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Cidades de MS voltam a registrar casos de coronavírus após semanas sem novos positivos

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Brasilândia viu a Covid-19 surgir após festa. (Imagem: Reportagem)

O aparecimento de mais nomes na lista de municípios que registraram casos de coronavírus atesta que a doença avança pelo interior de Mato Grosso do Sul –embora 55% dos mais de 4 mil casos até aqui estejam concentrados em Campo Grande e Dourados. Contudo, o ressurgimento da Covid-19 também já é realidade para muitas das cidades do Estado.

Em pelo menos 9 municípios, o reaparecimento de casos de coronavírus expõe a vulnerabilidade da população à doença, diante de realidades como o baixo isolamento social adotado no Estado –que se mantém entre os piores do Brasil na estratégia de contenção à Covid-19 (com o recolhimento domiciliar, espera-se reduzir a exposição das pessoas ao vírus)– e do próprio desconhecimento sobre como a doença se espalha.

Esta, porém, não é uma realidade exclusiva de Mato Grosso do Sul. Pequim, na China, voltou a registrar grande volume de casos de coronavírus depois de anunciar ter atingido o pico de infecções semanas atrás. E a Nova Zelândia, um dos primeiros países a se declarar livre da Covid-19 após não registrar contaminação comunitária, anunciou dois novos casos nesta semana (duas mulheres que foram ao Reino Unido para um velório testaram positivo).

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos

Rio Verde de Mato Grosso foi o sétimo município a anunciar um caso de coronavírus no Estado, ainda em 27 de março –13 dias depois das primeiras confirmações no Estado, em Campo Grande. Passaram-se dois meses e meio (74 dias) até que, em 11 de junho, fossem somados às estatísticas estaduais mais 2 casos na cidade.

Coincidência ou não, o município figurou nesta quarta-feira (17) como o de segundo pior índice de isolamento social do Estado: na terça (16), 29,8% da população optou por ficar em casa (3 em cada 10 moradores de Rio Verde), enquanto 70% manteve a rotina normal. E, no início deste mês, comunicou a reabertura, com restrições, de seus atrativos turísticos.

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Paraíso das Águas ficou mais de um mês sem novos registros de coronavírus. (Imagem: Reportagem)

 

 

 

 

A situação é semelhante à de Paraíso das Águas, que ficou 31 dias sem divulgar casos de coronavírus –entre 19 de abril e 19 de maio. O primeiro caso foi anunciado em 18 de abril e, no dia 20 de maio, houve 2 novos registros. Depois, vieram mais 23 dias até a divulgação do quarto infectado, em 13 de junho. O quinto caso foi relatado nesta quarta-feira (17).

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Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Tacuru teve 2 casos separados por vários dias. (Imagem: Reportagem)

 

 

 

 

Em Tacuru, foram dois registros até aqui, separados por um intervalo de 26 dias: o primeiro caso foi anunciado em 13 de maio e o segundo, em 9 de junho.

Municípios registraram mortes e grande número de infectados por coronavírus

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Batayporã registrou mortes e, semanas depois, voltou a ter casos. (Imagem: reportagem)

 

 

 

 

Os dois primeiros óbitos por coronavírus no Estado foram de moradores de Batayporã, no leste do Estado, que respectivamente viajaram para a Europa e São Paulo, onde teriam se infectado. O município de cerca de 13 mil habitantes foi o primeiro foco da doença no interior, com 6 casos confirmados entre 26 de março e 8 de abril.

Desde então, porém, a Covid-19 deixou de ser uma constante na cidade, que ficou 33 dias sem anunciar novos casos confirmados da doença. Isso até o último dia 11, quando Batayporã voltou a registrar um infectado.

Próximo dali, Brasilândia ganhou o noticiário quando, após uma festa, duas pessoas também contraíram a Covid-19 e faleceram. A doença parecia passar distante do município na divisa com São Paulo, até o surgimento do primeiro caso em 5 de maio, outro no dia seguinte e 5 de uma vez no dia 7 do mês passado.

Os brasilandenses conviveram com anúncios quase diários de infectados até 14 de maio, voltaram a registrar infecções 4 dias depois e tiveram um último registro no dia 23. Já em 16 de junho, uma nova notificação de caso positivo foi declarada –atualmente são 16 casos, conforme a contagem dos órgãos oficiais.

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Chapadão do Sul teve dois ‘períodos’ de contágio. (Imagem: Reportagem)

Já Chapadão do Sul viveu dois momentos da Covid-19: houve relatos quase diários de casos entre 5 e 21 de abril, com 8 casos confirmados nesse intervalo. Foram 34 dias até ocorrerem novas notificações: 2 casos em 26 de maio. No dia 29, outros 2 e, desde então, relatos diários de pelo menos uma infecção.

Em 14 de junho, Chapadão teve seu pico de casos até aqui, com 12 confirmações relatadas em um único dia. Outros 7 casos foram somados nesta quarta, elevando para 74 o total de infectados (o décimo maior contingente do Estado).

Novos focos de coronavírus aparecem no interior do Estado

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Naviraí vive crescente no total de casos de coronavírus. (Imagem: Reportagem)

 

 

 

 

Naviraí também começou a se desenhar como um provável epicentro da Covid-19 nos últimos dias. O primeiro caso da doença na cidade foi contabilizado em 12 de abril. Somente em 14 de maio houve um segundo registro.

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Houve dois casos isolados relatados em 21 de 24 de maio. A partir do dia 27, porém, houve registros praticamente todos os dias –o máximo de casos até aqui foi relatado nesta quarta-feira, com 12 infectados. A Saúde naviraiense relatou 54 casos no total até agora.

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Mundo Novo também ficou dias sem registrar novos casos, que se multiplicam. (Imagem: Reportagem)

 

 

 

 

Em 17 de abril, Mundo Novo anunciou 2 casos de Covid-19, número que permaneceu sem alterações até 31 de maio, ou seja, foram 44 dias sem registros da doença na cidade que faz divisa com Guairá (PR) e fronteira com Salto del Guairá, no Paraguai.

Em 2 dias (3 e 9 de junho), foram notificados 3 casos de uma vez. O município do extremo sul totaliza 18 infectados.

Em pelo menos 9 municípios, novos casos de coronavírus surgiram após vários dias sem confirmações; Rio Verde ficou 74 dias sem novos casos
Paranaíba viu explosão de casos em 24 horas após testagem em massa. (Imagem: Reportagem)

 

 

 

 

 

Depois de registrar uma das primeiras mortes pela doença no Estado e, recentemente, confirmar o segundo óbito, Paranaíba viveu uma explosão de casos nesta quarta-feira. Os primeiros casos foram notificados em 11 e 13 de abril. Mais de um mês depois, em 14 e 16 de maio, a cidade anunciou outros 2 casos.

Houve mais uma confirmação no fim de maio e outra em 7 de junho. Dois dias depois, foram 2 casos de uma vez e uma notificação nos dias 11, 14 e 15. A cidade anunciou 4 casos na terça-feira, o que indicaria uma evolução no volume de casos, acompanhada da confirmação do segundo óbito.

Contudo, diante de testagem em massa anunciada pela prefeitura para identificar outras pessoas que contataram o paciente que morreu de Covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou 62 novos positivos, dos quais 44 já integram as estatísticas da SES. Ao todo, Paranaíba alega ter 60 infectados pelo coronavírus desde o início da endemia no Estado.

Os dados foram tabulados pelo Jornal Midiamax a partir dos números divulgados pela SES que, até 19 de maio, era a única responsável pela totalização. A partir desta data, as informações passaram a ser somadas pelas próprias prefeituras e o Ministério da Saúde. Nos gráficos, indicadores negativos mostram casos que, após investigação, não foram confirmados nos municípios (pertencendo, por exemplo, a moradores de outras cidades que ainda detêm o Cartão SUS da localidade onde viveu).

