ECONOMIA
Mato Grosso do Sul abre 2.372 empresas no 1° trimestre do ano e atinge recorde histórico
Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico com a abertura de 2.372 empresas no primeiro trimestre de 2021. No mesmo período do ano passado o número somava 1.911 empresas, resultado 24% menor. O balanço foi divulgado ontem (15) pela Jucems, órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
Desde o início da série histórica da Jucems no ano 2000, o resultado que mais se aproxima do deste ano foi em 2010, quando foram abertas 1.923 empresas no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, 19% inferior ao resultado atual. A média mensal de aberturas de empresas no 1º trimestre de 2021 de 791, representa um aumento de 24,18% em relação a 2020 que teve a média mensal de 637 aberturas.
O setor de serviços alavancou o resultado, sendo responsável por 65% do total de empresas abertas no trimestre, 1.543 em números absolutos. O comércio abriu 720 empresas ou 30% do total, enquanto que novas indústrias foram 109 ou 4,6%, conforme os dados compilados pela Jucems.

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck destaca que mesmo atravessando um período de pandemia, que gera consequências econômicas para todos os setores, Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico e muito positivo para a economia.
“Precisamos analisar duas questões, primeiro o empreendedorismo de sobrevivência, que reflete no setor de serviços crescente. Que são pessoas se adaptando à realidade para sobreviver. Por outro lado, o Estado tem apresentado índices de crescimento acima da média, com bons resultados do PIB e essa movimentação econômica têm crescido apesar das dificuldades”, explica.
O número de fechamentos de empresas no primeiro trimestre de 2021 foi de 1.039 empresas, que representa um resultado equivalente a 2020 quando 1.034 empresas foram fechadas. O presidente da Jucems, Augusto de Castro, lembra que o número de fechamentos de empresas é alavancado por dois principais fatores, impacto das medidas decorrentes da pandemia causada pelo Covid-19 e a extinção da cobrança da taxa pelas juntas comerciais brasileiras para fechamento de empresas.
Importante destacar que os dados divulgados pela Junta não incluem os MEI’s (Microempreendedores Individuais), que são constituídos de forma virtual em portal próprio do Governo Federal – www.portaldoempreendedor.gov.br.
Priscilla Peres, comunicação Semagro
Foto capa: Saul Schramm
ECONOMIA
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda
INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Quanto vale o mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621;
• Diário: R$ 54,04;
• Hora: R$ 7,37.
Como foi calculado
• Inflação pelo INPC: 4,18%;
• Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
• Reajuste total: 6,79%.
Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:
INSS
• Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621
• Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
• Teto do INSS: R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS (CLT)
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
• Plano normal (20%): R$ 324,20
• Plano simplificado (11%): R$ 178,31
• Baixa renda (5%): R$ 81,05
• MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
• Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro
• Parcela mínima: R$ 1.621
• Parcela máxima: R$ 2.518,65
• Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.
Salário-família
• Salário-família: R$ 67,54 por dependente
• Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais











