ano, os embarques de carne bovina do Brasil para a China alcançaram 490 mil toneladas e geraram vendas de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões), um aumento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Alguns analistas brasileiros ouvidos pelo Financial Times acreditam que a proibição é uma forma de a China obter vantagem comercial.

“Esse atraso na retomada pode ser uma tática de negociação que visa melhorar a precificação e ganhar poder de barganha. Parece uma coisa mais comercial, porque em termos de saúde não há o que discutir”, disse Hyberville Neto, da Scot Consultoria, que atua no setor de carnes bovinas.

Na China, importadores disseram que uma suspensão duradoura da carne brasileira teria um grande impacto, dada a escala das remessas, mas a maioria espera que o comércio reinicie em breve.

Enquanto a questão não é resolvida, confira o que se sabe sobre o veto à carne brasileira e os próximos passos para derrubá-lo:

Leia Também:  POLÍCIA CIVIL PRENDE O AUTOR DO FURTOS DE FIOS NO BAIRRO DA VÉSTIA EM SELVIRIA.

Por que a China vetou a carne brasileira?

O Brasil interrompeu voluntariamente a exportação de carne para a China, seu maior mercado, após a confirmação de dois casos da doença da “vaca louca” em duas fábricas no país.

Quanto tempo já dura o veto? 

interrupção começou em 4 de setembro, portanto, já dura seis semanas. Mesmo com o controle dos casos da doença da  “vaca louca” no Brasil, o veto chinês foi mantido.

O que tem sido feito?

O ministério da Agricultura encaminhou uma solicitação feia ao ministro-chefe da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) para uma reunião técnica. De acordo com a pasta, ainda sem retorno. As autoridades do gigante asiático disseram estar analisando as informações apresentadas, mas não confirmaram o encontro.

A ministra  da Agricultura, Tereza Cristina, se colocou à disposição para tratar do assunto pessoalmente.

Como fica a exportação? 

Cerca de 100 mil toneladas represadas de carne aguardam uma posição da China. A estimativa é da consultoria especializada Safras & Mercado.

“Isso está represado desde o embargo. Normalmente a carne é inspecionada e despachada na sequência para os portos e de lá segue para o país de destino. Mas, com a China descredenciando o Brasil, o fluxo foi interrompido“, diz o consultor Fernando Iglesias.

O volume da carne estocada é uma estimativa informal, já que os frigoríficos não divulgam essa informação. No entanto, a Associação Brasileira de Frigoríficos informou que o Brasil exportou mais de 100 mil toneladas de carne bovina em setembro para a China, referentes a contratos firmados antes do veto.

Mesmo que sejam de contratos anteriores à descoberta da doença, ainda não há uma confirmação de que essas cargas foram entregues ao país asiático, ou barradas para serem devolvidas.

Ao Financial Times, um gerente da Chengdu Haiyunda Trading Company, que parou de importar carne brasileira desde a suspensão, disse que a proteína brasileira ocupa até um terço de seu negócio.

A Chengdu está substituindo a carne brasileira pela de países do norte da Europa e do Cazaquistão, diz o jornal.

Como fica a produção de carne?

O Ministério da Agricultura orientou os frigoríficos brasileiros a suspenderem temporariamente a produção de carne para a China. Segundo apurou a CNN Brasil com integrantes da pasta, um ofício foi expedido pelo governo federal permitindo aos produtores o armazenamento da produção em contêineres refrigerados.

Leia Também:  O que se sabe sobre o veto chinês à carne brasileira

Para evitar o acúmulo da produção, a pasta também orientou os frigoríficos brasileiros a venderem a carne bovina ao mercado interno ou a outros países importadores do produto.

Isso pode baratear o custo do produto no Brasil?

A carne tem sido uma das protagonistas da inflação dos alimentos. A carne vermelha acumulou uma inflação de 8,52% em 2021. Já nos últimos doze meses, o acúmulo foi de quase 25%.

Com a escalada do preço, o consumo de carne vermelha no Brasil é o menor em 26 anos, de acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mas, para o consultor da Scot Consultoria, Hyberville Neto, o veto chinês à carne brasileira, que consequentemente pode aumentar a oferta do produto internamente, não deve reduzir os custos internamente no curto prazo.

Para o consultor Fernando Iglesias, os preços podem cair de 10% a 15%, caso todo o estoque acumulado chegue ao mercado interno. “Frigoríficos já começaram a relatar que parte da carne que está nas câmaras frias já foi disponibilizada no mercado interno”, diz Iglesias. O movimento impacta diretamente nos valores, e a previsão é de que os preços caiam.

“Os preços da carne no atacado estão cedendo, ainda não chegaram ao varejo, mas é questão de tempo”, diz. No varejo, os preços podem cair em até 10%. “Tradicionalmente o varejo traduz movimentos de queda de maneira mais lenta e em menor intensidade”, diz.

Já aconteceu antes?

Outros países também foram impedidos de exportarem carne à China e enfrentam vetos semelhantes ao do Brasil.

Após um caso atípico de vaca louca em 2020 na Irlanda, a China também vetou a carne deste país.

Em 29 de setembro deste ano, o país asiático também proibiu carnes de gados com menos de 30 meses oriundos do Reino Unido.

No ano passado, Pequim suspendeu as importações de uma série de fábricas de processamento de carne brasileiras devido à preocupação de que surtos de Covid-19 nas instalações apresentassem o risco de importar o vírus de volta para o país.

 

*Com reportagem de Ligia Tuon e Fabrício Julião do CNN Brasil Business, Gustavo Uribe da CNN, em Brasília, e Estadão Conteúdo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

SELVÍRIA

ACONTECEU

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA