ECONOMIA

Ministra diz que governo tomou medidas para controlar preço do arroz

Tereza Cristina garantiu abastecimento do produto nas prateleiras

Publicados

em

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje (10) que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras dos supermercados. 

“As medidas que podiam ser tomadas, foram tomadas, para fazer a estabilidade e o equilíbrio para esse produto”, disse em um vídeo publicado em suas redes sociais.

“O Brasil abriu mão, tirou a alíquota de importação, para que produto de fora pudesse entrar e trazer um equilíbrio para os preços. Abrimos somente uma cota, porque não temos necessidade de muito arroz, mas isso é uma cota de reserva, para que possamos ter a tranquilidade de que o preço vai voltar, vai ser equilibrado, e que o produto continuará na gôndola para todos os brasileiros”, acrescentou.

Taxa de importação

Ontem (9), a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano.

arroz
Desde o início do ano, o preço do arroz acumula alta de mais de 21,2% nas prateleiras, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas). – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente sobre o arroz com casca não parbolizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parbolizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Leia Também:  Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com covid-19, diz pesquisa

Até então, a Tarifa Externa Comum (TEC) aplicada sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca, válida apenas para países de fora do Mercosul. Dentro do bloco econômico regional, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a tarifa é de importação já é zero.

Tailândia e EUA

Mais cedo, em um entrevista para a Rádio Gaúcha, Teresa Cristina comentou que a maior parte do arroz que será importado sem tarifa deve vir da Tailândia e dos Estados Unidos, que produzem o mesmo tipo de produto consumido no Brasil.

Ainda segundo a ministra, no vídeo divulgado em suas redes sociais, o preço do arroz nos últimos anos vinha abaixo do que seria seu valor de mercado, por causa de uma queda na produção que afetou o tamanho da área produzida no país.

“No passado, o arroz teve um preço muito baixo, durante muitos anos. Nós tivemos uma queda na área de produção e o arroz, então, hoje, tem um preço mais alto. Mas ele está na prateleira, vai continuar nas prateleiras”, afirmou.

Leia Também:  Com apoio da SES, Fiocruz inicia pesquisa sobre eficácia da vacina BCG no tratamento da Covid-19

Alta nos preços

Desde o início do ano, o preço do arroz acumula alta de mais de 21,2% nas prateleiras, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço da saca de 50 kg de arroz, vendido pelo produtor, variou mais de 107% nos últimos 12 meses, chegando próximo a R$ 100.

Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40.

 

*Com informações da Reuters

Edição: Lílian Beraldo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Primeira indústria Mato Grosso do Sul receberá indústria de etanol de milho

A empresa será instalada em março de 2021 na cidade de Jaraguari

Publicados

em

Indústria prevê iniciar operações com produção de 200 mil litros de etanol por dia. - Divulgação

Mato Grosso do Sul terá sua primeira usina de etanol instalada em março de 2021, no polo industrial da cidade de Jaraguari.

Com sede em Mato Grosso, a empresa Petromar pretende gerar 200 empregos formais no início das suas ações, além da criação de empregos em locais próximos, visto que suas operações se estendem para outras cidades como a Costa Rica. 

O grupo Petromar ainda pretende empreender em áreas de energia renovável, como painéis fotovoltaicos e o biogás.

“O empreendimento é importante por representar o investimento em um novo segmento no Estado, e por agregar valor a uma matéria-prima importante para a economia estadual, que é o milho”, explica o secretário do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar , Jaime Verruck.

A vinda da indústria para o estado está próxima e só aguarda as últimas ofertas do Corpo de Bombeiros e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para o incio da construção. 

Em nota, o presidente da Petromar, Celso Carlos Silva, falou da importância da escolha de Mato Grosso do Sul para o setor.

“Mato Grosso do Sul se destaca no Centro Oeste pela produção de milho e, por este motivo, optamos pela abertura de uma indústria no Estado. Nossa meta é a produção diária de 200 mil litros por dia de etanol de milho ”, disse.

Além da produção do etanol, a Petromar trabalha na fabricação de ração para animais, óleo de cozinha e outros derivados do milho. 

O objetivo da empresa é a criação de filiais em outros municípios do estado para auxiliar também nas demandas locais, como é o cado de Jaraguari, que fica localizado a 150 km das principais plantações de milho de Mato Grosso do Sul.

Além da cidade, outra que está na lista de intenções da Costa Rica.

“Conversamos com a Semadur para a instalação de empreendimentos como o projeto de energia renovável que a empresa trabalha, com o biogás e painéis fotovoltaicos”.

Por fim, foram destacadas as vantagens de se trabalhar com milho.

O grão poder ser armazenado para ser manuseado conforme a necessidade da indústria, diferente da cana-de-açúcar, que precisa ser utilizado logo após a colheita.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com covid-19, diz pesquisa
Continue lendo

SELVÍRIA

ACONTECEU

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA