ECONOMIA

Arrecadação federal bate recorde para meses de fevereiro

União arrecadou R$ 127,74 bilhões no mês passado

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Por Wellton Máximo

Depois de iniciar o ano em queda, a arrecadação federal reagiu e bateu recorde em fevereiro. No mês passado, o governo arrecadou R$ 127,74 bilhões, alta de 4,3% em relação a fevereiro de 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse é o maior valor registrado para meses de fevereiro ao considerar o IPCA.

O valor veio acima do previsto pelos agentes financeiros. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado projetavam arrecadação de R$ 118,16 bilhões no mês passado.

Com o resultado de fevereiro, a arrecadação federal soma R$ 296,49 bilhões nos dois primeiros meses do ano. Isso representa alta de 0,81% em relação ao primeiro bimestre de 2020, também descontando o IPCA. Em janeiro, a arrecadação federal tinha registrado queda de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2020, considerando a inflação oficial.

Fatores

Segundo a Receita Federal, três fatores contribuíram para a melhoria da arrecadação no mês passado. O primeiro foi a recuperação da economia, principalmente da indústria e do comércio eletrônico. O segundo decorreu da arrecadação extraordinária de R$ 5 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em fevereiro, que não ocorreu no mesmo mês de 2020.

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O terceiro fator a impulsionar a arrecadação no mês passado foi o aumento das importações, que elevou o pagamento de Imposto de Importação em R$ 2,1 bilhões em relação ao observado em fevereiro do ano passado. Esses três fatores contrabalançaram a elevação de R$ 6,08 bilhões (em valores corrigidos pelo IPCA) nas compensações tributárias entre fevereiro de 2020 e de 2021.

Por meio da compensação tributária, uma empresa que previu lucros maiores do que o realizado e pagou IRPJ e CSLL por estimativa em um exercício pode pedir abatimento nas parcelas seguintes, caso tenha prejuízo ou lucre menos que o esperado. Por causa da pandemia da covid-19, que impactou o resultado das empresas, o volume de compensações aumentou de R$ 6,97 bilhões, em fevereiro de 2020, para R$ 13,42 bilhões, em fevereiro de 2021.

Setores

Na divisão por setores da economia, os tributos que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação foram o IRPJ e a CSLL, cuja receita subiu 40,35% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, em valores corrigidos pelo IPCA. Apesar da compensação mais alta, algumas grandes empresas registraram expansão nos lucros e houve o recolhimento extraordinário de R$ 5 bilhões de uma grande empresa, não detalhado pela Receita Federal.

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Em seguida, vem o crescimento de 41,83% na arrecadação de Imposto sobre Importação e de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vinculado às importações. Por causa da alta do dólar, o valor importado sobe em reais, impulsionando a arrecadação. Em terceiro lugar, ficou a alta real (acima da inflação) de 16,16% do IPI sobre mercadorias produzidas no país, refletindo a recuperação da indústria no início de 2021.

O último fator a contribuir para a melhoria da arrecadação em fevereiro foi a receita com o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com expansão de 2,22% acima da inflação. Esses tributos incidem sobre o faturamento e refletem o comportamento das vendas.

Edição: Fernando Fraga

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ECONOMIA

Mato Grosso do Sul abre 2.372 empresas no 1° trimestre do ano e atinge recorde histórico

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Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico com a abertura de 2.372 empresas no primeiro trimestre de 2021. No mesmo período do ano passado o número somava 1.911 empresas, resultado 24% menor. O balanço foi divulgado ontem (15) pela Jucems, órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Desde o início da série histórica da Jucems no ano 2000, o resultado que mais se aproxima do deste ano foi em 2010, quando foram abertas 1.923 empresas no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, 19% inferior ao resultado atual.  A média mensal de aberturas de empresas no 1º trimestre de 2021 de 791, representa um aumento de 24,18% em relação a 2020 que teve a média mensal de 637 aberturas.

O setor de serviços alavancou o resultado, sendo responsável por 65% do total de empresas abertas no trimestre, 1.543 em números absolutos. O comércio abriu 720 empresas ou 30% do total, enquanto que novas indústrias foram 109 ou 4,6%, conforme os dados compilados pela Jucems.

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Foto: Semagro

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck destaca que mesmo atravessando um período de pandemia, que gera consequências econômicas para todos os setores, Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico e muito positivo para a economia.

“Precisamos analisar duas questões, primeiro o empreendedorismo de sobrevivência, que reflete no setor de serviços crescente. Que são pessoas se adaptando à realidade para sobreviver. Por outro lado, o Estado tem apresentado índices de crescimento acima da média, com bons resultados do PIB e essa movimentação econômica têm crescido apesar das dificuldades”, explica.

O número de fechamentos de empresas no primeiro trimestre de 2021 foi de 1.039 empresas, que representa um resultado equivalente a 2020 quando 1.034 empresas foram fechadas. O presidente da Jucems, Augusto de Castro, lembra que o número de fechamentos de empresas é alavancado por dois principais fatores, impacto das medidas decorrentes da pandemia causada pelo Covid-19 e a extinção da cobrança da taxa pelas juntas comerciais brasileiras para fechamento de empresas.

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Importante destacar que os dados divulgados pela Junta não incluem os MEI’s (Microempreendedores Individuais), que são constituídos de forma virtual em portal próprio do Governo Federal – www.portaldoempreendedor.gov.br.

Priscilla Peres, comunicação Semagro 

Foto capa: Saul Schramm

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