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CIDADES

Suzano apoia projetos sociais de geração de renda para mulheres em Água Clara e Três Lagoas (MS)

Desenvolvidos pela Banda Marcial e Missão Salesiana, iniciativas “Mão na Massa” e “Mulheres Arteiras” irão qualificar 60 pessoas para atuarem nos setores de panificação e costura

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Com o objetivo de reduzir desigualdades sociais e promover o empoderamento feminino, a Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está apoiando a qualificação profissional de 60 pessoas, sendo 59 delas mulheres, para atuarem em setores como de panificação e costura. Os projetos “Mão na Massa” e “Mulheres Arteiras” são desenvolvidos pelas instituições Associação Guarda Mirim e Banda Marcial Cristo Rei, de Água Clara, e Missão Salesiana de Três Lagoas, respectivamente, e visam, com o apoio da companhia, fomentar a geração de renda complementar para famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Esses projetos atendem a um dos nossos principais direcionadores, que diz que ‘Só é bom para nós, se for bom para o mundo’. Ao promover a qualificação profissional, principalmente do público feminino, estamos contribuindo diretamente para a redução de desigualdades social e de gênero. Estas ações fazem parte do compromisso público da Suzano e estão previstas nas metas de longo prazo da companhia, anunciadas no ano passado. Entre elas, está a de mitigar o problema de distribuição de renda e retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza nas áreas de atuação da companhia até 2030”, destaca Israel Batista Gabriel, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.

Mão na Massa

Em Água Clara, o projeto foi iniciado em 17 de setembro. Com o apoio da administração municipal, o “Mão na Massa” é voltado para as famílias de integrantes Associação Guarda Mirim e Banda Marcial Cristo Rei e visa qualificar 30 pessoas, a grande maioria mulheres, para o preparo de pães, salgados, roscas, entre outros. O objetivo é que, após o curso, as participantes possam preparar os produtos para comercialização e, assim, incrementar a renda familiar.

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Expectativa esta que começou a virar realidade para Lúcia Keiko Ivase, de 55 anos. Moradora de Água Clara, ela trabalhou a vida toda na área de serviços gerais, limpeza e faxina, mas estava desempregada e viu no projeto uma chance de ingressar em um novo mercado. “O objetivo do curso é nos dar uma oportunidade de geração de renda. Estava desempregada e agora tenho uma nova profissão. Trabalho com todos os tipos de massa. Já fiz pão e uma variedade imensa de salgadinhos. As encomendas já começaram a chegar e, com o fim da pandemia, os eventos vão voltar a acontecer”, avalia. Hoje, ela já atende a encomendas para a família, amigos mais próximos e para a vizinhança.

Mulheres Arteiras

Já em Três Lagoas, o projeto “Mulheres Arteiras, da Missão Salesiana, visa, além de proporcionar um incremento na renda familiar, fomentar a inserção dessas mulheres no mercado de trabalho ao atender uma demanda reprimida por mão de obra qualificada no setor de têxtil e de confecção. A iniciativa teve início no dia 20 de setembro e terá duração de três meses, com a participação de 30 mulheres. Nesse período, as participantes terão aulas sobre artesanato e costura.

Para Graucia Coelho de Moraes, 44 anos, o curso trará a oportunidade de complementar a renda sem precisar sair de casa, e de perto das filhas de 6 e 8 anos. “Estou gostando bastante. Já trabalho na área e busco me especializar, me qualificar enquanto estou em casa, acompanhando o desenvolvimento delas. Muitas mulheres do curso também estão vendo como uma oportunidade boa para conseguir um emprego, uma vez que existe uma carência no mercado neste setor”, completa.

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Além da parte teórica dos cursos, os projetos também abordam temas como empoderamento feminino, independência financeira, prevenção à violência doméstica e autoestima. No dia 24 do mês passado, profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) ministraram uma palestra com foco no Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre suicídios. Outros temas importantes também estão sendo abordados, como educação ambiental, reutilização de materiais, reciclagem e melhoria da alimentação para aumentar a qualidade de vida.

Sobre a Suzano

Suzano é referência global no uso sustentável de recursos naturais. Como líder mundial na fabricação de celulose de mercado e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A empresa investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto com o objetivo de substituir matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia, resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, orgulha-se de sua equipe, composta por mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos, e destaca-se por ter os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3 (Brasil) e da NYSE – New York Stock Exchange (Estados Unidos), mercados onde suas ações são negociadas. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

 

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